quarta-feira, 30 de abril de 2008

Estatuto da Criança e do Adolescente...

Por Julio Severo

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi supostamente criado para proteger as crianças.

Agora, vejamos como o ECA “protege” as crianças:

O ECA jamais é citado ou utilizado para deter o governo em seus esforços de garantir aos homens no homossexualismo um suposto direito de adotar crianças.

O ECA também jamais é mencionado contra as medidas estatais para doutrinar as crianças de escolas públicas no homossexualismo.

O ECA jamais é citado quando alguém ou o próprio governo quer aprovar leis de aborto para matar crianças ainda na barriga de suas mães.

O ECA alega proteger as crianças até mesmo antes de nascer, mas nos esforços de se aprovar leis a favor de pesquisas de células-tronco embrionárias — que sacrificam crianças em sua fase inicial de desenvolvimento — , o ECA jamais é citado para defender as crianças.

Entretanto, a omissão do ECA não é total. Há pelo menos uma situação em que o governo jamais se esquece de mencionar e aplicar o ECA: O ECA é fielmente citado para defender nos casos em que estupradores e assassinos são de menor.

Por que será?

Cuidado com este sistema educacional...

A instituição Abraceh, da Dra. Rozangela Justino, continua promovendo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Este sistema é uma falácia e o seu perigo é mortal. Conhecido como o chamado movimento dos direitos das crianças. Ele nada mais é do que um instrumento que corrompe e destrói a família.

Muitas famílias cristãs no Brasil estão sendo cruelmente perseguidas pelo ECA e pelos conselhos tutelares unicamente porque escolheram assumir a educação escolar de seus filhos.

O ECA jamais trata estupradores e assassinos abaixo de 18 anos como criminosos, mas trata como criminosas todas as famílias evangélicas que educam os filhos em casa.

O ECA, em boa parte, nada mais é do que a legalização da promoção da delinqüência entre crianças e adolescentes. Por isso, precisamos ficar atentos à sua promoção entre nós.

Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil...

Cuidem bem dos seus filhos. Eles correm perigo!

Por Julio Severo

Josué Bueno, sua esposa e seus 9 filhos recebem ordens de se submeterem a tratamento psicológico sob assistentes sociais. Pelo fato de darem aulas escolares em casa, as autoridades ameaçam lhes tomar os filhos. Eles fogem para o Paraguai, onde o governo brasileiro envia um oficial de justiça para adverti-los a voltar para o Brasil e matricular os filhos na escola.

Cleber Andrade Nunes e sua esposa Bernadeth tiraram seus dois filhos adolescentes de uma escola pública para lhes dar aulas escolares em casa. Espantosamente, os rapazes ultrapassaram meninos de sua idade e foram aprovados para uma faculdade de direito com notas elevadas. Apesar disso, seus pais receberam a ameaça oficial: sem uma matrícula na escola, eles serão presos e perderão a guarda de seus filhos.

Ensinar os filhos em casa sempre foi um direito no Brasil, pois as constituições passadas do Brasil o garantiam. Por exemplo, a Constituição de 1946 (Artigo 166) diz: “A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana”. Nenhum pai ou mãe era ameaçado, multado ou preso por ensinar os filhos em casa.

Contudo, legisladores socialistas insistiam em que era necessária uma nova constituição. Sob a inspiração e esforços deles, nasceu a atual Constituição Federal de 1988, que diz:

“Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”. (Art. 208, parágrafo 3º)

Em 2001, Carlos Vilhena e sua esposa Márcia tentaram desafiar a lei que obriga a freqüência à escola lutando nos tribunais. O Sr. Vilhena era um famoso jurista que queria garantir, para si e para outras famílias, o direito de educar em casa. No entanto, o Ministro da Educação, um comunista, ordenou que seu ministério rejeitasse o pedido de Vilhena. O caso Vilhena, que recebeu cobertura nacional e internacional positiva, acabou terminando no Superior Tribunal de Justiça, onde Carlos e Márcia perderam e onde os juízes declararam: “Os filhos não são dos pais”. Não lhes sobrando escolha, os filhos dos Vilhenas foram matriculados numa escola.

A decisão contra a família Vilhena se tornou um precedente perigoso, prejudicando iniciativas legais adicionais para legalizar a educação escolar em casa de novo no Brasil.

Mesmo assim, muitas famílias brasileiras continuam dando aulas escolares em casa e entrando no movimento.

Josué Bueno, ex-pastor batista, ficou conhecendo a educação escolar em casa (ou homeschooling) em seus anos de juventude nos Estados Unidos. Retornando ao Brasil, ele estudou num seminário batista, se tornou pastor e, logo que se casou, buscou viver uma vida de família centrada na Bíblia, onde a educação em casa era fundamental.

Nos EUA, Bueno havia visto famílias livremente educando seus filhos. Assim, ele deu a mesma oportunidade a seus filhos, que nunca foram para a escola desde seu nascimento. Mas sua tentativa de viver a mesma liberdade e princípios cristãos lhe custou um preço elevado. Ele recorda: “Por causa de falsas acusações, que nunca foram provadas, promotores nos ordenaram enviar nossos filhos para a escola. Eles também discordaram de nosso modo de disciplinar nossos filhos”.

As acusações foram feitas em 2005 ao Conselho Tutelar, que é responsável pela implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles receberam intimação para comparecer diante de juízes e outras autoridades, por causa da educação escolar em cada e da disciplina física. Então o Sr. Bueno e sua família toda receberam ordens de se submeterem a tratamento psicológico e matricular os filhos numa escola. Depois de algum tempo em tal tratamento, sob grande pressão (principalmente sua esposa grávida) e não vendo nenhuma escapatória, eles fugiram para o Paraguai — exclusivamente para dar a seus filhos uma criação cristã.

O Sr. Bueno diz: “Fala-se muito em respeitar a diversidade, mas nossa maneira diferente de ser não foi respeitada. Tenho certeza que se meus filhos homens fossem homossexuais e minhas filhas lésbicas eles teriam a proteção do Estado de forma esmagadora.”.

Foi um grande sofrimento deixar o Brasil, mas sofrimentos maiores os forçaram a tal dura escolha. No entanto, o sofrimento deles não terminou. O governo brasileiro os descobriu e enviou um oficial de justiça para lhes dar uma intimação para voltarem ao Brasil, continuar o tratamento psicológico estatal e matricular os filhos numa escola.

Diferente da família Bueno, Cleber e Bernadeth Nunes não haviam educado seus filhos desde seu nascimento. Ele havia conhecido a educação escolar em casa em sua visita aos Estados Unidos. Depois de muita oração e consideração, houve a decisão e hoje ele diz: “Dois anos atrás minha esposa e eu decidimos tirar nossos dois filhos da escola pública e assumir a responsabilidade pela educação deles. Eu administrava um pequeno negócio e na época tive de reduzi-lo porque ambos de nós educamos em casa”. Seu motivo, conforme ele revelou numa entrevista a BandNews, é porque “não concordamos com o sistema educacional”.

O programa da BandNews, que foi transmitido em 28 de fevereiro de 2008, comentou que Bernardeth deixou seu curso universitário de arquitetura para se dedicar à educação de seus filhos. Quando a jornalista Adriana Spinelli entrevistou os rapazes, Davi respondeu: “Gostamos muito desse método porque somos livres para estudar o que queremos”.

Em sua jornada de educação em casa, o primeiro esforço da família Nunes foi “descolarizar” seus filhos, isto é, eliminar deles as influências negativas da educação pública.

Depois de apenas dois anos, os resultados foram dignos. Sob a acusação de negligência educacional pelo Conselho Tutelar, o Sr. Nunes tentou provar que não havia nenhuma negligência. Por isso, os rapazes fizeram testes de avaliação para entrar numa faculdade de direito. Davi, 14, foi aprovado em quinto lugar. Seu irmão Jonatas, 13, ficou no 13º lugar. A posição deles era excelente, mas o Conselho Tutelar, que vinha perseguindo-os desde 2007, não se mostrou comovido.

Apesar das excelentes notas de seus filhos, a família Nunes está sob a ameaça oficial de perder a guarda de seus filhos e irem para cadeia. Eles têm uma menina de 9 meses chamada Ana. Dois amáveis advogados voluntários estão lutando para defender a família Nunes contra o poder estatal oposto à educação em casa.

O problema deles começou quando alguém os denunciou ao Conselho Tutelar. Como todas as famílias no Brasil que educam em casa, as famílias Nunes e Bueno davam educação escolar em casa às escondidas. Quando oculta de forma adequada, não há perigos, mas muitas vezes um parente, um vizinho ou um indivíduo desconhecido intervém para delatar ao Conselho Tutelar, que tem lidado com todos os casos de educação em casa no Brasil.

Esse Conselho foi criado para implementar na sociedade brasileira o Estatuto da Criança e do Adolescente, que por sua vez foi criado para atender às demandas da Convenção dos Direitos da Criança da ONU. Como signatário desse documento da ONU, o governo brasileiro foi obrigado a refleti-lo nas leis nacionais. Nenhum líder cristão no Brasil conseguiu ver seus perigos, mas hoje os pais cristãos e envolvidos na educação em casa estão sofrendo suas conseqüências.

Um pastor evangélico me disse que ao disciplinar seu menino de 10 anos, o garoto ameaçou denunciar a ele e sua esposa ao Conselho Tutelar. Quando perguntado onde ele havia aprendido isso, o menino respondeu, “na escola”.

Mais e mais pais evangélicos e católicos no Brasil me contam a mesma história triste. Outras experiências semelhantes mostram que as famílias evangélicas estão sendo muito atingidas pela legislação da ONU imposta no Brasil.

O Conselho Tutelar e o Estatuto da Criança e do Adolescente, que alegam defender as crianças e seu bem-estar, são conhecidos por sua omissão nos debates sobre a questão do aborto e por não protegerem as crianças em risco de serem adotadas por homossexuais. Mas não mostram omissão alguma no caso de famílias que educam em casa.

A família Bueno poderá ser deportada para o Brasil e, quanto à família Nunes, Cleber diz: “Fomos condenados a pagar uma multa de 12 salários mínimos e a matricular os meninos na escola imediatamente. Ameaçaram que perderíamos a guarda de nossos filhos. Podem até nos mandar para a cadeia se continuarmos a desobedecer”.

A família Nunes, que está lutando contra um radical sistema anti-escolha, poderia considerar fugir para o Paraguai. Contudo, mesmo no Paraguai, a família Bueno não está livre dos tentáculos do Conselho Tutelar.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Homem de coragem...

Depois deste pronunciamento, a sua existência é um milagre. Que homens de ousadia e coragem a semelhança deste, se levantem mais e mais na Câmara dos Deputados.


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Entre duas guerras...

Por Paulo Brossard *
10 de março de 2008 – Jornal Zero Hora

A semana finda começou com ruidosa ameaça de guerra na América do Sul, que, felizmente, não explodiu, antes implodiu, não passando de bravatas e dentes rilhados. Contudo, o perigo não passou e basta um doido para fazer uma asneira. De mais a mais, há um fato notório, de suma gravidade, a azedar o ambiente. A existência das Farc em território colombiano é inegável e insuportável. Queiramos ou não, elas existem e imperam em área própria, que, se já foi maior, não deixa de existir e na qual exercem poderes paraestatais. A despeito de sua anomalia, há quem lhes faça o preconício. A indústria do seqüestro de pessoas é um de seus instrumentos de ação; o outro diz respeito à indústria de droga. Não sei como essa atividade se processa, mas que ela existe é fato de notoriedade mundial. O seqüestro de pessoas é outro dado de igual notoriedade. E as pessoas apreendidas ou preadas como animais são mantidas em condições subumanas. A libertação de algumas, ultimamente ocorrida, por munificência dos seqüestradores, confirma a selvageria sistematizada. Sabe-se que o número de pessoas aprisionadas é grande, mas não se sabe sua real dimensão. De qualquer sorte, o fato é certo e incompatível com um mínimo de humanidade. É o caso da senadora Íngrid Betancourt, presa faz seis anos, que vai morrendo lentamente. Muita coisa se pode recuperar, mas o tempo não se recupera. O mínimo que se pode dizer é que isso chega ao nível da selvageria. E há quem veja benemerências nesse quadro teratológico. De modo que a guerra anunciada e trombeteada foi contida, mas ninguém pode dizer que esteja afastada. E isto é um perigo para todos, os vizinhos inclusive, ou principalmente.

Entre nós, vêm acontecendo coisas surpreendentes, mas conduzidas com perícia impecável. A meu juízo, e não é de hoje, existe um plano superiormente concebido e cientificamente executado capaz de paralisar o Estado, mais do que o governo. Faz alguns anos que vai se processando e progredindo. Tudo começou pela mudança do dicionário.

Sob a vaga alegação de grilagem, valha o neologismo, imóveis rurais passaram a ser invadidos, mantidas as vítimas em cárcere privado e submetidas a humilhações pesadas. As invasões se davam geralmente à noite, de surpresa; era grande o número de invasores; só que a invasão trocou de nome, passou a chamar-se "ocupação pacífica". Os invasores não eram invasores nem esbulhadores, mas "posseiros", só que posseiros sem posse. Geralmente pessoas de outros lugares, em organização paramilitar. Passaram a ser anunciadas com precisão e realizadas com exatidão, nos locais marcados, nos dias e horas divulgados até pela imprensa. Quando o lesado recorria à Justiça e obtinha a reintegração na posse de que tinha sido esbulhado, os invasores apelavam para a concessão de prazo para a desocupação. A invasão podia ser feita de repente, a saída, não; demandava tempo. Entre os invasores, era imprescindível a presença de mulheres e crianças. Et pour cause. Expandiu-se. Decreta-se, por exemplo, o "abril vermelho" e o "abril vermelho" é executado com pompa e circunstância.

Num certo momento, uma entidade nova, feminina e com crianças, entrou a praticar atos de violência. Foi na calada da noite que os trabalhos que se vinham processando no Horto Florestal Barba Negra, na Barra do Ribeiro, foram destruídos. Agora, no Rosário, se repete a ocorrência. E, quando a Brigada é movimentada, arma-se a resistência. As invasoras não aceitam desocupar o imóvel, que elas condenaram por sua própria autoridade. Dizendo-se maltratadas, acusam a Brigada de violenta, e recebem a solidariedade do seu co-irmão, o MST, que bloqueia oito rodovias gaúchas.

Engane-se quem quiser. É assim que começa a calculada destruição institucional. Que começa? Começou faz muito, e continua pontualmente.

Aqui no Rio Grande há um imóvel que foi invadido oito vezes e até a autoridade judiciária é afrontada ostensivamente. Tiro o chapéu para a execução do plano, cientificamente concebido e tecnicamente executado. As Farc estão aí, dando exemplo. Estarei exagerando?

*Jurista, ministro aposentado do STF

domingo, 27 de abril de 2008

Era só o que faltava...

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Frases extraídas de boletins de igreja...

"No estudo desta noite nosso pastor trará a mensagem intitulada ‘o que é o inferno’. Venha mais cedo e assista o ensaio do coral...”

“Teremos sorvetada na igreja próximo sábado, as irmãs que forem doar leite cheguem mais cedo...”

“Para aquelas irmãs que têm filhos e não sabem o berçário fica no segundo andar...”

“Após a feijoada do próximo sábado teremos um período de meditação...”

“Os adolescentes apresentarão no dia 1º uma peça de Shakespeare. Venha assistir esta tragédia...”

“A irmã Laura agradece a todos os muitos irmãos que contribuíram para que finalmente ela engravidasse. Foi muito difícil, foi uma luta. Sem suas orações…”

“A irmã Zilda estará distribuindo Bíblias na favela na próxima terça. O diabo que se cuide...”

“Precisamos orar intensamente pelo problema de saúde da irmã Cândida. Não tem Cristo que resolva...”

“Os irmãos e irmãs que não sabem ler devem devolver os boletins da igreja no final do culto, assim que já tiverem...”

O Foro de São Paulo elege seu 10º Presidente na América Latina...

Que não haja preguiça de ler este e os outros artigos que foram postados. Apesar de serem um pouco extensos, o conteúdo é imprescindível para a compreensão da América Latina. Sugiro a leitura do blog da Graça Salgueiro. Na atualidade, ela é a pessoa mais informada sobre a política da América Latina. Quem não lê Graça Salgueiro está por fora dos fatos. Leiam o artigo!


Por Graça Salgueiro

Quando o Dr. Constantine Menges tentou alertar o Brasil em 2002 sobre o “Eixo do Mal” latino-americano – Cuba-Venezuela-Brasil -, que se fortalecia através do Foro de São Paulo, foi alvo de injustas e abjetas críticas por parte da imprensa venal brasileira e do maior interessado em desqualificar e ocultar as graves denúncias que o Dr. Menges fazia, o então candidato Luis Inácio da Silva, que o rotulou junto ao ex-preso político cubano Armando Valladares de “picaretas”.

Em 2005, no 15º aniversário do Foro de São Paulo (FSP), disse Lula em seu discurso: “Eu que, junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante termos criado o Foro de São Paulo”. E mais adiante: “Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política” (http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc). A esta altura não havia mais necessidade de fingir que o FSP era uma “invenção de uns picaretas de Miami” porque seu trabalho já estava, senão consolidado, bastante fortalecido.


Desde a criação do FSP em 1990, somente Cuba era governada por um comunista, o ditador vitalício Fidel Castro, que com o fim da Guerra Fria havia perdido o apoio financeiro da ex-URSS. Era necessário então criar algo que substituísse aquela preciosa ajuda além de expandir o comunismo para um outro continente a fim de “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Com um persistente trabalho, tendo à frente Fidel, Lula, Marco Aurélio Garcia (MAG) e o pseudo-frei Betto, o FSP ajudou a eleger Hugo Chávez na Venezuela em 1998. Seguiram-se à Venezuela o Brasil com Lula; a Argentina com Néstor Kirchner; o Equador, primeiro com Lucio Gutiérrez, - ungido pelo FSP e em seguida defenestrado por este mesmo Foro como traidor, por aceitar acordo de cooperação com os Estados Unidos contra o narcotráfico -, e depois com Rafael Correa; a Bolívia com o cocalero Evo Morales; a Nicarágua com Daniel Ortega; o Uruguai com Tabaré Vazquez e o Chile com Michele Bachelet. Hoje, o 10º ungido do FSP é o ex-bispo comunista Fernando Lugo, do qual eu já havia comentado no artigo Por que o governo brasileiro não condena as FARC? - Parte II.


A imprensa brasileira falou muito pouco a respeito deste candidato e, quando o fez, foi mostrando-o como um “ex-bispo” que havia se afastado de suas funções religiosas para ingressar na política. Candidamente isto. Todavia, há mais coisas acerca deste senhor e de seus planos que o governo brasileiro propositalmente não quer dar a conhecer e a imprensa, toda ela com o rabo preso, não investiga e, se investiga e descobre, diligentemente joga no fundo do baú do esquecimento.


Fernando Lugo é adepto da Teologia da Libertação, aquela cujo evangelho é o marxista, e mantém estreitos e fraternos laços de amizade com os pseudo-freis Betto & Boff. Betto esteve no Paraguai acompanhando a eleição presidencial ao lado de seu amigo candidato. Por determinação do XIII Encontro do Foro de São Paulo ano passado em El Salvador, ele fez parte da “comissão de observadores” que agora participará de todas as eleições que ocorrerem no continente latino-americano.


O carro-chefe da campanha de Fernando Lugo foi algo que mexe com os brios dos paraguaios há tempo: a revisão do Tratado de Itaipu, daí – provavelmente – ter recebido o apoio expressivo da população que acabou dando-lhe a vitória. No princípio do ano passado, em encontro do Mercosul no Paraguai, Lula teria sido rude e enfático ao afirmar que “o Tratado de Itaipu não estaria na pauta de discussões”, conforme denunciei no artigo Brincando com fogo, e suas relações com o presidente Nicanor Duarte eram apenas “toleráveis”, considerando que este não pertence ao FSP. Agora, entretanto, começa a mudar o rumo da prosa...


Como todos sabem, Itaipu foi criada em 1973, de comum acordo entre os presidentes Médici e Stroessner. O Brasil entrou com toda a infra-estrutura e, por isso, ficou acordado no Tratado que durante 50 anos o Paraguai, que só entrou com a água, cederia seu excedente a preço de custo ao Brasil como pagamento da dívida. Os paraguaios acham este acordo injusto porque o Brasil consome 95% de toda a energia produzida na hidrelétrica e o Paraguai só recebe 300 milhões de dólares quando podia, se vendida a preço de mercado (como o Brasil faz na venda à Argentina), receber entre 1.5 a 2 bilhões de dólares.


Durante todos esses anos, nem Lula, nem seu Partido-Estado nem nenhum parlamentar da base governista jamais viu nesse acordo qualquer “injustiça” mas, como agora o presidente eleito é um “companheiro”, chovem críticas de todos os lados! Lula nega que vá rever os termos do acordo alegando que “apesar de compartilhar princípios ideológicos com Lugo, nada muda o tratado”, acrescentando que a agenda bilateral “vai além da hidrelétrica”. Entretanto, através das declarações de membros do seu partido e governo – o que dá no mesmo -, deixa claro uma benevolência para com o novo presidente-companheiro. O chanceler Celso Amorim declarou que “não está descartado um eventual reajuste dos valores pagos mas [o Brasil] não pretende rediscutir o tratado que define a fórmula do cálculo”. Ora, como é possível reajustar os valores sem alterar a fórmula do cálculo que faz parte do Tratado? Será mais uma mágica, tipo “recursos não contabilizados”?


O vice-presidente do Parlasul (Parlamento do Mercosul), Dr. Rosinha (PT), afirmou que “O fato de o governo do Paraguai vir a questionar o tratado é natural e legítimo. Se provar que há injustiças, é preciso rever o tratado”, acrescentando que “o documento em questão foi assinado em 1973, quando ambos os países eram presididos por regimes ditatoriais, sem nenhum debate público”, acreditando que a eleição de Lugo “facilitará” o ingresso da Venezuela – leia-se Chávez - no bloco como membro pleno. E agora, meu senhor, por acaso há “debate público”? E, só agora, com a eleição de um “companheiro”, esse Tratado torna-se injusto porque foi feito por presidentes militares? O pseudo-frei Betto foi mais longe e mais claro: “O Brasil pagava muito pouco pelo gás da Bolívia, que reclamou, e Lula ponderou. Vai se passar o mesmo com o Paraguai na questão da água, da energia. Não é só uma questão de fé; conversei com gente do Governo e sinto que Lula simpatiza com Lugo e estaria disposto a revisar o tratado”. Quer dizer, como no caso da Bolívia, há intenção clara – embora como sempre negada - em ceder às pressões do novo governo paraguaio que já avisou que fará de tudo, inlcusive recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para conseguir o que deseja, se preciso for, pois como reza a cartilha do Foro de São Paulo, os países ricos têm que ajudar os países pobres do bloco, mesmo que isto signifique prejuízo para o nosso povo que é quem vai acabar pagando a conta. É só aguardar para ver!


Há ainda outros aspectos relevantes nas propostas do mais novo presidente do FSP. Logo após saber de sua vitória, Lugo declarou: “Continuo sonhando com a Pátria Grande, com uma América Latina integrada, sem fronteiras”. (...) “Quero seguir sonhando com os povos da América Latina, com os povos de Correa, de Bachelet, de Tabaré. Também com os de Evo, que nos telefonou às duas da manhã assim que se inteirou do resultado de domingo e se pôs à nossa disposição”. (...) “O mesmo com Kirchner, com Chávez... e com a Nicarágua”. Ou seja, com todos os presidentes membros do Foro de São Paulo aos quais ele é grato por esta vitória, e que efetivamente deram-lhe seu apoio!


E o sonho dessa “Pátria Grande Bolivariana”, encarnada no projeto da “União de Nações Sul-Americanas” (UNASUR) já apoiada por Lula e o Foro de São Paulo, foi saudada por Chávez por telefone ao novo presidente eleito do Paraguai. Chávez disse que reconhece “a impecável jornada democrática a qual demonstra a maturidade política alcançada por este povo irmão sul-americano”. E, em seguida, sua “admiração pela história heróica do povo paraguaio, digno herdeiro da memória do Marechal Francisco Solano López, e a necessidade de seguir construindo a União das Nações Sul-Americanas, sobre a base da reivindicação da história de luta de nossos povos”.


E assim vai-se fechando o cerco do Eixo do Mal no continente sul-americano, onde, excetuando as Guianas, o Peru e a Colômbia, todos os demais países têm presidentes comunistas elegidos pelo Foro de São Paulo. É importante salientar o que disse o ideólogo do bolivarianismo, Heinz Dieterich: “É necessário consolidar urgentemente a estrutura política (OEL), militar (Conselho de Defesa da América do Sul) – que já foi aprovado por Lula e Nelson Jobin para ser implantado em outubro de 2008, e será tratado por mim num próximo artigo -, econômica (ALBA) e financeira (Banco do Sul) – do qual o Brasil é signatário e “contribui” com 40% dos fundos -, do nascente Bloco Regional de Poder Latino-americano, o triunfo de Fernando Lugo é de grande importância para manter uma correlação de forças positivas na América Latina”.

Este elemento peçonhento, que é tratado como “um religioso que pediu afastamento de suas funções eclesiásticas” por motivo de saúde, não passa de mais um embusteiro comunista que inclusive é casado com dona Emilia Alfaro; que foi saudado pela mãe do ódio e do terror, Hebe de Bonafini e toda a rafaméia comunista do continente sul-americano; que vai estabelecer relações diplomáticas com a China comunista, rompendo as relações com Taiwan, por exigência da China; que, como Chávez, Morales e Correa, vai propor uma Assembléia Nacional Constituinte que já se mostrou danosa à democracia e às liberdades indviduais, como tem provado a Venezuela. É este elemento que vem com o clichê da “mudança” (que o povo nem sabe para quê mas repete e apóia, como papagaio), como vieram Lula, Morales e também Barak Obama nos Estados Unidos.

Que Deus se apiade do pobre povo paraguaio que não faz idéia do crime que acaba de cometer contra si mesmo!

Algumas contradições do marxismo...

Por Carlos I.S. Azambuja

“Naturalmente, nós da ANL (Aliança Nacional Libertadora) também devemos e precisamos conspirar. Nós desejamos chegar ao poder; nós sabemos que só quando chegarmos ao poder, instalando o governo social-revolucionário, o governo da ANL, teremos a democracia e a emancipação do nosso país. E ao poder, nós o sabemos, só poderemos chegar pela luta armada, pela luta insurrecional”.
(Luiz Carlos Prestes, setembro de 1935, fls 80 do livro O Partidão, de Moisés Vinhas, que foi membro do Comitê Central do PCB)

As ações dos partidos comunistas que se apoderaram do poder são coerentes com as teorias de Marx? Essa é uma pergunta que exige reflexão, embora a teoria marxista seja contraditória: diz que na sociedade capitalista quando as forças produtivas tiverem alcançado o pleno desenvolvimento, produzir-se-á um choque violento de classes que conduzirá à revolução socialista. É necessário que o capitalismo se desenvolva plenamente, pois o socialismo exige a industrialização plena e uma forte classe proletária, capaz de desempenhar o papel de redentora das massas.

Por outro lado, porém, já em 1848, antes portanto do capitalismo se desenvolver, Marx e Engels convocaram, no Manifesto do Partido Comunista, a união dos proletários de todos os países para fazerem a revolução – “proletários de todos os países, uni-vos”.

Enquanto a teoria previa o advento do socialismo somente após o natural desenvolvimento das forças produtivas na sociedade capitalista, a prática concitava à unidade dos proletários de todo o mundo para a revolução socialista, abstraindo o estado em que se encontravam as forças produtivas na Europa de então.

Para apoderar-se do poder político, diz a teoria, é necessário que um grupo de revolucionários profissionais organize um partido – que necessariamente receberá a denominação de comunista – e que, sob o centralismo democrático, assumirá o papel de vanguarda do proletariado.

Segundo Marx, “a transformação das relações sociais” não surge de “mudanças tecnológicas”, mas da “luta de classes”. “Na base dessas relações modificadas desenvolve-se um modo de produção especificamente diferente, que cria novas forças produtivas materiais”.

Portanto, o que muda primeiro, como resultado da luta de classes, não são as forças produtivas ou os instrumentos de produção, e sim a mentalidade das pessoas, as relações sociais.

Lênin em seu relatório apresentado ao X Congresso do partido (8 a 16 de março de 1921) sublinhou, por sua vez, que “o que é decisivo é a transformação da mentalidade e dos hábitos”.

Cerca de 8 anos depois, Stalin em um discurso abordando as questões da política operária na URSS, em 17 de dezembro de 1929, no momento em que era iniciada a política de coletivização em massa no campo, declarou que “será necessário trabalhar muito para refazer o camponês-kolkoziano, para corrigir sua mentalidade individualista e fazer dele um verdadeiro trabalhador da sociedade socialista. E chegaremos mais rápido a isso na medida em que os kolkozes sejam providos de máquinas e tratores...”

É evidente a contradição de Stalin com os escritos de Marx e Lênin, ao considerar que a passagem à coletivização não será resultante da “luta de classes” ou da “transformação das relações sociais”, e sim do “emprego de máquinas e tratores” como forma de corrigir a “mentalidade individualista” dos camponeses.

Assim, de acordo com a concepção stalinista, não são os camponeses que se transformam graças à luta de classes, mas são transformados pelas máquinas e tratores.

Antes de assumir o poder, o partido é um ferrenho defensor das reivindicações das amplas massas. Depois de assumir o poder impõe, em nome do proletariado, a ditadura sobre o proletariado.

Se o país possui uma frágil economia, diz-se que é oprimido pelo imperialismo. Assim, os comunistas forjam a aliança da revolução proletária com movimentos de libertação nacional. Isto é, promovem o comunismo à custa do nacionalismo.

Nenhuma pessoa sensata é capaz de opor-se à independência nacional de seu país. Os comunistas, porém, ao se engajarem nessa causa nobre, nada mais fazem do que cumprir a primeira etapa da sua revolução. Tão logo assumem o poder político, hipotecam a independência nacional à União Soviética e ao Movimento Comunista Internacional. Quanto aos nacionalistas sinceros dos movimentos de libertação, basta conhecer um pouco de História para verificar quais têm sido seus destinos, tão logo vitoriosas as revoluções bolcheviques.

O PC utiliza o proletariado como força principal da sua revolução e busca atingir seus fins revolucionários fomentando, em favor do partido, a luta de classes entre o proletariado e a burguesia. Depois essa luta é ampliada, incluindo não apenas o proletariado, mas todos os trabalhadores, e logo a seguir, todo o povo, formando uma ampla frente.

Essa luta entre comunistas e não-comunistas é por eles denominada de luta de classes, conceito que é estendido indefinidamente.

Portanto, não importa se no país-alvo existem ou não uma classe trabalhadora e uma classe capitalista e em que nível se encontram as forças produtivas. Conquanto exista a vanguarda do proletariado - o partido – os comunistas continuarão enterrando os capitalistas em países onde não há capitalismo e a fazer a revolução proletária onde não exista uma classe operária, como na Rússia de 1917.

O Estado, segundo Marx, na ditadura do proletariado se iria enfraquecendo, até desaparecer no comunismo. No entanto, a Resolução Política aprovada na XVI Conferência do PCUS, posteriormente ratificada pelo XVI Congresso (1930), apela para a construção do socialismo, a concentração das forças do partido, da classe operária e, também, à concentração das forças do Estado. Assim, toma força a tese da “revolução pelo alto”, expressão que Marx utilizou para descrever a política de Napoleão Bonaparte, executor da revolução de 1789, na França.

A propósito da “revolução pelo alto”, consta na História do PCUS, aprovada pelo Comitê Central, que a coletivização forçada, iniciada em 1929, “tinha de original o fato de ter sido realizada pelo alto, sob a iniciativa do poder do Estado” .

Segundo Marx, após a revolução a burguesia seria expropriada e não haveria distinção entre trabalhadores intelectuais e operários.

No entanto, logo em 1920, Lênin estabeleceu a “não-limitação de salários dos técnicos e especialistas”, a existência de um diretor único nomeado pelos aparelhos centrais, que seria o único responsável pela direção da empresa, bem como a “autonomia financeira”, que permitiria à empresa dispor de uma parte de seus lucros.

Desenvolveu-se assim, menos de três anos da revolução bolchevique, uma nova burguesia, a Nomenklatura, nas empresas do Estado e do partido. Essa burguesia é de um novo tipo, pois embora não disponha da propriedade jurídica privada, nada a impede de dispor, de fato, dos meios de produção.

Para apoderar-se do poder político, os comunistas, historicamente, participam primeiro de um governo de coalizão e, como integrantes desse governo o paralisam e forjam contradições insanáveis, até assumirem o poder total. O novo regime passará a culpar, então, o imperialismo pela sua incompetência, e a retribuir, com apoio material e político, o auxílio recebido de organizações revolucionárias e mesmo de governos de países vizinhos, como ocorreu, por exemplo, na década de 80 com o regime sandinista, na Nicarágua.

Sob o manto do internacionalismo proletário a União Soviética sufocou as revoltas populares na Hungria, Polônia, RDA e Checoslováquia. Depois, fez o mesmo no Afeganistão. A China invadiu o Vietnam, e o Vietnam, por sua vez, anexou o Laos...

O social-imperialismo, o expansionismo armado, a subversão, a agressão e a anexação sempre foram palavras de ordem estratégicas do bloco comunista, que apesar de repudiado pela sua população, nas ruas, não desistiu de pintar de vermelho o mapa-mundi.

O marxismo sempre afirmou que a maior contradição de nossa época é a que existe entre o socialismo e o imperialismo e não se cansa de proclamar a força do campo socialista, da classe trabalhadora e do nacionalismo, afirmando que essas são as três grandes forças revolucionárias: o movimento comunista internacional, o movimento operário nos países capitalistas desenvolvidos e os movimentos populares de libertação nos países coloniais.

A estratégia comunista de promoção da revolução mundial é conhecida, mas recordá-la não faz mal a ninguém: consiste em criar um ambiente internacional favorável aos comunistas e aumentar o seu poderio econômico e militar para apoiar e sustentar mais eficientemente os movimentos revolucionários em todo o mundo.

Finalmente, o que hoje se observa é que o marxismo que, segundo seu criador, constituiria a sociedade sem classes, serviu apenas para criar uma forma moderna de totalitarismo com base em uma doutrina contraditória, incoerente e ilusionista, mas que, apesar disso, faz da omissão e da ausência de conhecimentos históricos e doutrinários dos não-comunistas o seu principal fator de força.

Norberto Bobbio, marxista italiano escreveu em seu livro Qual Socialismo?, editora Paz e Terra, 1983, que “o problema da conquista do poder pelo movimento operário seja a condição preliminar para a destruição da sociedade capitalista e para a instauração de uma sociedade diferente, fundada sobre a coletivização dos meios de produção, pode ser considerado ponto pacífico.

O que não é, de forma alguma, pacífico, depois do que ocorreu na União Soviética e nos países onde o socialismo foi importado do exterior, é que o problema da conquista do poder passe a ser isolado completamente do problema do seu exercício ou, em outras palavras, pelo modo pelo qual o poder é conquistado nada tenha a ver com o modo como será, em seguida, exercido.

Transferir para depois da conquista do poder o problema do Estado, da organização estatal, produziu o seguinte efeito: o partido, para o qual se voltaram todas as atenções como órgão de tomada do poder, terminou por tornar-se, ele mesmo, o Estado”.

A democracia do senador...

Por Marli Nogueira *

Que democracia é essa que o senador Arthur Virgílio defende? Desde quando um cidadão brasileiro, seja ele civil ou militar, não pode manifestar sua opinião sobre as decisões que o governo vem tomando? Será que o imposto que o General Heleno paga é inferior ao que pagam os demais brasileiros? Será que em um país onde juízes se manifestam até mesmo sobre assuntos que posteriormente irão julgar, colocando-se aprioristicamente a favor desta ou daquela parte, um general de exército, que não advoga ideologia alguma, é obrigado a calar-se diante dos desmandos de um governo para o qual a democracia está apenas no discurso? Será que o ilustre senador (que se autoproclama "oposicionista") não percebe que o Comandante Militar da Amazônia, sabendo dos gravíssimos problemas existentes naquela região, tem não apenas o direito, mas também o dever de alertar a sociedade? Ou será que o senador, no conforto de seu gabinete, conhece mais os problemas da Amazônia do que o general que a comanda? E se os conhece, por que não alerta, ele próprio, a sociedade - já que é Senador exatamente pelo Amazonas -, ao invés de ficar quietinho enquanto se espolia, às escâncaras, a região mais rica do planeta? Como se justifica o seu silêncio?

Não é de hoje que essa questão de demarcação de terras indígenas vem preocupando os brasileiros de bom senso. Que há interesses escusos por trás dessas demarcações, não há a menor dúvida. Ninguém, em sã consciência, iria destinar uma extensão tão vasta para índios (sem falar nos quilombolas), e de forma contínua, propiciando até mesmo a formação de uma futura "nação" independente, se não enxergasse nisso uma vantagem pessoal. Principalmente em um governo que se tornou campeão em corrupção e maracutaias.

Um problema como esse, se surgido em países de pequena extensão territorial, como a Suíça ou a Áustria, certamente já teria posto em rebuliço a sociedade inteira. Mas no Brasil, onde o que acontece em Xapuri dificilmente é conhecido por quem reside em Passo Fundo, ele assume proporções mínimas porque o povo simplesmente não consegue dimensionar a sua gravidade.

O importante não é dar tratamento "democrático" para índio. O importante é tratar igualmente os brasileiros, sejam eles índios, brancos, negros, pardos, homens ou mulheres. Mas a partir do momento em que um único brasileiro é impedido de adentrar terras indígenas, como se estivesse entrando em um país estrangeiro, então é claro que estamos diante de uma grave violação constitucional ao direito de ir e vir. Daqui a pouco vão exigir passaporte para que um brasileiro transite por uma área indígena, o que é um rematado absurdo.

Segundo noticiado na imprensa, o Brasil possui cerca de 300 mil ONGs, sendo um terço delas na Amazônia. A maioria dessas ONGs é de origem estrangeira, com claros interesses na riqueza daquela região, onde abundam minérios valiosíssimos, madeiras de lei, vegetação exuberante (inclusive de plantas medicinais), águas limpas e copiosas, animais exóticos, tudo isso sendo alvo da cobiça internacional. Não é à toa que volta e meia alguém é flagrado no comércio internacional de jacarés, cobras, aranhas, insetos raros, pássaros, madeiras e outras preciosidades daquela área.

Se mesmo sem a tal demarcação o Brasil já é (e sempre foi) fortemente surrupiado de seus tesouros na Amazônia, de onde escorrem milhões de toras de madeira e outras matérias-primas para empresas estrangeiras, sob as barbas complacentes do governo, imaginem então a possibilidade de que isso seja feito em uma área tão grande onde nenhum brasileiro pode entrar porque se trata de uma reserva "democraticamente" destinada a índios?

Também chama a atenção a flagrante contradição de nossos ideólogos: ao mesmo tempo em que defendem a manutenção da cultura indígena, clamam pela "inclusão" dos índios na sociedade, sustentando que eles também têm direito ao ensino universitário, a contas bancárias, a serviços de telefonia e outros benefícios típicos da civilização, por questão de "justiça social" e de observância de "princípios igualitários". Ora, de duas uma: ou se mantêm os índios exatamente como são, para "preservar" sua cultura, ou então se lhes dêem todas as vantagens da vida em civilização. Só o paradoxo do discurso já deixa margem para que se imagine que tais demarcações nada têm de filantrópico ou democrático, constituindo, ao contrário, mais uma das maracutaias a que o brasileiro, infelizmente, parece já ter-se acostumado.

O fato é que o General Heleno é, sem a menor sombra de dúvida, o oficial da ativa mais abalizado para escancarar aos brasileiros os gravíssimos problemas que ocorrem na Amazônia, já que é ele quem comanda aquela região e a conhece melhor do que ninguém. E mais: não se pode apontar um único interesse do general em sua fala que não seja o de defender o Brasil para os brasileiros, sem distinção alguma. Sem ideologias.

Os brasileiros devem se sentir orgulhosos com a fala do General, que, é bom dizer, já recebeu uma avalanche de manifestações de apoio às suas palavras. Enquanto os ideólogos que nutrem o governo com teorias esquerdopatas que acabam dividindo o Brasil em várias "nações" - de índios, de negros, de quilombolas, de homossexuais, de homens, de mulheres, de proprietários, de não-proprietários, de ricos e de pobres -, o General se volta, ao contrário, para uma única Nação, formada por todos os brasileiros, independentemente de qualquer traço que os distinga. Isso nada mais é do que a democracia em sua inteireza.

É preciso lembrar, ademais, que nos termos do art. 142 da Constituição Federal, "As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem". Destarte, quando a soberania da pátria está em perigo, quando os poderes constitucionais entram em conflito e quando se percebe a supremacia do caos sobre a ordem, todo militar, seja ele um general ou não, tem o dever de cumprir sua missão. E uma delas é de, inicialmente, alertar a sociedade, exatamente como fez o General Heleno.

O Senador Arthur Virgílio precisa rever os seus conceitos de democracia. Ela certamente não guarda relação alguma com o que o termo verdadeiramente significa.



* A autora é Juíza do Trabalho em Brasília.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Psicose iluminista...

Por Olavo de Carvalho


Um dos traços constitutivos da mentalidade revolucionária é a compulsão irresistível de tomar um futuro hipotético – supostamente desejável – como premissa categórica para a explicação do presente e do passado. Nessa perspectiva, a história humana é vista como o trajeto linear – embora entrecortado de abomináveis resistências – em direção ao advento de um estado de coisas no qual o curso total dos acontecimentos encontrará sua consumação e sua razão de ser.

Que haja nisso uma inversão psicótica da ordem das causas é algo que nem de longe rebrilha no horizonte da (in)consciência revolucionária, tão embevecida na contemplação estática das suas próprias lindezas que até a claridade máxima do óbvio se torna a seus olhos treva densa e impenetrável.

Mais cômica ainda, ou tragicômica, torna-se essa inversão quando, à maneira iluminista, o futuro esperado é descrito como o triunfo da racionalidade científica sobre o obscurantismo das crenças bárbaras. Pois a concepção futurocêntrica da História, virando de cabeça para baixo a hierarquia do necessário e do contingente já traz em seu bojo a destruição completa da lógica, do método científico e de toda possibilidade de compreensão racional da realidade. Não foi à toa que Paul Ilie, no seu magistral estudo The Age of Minerva (2 vols., University of Pennsylvania Press, 1995), caracterizou o estilo mental do Século das Luzes como "razão anti-racional".

Não espanta que, mais de 200 anos depois de ter desencadeado a maior e mais duradoura epidemia de revoluções, tiranias e genocídios já registrada desde o início dos tempos, a vaidade iluminista ainda continue a se pavonear de campeã da liberdade e dos direitos humanos, como se fosse lícito a uma filosofia reconhecer-se a si mesma tão somente pelos ideais declarados na sua propaganda e não pelo desenrolar inevitável e previsibilíssimo da realização efetiva das suas premissas.

O ideal de uma sociedade regida pela "razão científica" é o cerne mesmo da proposta iluminista, e a ele deve-se o nascimento das duas tiranias mais sangrentas que o mundo já conheceu, uma fundada na biologia evolucionária, outra na ciência marxista da história e da economia. O mais recente e meticuloso estudo comparativo desses dois regimes, The Dictators: Hitler's Germany, Stalin's Russia, de Richard Overy (New York, W. W. Norton, 2004, especialmente pp. 637 ss.), destaca como primeira e essencial similitude entre eles o "culto da ciência". Auschwitz e o Gulag são a utopia iluminista materializada.

E não me venham com aquela idiotice de que o iluminismo não gerou só ditaduras totalitárias, mas também a democracia americana. De um lado, o iluminismo britânico que influenciou a independência americana nada teve da rebelião voltaireana e enciclopedista contra a religião e as tradições (ver Gertrude Himmelfarb, The Roads to Modernity: The British, French and American Enlightenments, New York, Vintage Books, 2004).

De outro, mesmo essa versão suavizada do discurso iluminista não foi subscrita no todo pelos founding fathers, os quais a modificaram e cristianizaram em tal medida que praticamente não há na declaração da independência, na Constituição americana ou nas constituições dos Estados uma só afirmativa ou dispositivo legal cuja inspiração bíblica não esteja abundantemente documentada.

Nenhum argumento racional foi jamais apresentado contra a massa de provas reunida por Benjamin F. Morris nas mil e tantas páginas de The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States em 1864. Tudo o que o partido iluminista pôde fazer, para tentar impor como puro constitucionalismo americano uma versão caricatural, "francesa", do Estado leigo compreendido como Estado ateísta militante, foi dar sumiço a esse livro e depois entrar em pânico quando da sua reedição em 2007 pela "american vision".

Segunda-feira eu assisti junto com a dona Marques um excelente filme “Quebrando a Banca”. Vale a pena. O filme é de uma genialidade extraordinária. Outro filme que é dificílimo de encontrar, mas eu encontrei é “Em Busca do Cálice Sagrado” (Monty Python). Esse é o melhor. É muito raro encontrar um humor britânico semelhante ao Monty Python.

Infelizmente não encontro o filme “A Culpa é do Fidel”. Quero muito assisti-lo.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

As imperfeições são sempre abundantes, onde há pouco amor. Uma vaca branca será toda negra se seus olhos quiserem que ela seja (encontrei a resposta – post anterior).

O que vemos?

Nós vemos o que queremos ou o que achamos que é? Estou à procura da resposta. Quem sabe um dia descubra.

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

Não tenho paciência com os que ficam enfiando o nariz na casa de todo mundo para descobrir imperfeições; que usam óculos excelentes para ver as falhas de seus vizinhos. Seria melhor se essas pessoas olhassem seus lares e vissem o demônio onde menos esperavam.

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

É tolice se afastar de um amigo leviano por causa de um ou dois deslizes. Como somos todos cheios de defeitos deveríamos observar dois fatos: aprender a suportar e ser tolerante uns com os outros. Como todos temos telhado de vidro (sábia vovó), nenhum de nós deve atirar pedras no telhado do vizinho.

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

Se lembrássemos sempre que vivemos entre homens imperfeitos; não sentiríamos essa perturbação quando descobrimos as falhas de nossos amigos.

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

O melhor vinho têm resíduos. Todas as imperfeições humanas não estão escritas na testa, e é tão certo que elas não estão ou os bonés precisariam ter abas muito largas.

Conselhos de João Lavrador... Imperfeições

Onde não há vida, não há imperfeições. Sobre homens mortos não deveríamos dizer nada a não ser o bem; mas todos os vivos têm mais ou menos os mesmos defeitos, e podemos ver isso com apenas um olho.

Raridade...


A minha felicidade é indizível. Consegui a obra esgotada do Francis Schaeffer “Manifesto Cristão”. Somente quem conhece a obra sabe do que estou falando. Na minha e na opinião de muitos estudiosos de Schaeffer, o “Manifesto Cristão” é a sua melhor obra. É uma bomba. Considerado um dos maiores intelectuais do século vinte, Schaeffer mostra a real posição do cristão no cosmos e sua influência transformadora. Vale a pena ler o livro. Influenciou várias culturas e políticas.

Acessem...

Recomendo o blog do meu grande amigo Junior Portella – www.mudandoorumodaprosa.blogspot.com. Qualquer elogio irá me condenar – é meu amigo. Um blog com conteúdo e idéias pertinentes. Ele é um cara de profundo conhecimento. Confira!

Outra coisa. Recomendo o blog da Janaína Leite – www.arrastao.apostos.com. É muito bom. Jornalismo sério com humor. Vale a pena!

Cuidado, porque o santo é de barro...

Na cômica procissão corintiana o santo cai e quebra. Tudo pode indicar o real estado do timão. Nem o santo funciona. O pior de tudo é a veneração por um santo que não agüenta a queda. A triste realidade não é a situação do Corinthians, mas cegueira de uma multidão que segue um protetor incapaz de se proteger.

Guerrilha no Brasil 3...


Por Alan Rodrigues


“O governo federal tem que entender que o que existe em Rondônia é guerrilha mesmo, e não é força de expressão”, acusa o deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO). O parlamentar, que logo depois da denúncia de ISTOÉ solicitou a presença de uma comissão externa do Congresso para apurar os fatos, até hoje não obteve respostas a seu pedido. Mendes denuncia que, enquanto o governo silencia, as ações do grupo recrudescem. “Os guerrilheiros estão impedindo que os agentes do Instituto de Defesa Animal de Rondônia (Idaron) vacinem o gado contra a febre aftosa”, diz. “Isso é um absurdo que pode colocar em risco mais de 11 milhões de cabeças de gado e acabar com 100 mil proprietários de terra”, critica Sebastião Conti, presidente da Associação dos Fazendeiros de Rondônia.

“Destruir o latifúndio” é a bandeira que a LCP empunha para realizar a “revolução agrária”. Encapuzados, armados e bem treinados, os guerrilheiros da LCP espalham o terror para atingir seus objetivos. “Eles destroem plantações, queimam fazendas e torturam funcionários. Isso não pode mais ficar assim”, cobra o deputado Mendes. “Nós, sozinhos, não temos como combater esse grupo. Precisamos de ajuda de Brasília”, alerta o secretário-adjunto. “Nossa preocupação é que movimentos armados como as Farc e o Sendero Luminoso começaram igual a LCP aqui. Quando o governo federal acordar já será tarde”, reclama. Na próxima quinta- feira 24, a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, convocou uma audiência pública para tratar das denúncias. O Exército e o Ministério da Justiça não retornaram as ligações de ISTOÉ para comentar a situação.

Guerrilha no Brasil 2...


Por Alan Rodrigues

Capturadas no Assentamento Palma Arruda, no município de Machadinho do Oeste, no Estado de Rondônia, as fotografias comprovam o poder bélico da organização e jogam por terra as afirmações da Liga, veiculadas na internet, de que nas áreas sob seu controle não existem armas nem treinamento guerrilheiro. Hoje, em suas fileiras, a LCP conta com cerca de 400 militantes, um exército cinco vezes maior do que os 81 guerrilheiros que Fidel Castro tinha em dezembro de 1956, quando desembarcou do
Granma no litoral leste de Cuba. As ações da Liga custaram a vida de 25 pessoas no último ano – 18 camponeses ou fazendeiros e sete guerrilheiros. Além de treinar homens armados, outra especialidade da Liga é faltar com a verdade em seus comunicados apócrifos distribuídos na rede. No dia 9, eles denunciaram a vários organismos de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, o massacre de 15 sem-terra num conflito com a polícia, em Campo Novo (RO). Disseram que o massacre foi resultado de uma “campanha orquestrada” pela mídia, da qual faziam parte as reportagens publicadas por ISTOÉ. A polícia investigou a denúncia e não encontrou nada. “Checamos toda a área da fazenda que eles invadiram e onde teria acontecido o suposto embate e não encontramos nada”, disse Cezzar Pizzano, secretário-adjunto de Segurança do Estado de Rondônia. “Pedi a eles os nomes das vítimas, mas eles se calaram”, afirmou Pizzano.

Guerrilha no Brasil...


Reportagem divulgada pela revista Isto É.

Por Alan Rodrigues

A seqüência de imagens acima é o retrato de que o Brasil tem guerrilha. Esse conjunto de fotografias comprova o que a reportagem de ISTOÉ em sua edição de 26 de março deste ano, denunciou: homens estão sendo treinados no País para desfechar a luta armada. Agem sob o manto da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), uma organização radical de extrema-esquerda que adotou a “violência revolucionária” como estratégia para chegar ao poder. Com a omissão das autoridades federais brasileiras e o silêncio do resto do Brasil, esse grupo domina mais de 500 mil hectares de terra, espalhados por três Estados, em 20 acampamentos de sem-terras. As fotografias dos guerrilheiros com os rostos encobertos em pleno treinamento militar com fuzis FAL, de uso exclusivo das Forças Armadas, fazem parte de um relatório produzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para o governo federal. A data do registro das imagens é mantida em sigilo por uma questão de segurança.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O estrago da Teologia da libertação x Opção preferencial pela riqueza...

por Félix Maier em 17 de abril de 2008

Resumo: O mal que os defensores da Teologia da Libertação estão fazendo ao rebanho católico da América Latina ainda está por ser escrito.

Os bispos da Igreja Católica do Brasil querem colher 1,2 milhão de assinaturas a favor da ética na política, para que o Congresso crie uma lei mais rigorosa contra a corrupção.

Os purpurados da CNBB, antes de colher essas assinaturas, que são bem-vindas, deveriam, primeiro, fazer um profundo exame de consciência para reconhecer o mal que fazem à população brasileira ao apoiar, através da Comissão Pastoral da Terra (CPT), movimentos socialistas-terroristas como o MST, que prega a comunização do Brasil e tem Che Guevara como patrono.

Não há como mesclar Che Guevara com Jesus Cristo, como querem muitos padres e bispos socialistas. Aliás, a “opção preferencial pelos pobres” é uma jogada demagógica, para ativar a claque subserviente composta por um povo ignorante, pois o correto é fazer uma “opção preferencial pela riqueza”. Essa expressão tomo emprestada do embaixador e escritor José Osvaldo de Meira Penna, que tem um livro publicado com esse título (Instituto Liberal, Rio de Janeiro, 1991). Meira Penna, ao longo de sua obra de mais de 20 títulos, costuma chamar a CNBB de “CNBdoB” e os seus membros socialistas de “esquerdigreja”.

Obviamente, não estou me referindo aos que se tornam milionários através do roubo, do assassinato ou da corrupção, mas àqueles que, com muito trabalho e tenacidade, conseguem “subir na vida” e adquirir um belo patrimônio para a família. Como se sabe, riqueza traz mais riqueza, miséria só gera mais miséria. O empresário e o industrial deveriam ter estátuas nas praças e não ser execrados como se fossem sanguessugas exploradores do povo, pois são eles os responsáveis pela maior parte dos empregos. Uma grande indústria que se instala numa cidade muda radicalmente a situação econômica de toda a população.

Esse é o tema que os pastores evangélicos, como o Missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça, estão pregando à população, com muito sucesso, em “shows da fé” na televisão. Talvez seja por isso que existem tantos católicos migrando para as religiões evangélicas. Estão cansados de ouvir chavões marxistas, já enterrados na Rússia e no Leste europeu, mas que, por aqui, ainda fazem algum sucesso, especialmente entre os ignorantes e os patifes, que são os que mais se beneficiam com um Estado fascicomunista, como é o caso do governo Lula, que ontem (dia 09/04) comemorou com champanha no Congresso Nacional a instalação da República Sindical do Brasil. Doravante, as centrais sindicais, além de continuarem a receber doações compulsórias dos trabalhadores, não poderão ter suas contas analisadas pelos órgãos de fiscalização. Temos, enfim, o nosso Mussolini instalado no Palácio do Planalto. Com apoio de toda sua falange autoritária fascista, qual seja: MST, CUT, UNE, PCdoB, CNBdoB, CPT etc., bem ao estilo das guardas pretorianas dos césares e da SS de Hitler.

Chega de politicagem ideológica na Igreja Católica, como a exercida por tipos como Frei Betto e o ex-padre Leonardo Boff. O mal que os defensores da Teologia da Libertação estão fazendo ao rebanho católico da América Latina ainda está por ser escrito.

Menos Che Guevara e mais Jesus Cristo em nossas vidas! E muito capitalismo, com opção preferencial pela riqueza. “Quem gosta de miséria é intelectual; o povo gosta é de luxo”, já dizia o filósofo da Sapucaí, Joãozinho Trinta.

Intenção estratégica e o homem-massa...

por Jeffrey Nyquist 15 de abril de 2008

Eu olhei nos olhos de Putin e vi três coisas:

um ‘K’, um ‘G’ e um ‘B’.

John McCain

Recentemente foi publicado na The New Criterion um ensaio de Anthony Daniels, no qual ele resume o conceito de “homem-massa”, do filósofo espanhol José Ortega y Gasset, como sendo aquele homem “que vai de uma distração a outra distração, que é presa de modismos absurdos, que nunca pensa em profundidade...”. Na primeira década do século XXI isso soa até familiar demais. Em 2008, vivemos numa sociedade dominada por “homens-massa”, engolida pela psicologia de massa, pela mídia de massa, pela escola de massa e pela ignorância em massa que atualmente nos circunda e avulta.

O grande público de hoje não é capaz de distinguir o importante do trivial. O que precisa ser reconhecido, e um dia será, é a distinção bastante real entre princípios elevados e aquilo que é vulgar, entre coragem moral e conformismo apenas desculpável, entre pensadores e embusteiros. E é a isto que tudo se resume. As massas cresceram fracas e indolentes. Elas não querem admitir a realidade porque nisso poderia haver uma cláusula de responsabilidade. Sendo esta a consideração principal, a negação de eventos-chave completa-se melhor através de uma maré enchente de trivialidades – a cápsula de escape da realidade do homem comum. Uma vez que você está perdido no Grande Oceano do Lixo Intelectual, serve qualquer meia-verdade, à qual você se agarra, mesmo que essa seja um bote furado e cheio de ratos.

Se tivéssemos sido treinados para pensar em termos hierárquicos em vez de em termos igualitários, se entendêssemos a base de nossa própria existência, nossa atenção crítica estaria instintivamente voltada para determinados assuntos, para aqueles que tocassem em nosso futuro político e econômico. Então, saberíamos que certas escolhas de estilos de vida são perniciosas à sociedade como um todo, que moedas fiduciárias (papéis-moeda) não duram para sempre, que ser brando na punição estraga a “criança”, que se você deseja a paz deve estar preparado para a guerra. Todavia, fica mais e mais evidente que o homem-massa de hoje perdeu seus instintos, perdeu de vista o que é importante e que julga tudo a partir de suposições falsas, feitas a partir de um ponto de vista igualmente falso.

Houve um tempo em que tínhamos uma civilização. Tínhamos padrões. Tínhamos noções de objetividade. Nós tínhamos uma cultura que não era vulgar. Nós olhávamos para os grandes homens do passado tal como olhávamos para a nossa posteridade. A arte era bela e tinha sentido. A política evoluía para longe da tirania. A economia dizia respeito à liberdade e responsabilidade. O que temos hoje? Temos Britney Spears e Jerry Springer. Nossos padrões erodiram-se seriamente. A subjetividade declarou, cinicamente, que a objetividade não existe. Tudo aquilo que continha princípios elevados, aquilo que não é vulgar, foi negligenciado.

Mas mais importante, e ainda mais desastroso, é que a emergência do “homem-massa” tem algo a ver com a emergência do totalitarismo (que ceifou as vidas de aproximadamente 100 milhões de pessoas no século XX). E é seguro afirmar que o totalitarismo ceifará ainda mais vidas no futuro. Mas as pessoas não querem acordar. Elas não querem reconhecer que o totalitarismo é real e avança. Ele cresce no solo da cultura de massa; leva à destruição e ao assassínio em massa, pois todo o conceito totalitário baseia-se em mentiras sustentadas pelo crime e dirigidas pela politização das frustrações e invejas pessoais. Alguma atrocidade faz parte da história quando um país invade outro, ou quando um comandante de cavalaria ou um chefe indígena cometem uma atrocidade. Os homens têm feito coisas terríveis uns aos outros ao longo dos tempos. Mas transformar o terror e o assassinato num sistema significa um novo tipo de regime.

O homem-massa não consegue ver os males do totalitarismo; ele não vê a inclinação de Hitler; ele não vê as letras”K-G-B” por detrás de Putin; ele nega o Holocausto; ele não se importa se o Irã construirá armas nucleares; ele acha que Rússia e China nunca começarão uma guerra global. O espírito filistino do homem-massa é encontrado em sua prontidão para acreditar na propaganda totalitária. É uma propaganda que inculpa a futura vítima.

O totalitarismo se ergue porque o homem-massa é suscetível e é fundamentalmente um ignorante, apesar de notavelmente “bem-informado”. A inércia do homem-massa aceita o que é ditado pela burocracia. Ele não tem nenhuma “grande idéia” ou “fé” para resguardá-lo da acomodação e transigência convenientes, ou da participação no genocídio. O oportunismo sem questionamentos do homem-massa permite-lhe exemplificar aquela mesma “banalidade do mal” à qual se referiu Hannah Arendt, em seu livro Eichmann em Jerusalém. Afinal de contas, o homem-massa sob Hitler, sob Stalin, se defenderia dizendo que estava apenas fazendo o seu trabalho. Ele estava apenas obedecendo a ordens.

O homem-massa é inócuo ou sinistro? Ele faz o que faz de propósito ou precisa de um planejador maligno, tal como Hitler? O que significaria dizer que o extermínio em massa de judeus na época de Hitler foi um fenômeno sociológico que nada teve a ver com a intencionalidade? Dito de outro modo, o que significa dizer que o Holocausto foi alguma coisa outra que não uma conspiração contra vítimas específicas? O que significa dizer que o aviltamento sistemático de um povo foi em virtude de “um processo histórico”?

Eu não acredito que o resultado, de um lado, seja possível sem a intenção do outro lado. Não há nada diabólico a menos que seja intencional. E tudo que é intencional é individual. Hitler era um indivíduo. Seus companheiros de crime eram indivíduos. Cada um foi responsável por suas ações individuais. Não serve como desculpa declarar-se apenas um dente da engrenagem maior. Cada um obteve alguma satisfação particular na perseguição, pilhagem e matança de judeus. Imaginar que pessoas assim não podem existir, apenas porque a sua imaginação é muito limitada, é esquecer aquilo que a história já provou.

Se irromper outra guerra genocida, quais nações serão vitimadas? Quais nações estão sendo vilipendiadas atualmente? Duas nações, especificamente: (1) a dos judeus e (2) a dos americanos. A falha em não compreender a significância desse aviltamento e a falha em não reconhecer suas origens, é, de fato, uma falha triste e sombria.

Como Bernard Chazelle chamou a atenção recentemente em seu ensaio intitulado Anti-Americanism: a Clinical Study [Antiamericanismo: um estudo clínico], não há um antifrancesismo, um antipolonismo ou um antiespanholismo. E por que não há? Porque “o antiamericanismo está isolado: é um testamento vivo...”. Bem, não tão sozinho assim. É preciso lembrar o anti-semitismo, sendo ainda necessário juntá-lo ao Holocausto.

O aviltamento de um povo inteiro é algo similar a amaciar uma carne. A tarefa do aviltamento a deixa pronta para o forno.

Foi Paul Johnson, o historiador inglês, quem escreveu: “O antiamericanismo é a doença predominante entre os intelectuais de hoje”. O que ele deveria ter dito, mas falhou em esclarecer, é que os “intelectuais” de hoje são fraudes; eles são homens-massa, exatamente como aqueles a quem Ortega y Gasset se referia em seu livro A Rebelião das Massas. O fingimento de erudição e o fingimento de pensar apenas encobrem a baixeza e torpeza de alguém que, nas palavras de Anthony Daniels, “não reconhecerá aqueles que lhe são superiores”.

O homem-massa adquire idéias do mesmo modo que os ratos adquirem pulgas infestadas de peste bubônica. Ele é infectado por elas. E é perfeitamente possível que alguém dissemine a infecção intencionalmente. Pondere a seguinte sutileza: quando um estrategista americano pensa a respeito de mísseis nucleares, ele pensa em termos de dissuasão. Quando um estrategista russo pensa a respeito de mísseis nucleares, pensa em aniquilar os inimigos. Estrategistas nucleares americanos, de Herman Kahn a Vincent Pry, estavam especialmente preocupados com a dissuasão. Já os estrategistas russos, de Sokolovskiy a Sidorenko, estavam principalmente preocupados com a aniquilação do inimigo. A diferença de conceitos é importante – apesar de ser facilmente negligenciada ou nem sequer percebida.

O ódio é o ingrediente, e fazer com que os americanos odeiem-se entre si têm sido um truque especial. Talvez o homem-massa, ao odiar aquilo que tem grandeza, incline-se a odiar o seu próprio país, se a grandeza deste for suficiente. Nesse caso, um inimigo ardiloso não precisaria levantar nem um dedo sequer – ainda que a União Soviética tenha movidos céus e terras para espalhar, de 1950 a 1991, o ódio antiamericano. Uma das técnicas de propaganda mais eficazes envolvia plantar histórias falsas nos jornais ocidentais. Tais eram as “medidas ativas” de Moscou. No que diz respeito a essa técnica, o recente desertor da SVR [KGB], Sergei Tretyakov, confidenciou ao autor Pete Earley: “Nós dizíamos [após o colapso da União Soviética]: ‘Ok, agora nós somos amigos. Vamos parar de fazer isso’. E a SVR [KGB] fechou o Diretório A [Medidas Ativas]. Mas o Diretório A submeteu-se apenas a uma mudança de nome. E isso foi tudo. Ele tornou-se o Departamento MA [Medidas de Apoio], e as mesmíssimas pessoas que o dirigiam sob a KGB, continuaram a fazê-lo para a SVR”.

O homem-massa é uma criatura facilmente manipulável. Ele é presa fácil dos adversários, dos vendedores de óleo de cobra e de charlatães de todo naipe. Por favor, permitam-me dizer-lhes, caras massas: vocês têm sido o alvo especial de uma variedade superior de propaganda. Vocês foram alvejados. Vocês foram tapeados. Os fornos estão sendo aquecidos neste exato momento.

Os fatos sobre o aborto...

Por John Ankerberg e John Weldon

O que a Bíblia ensina acerca do aborto?


No Antigo Testamento, a Bíblia se utiliza das mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebês e as crianças. No Novo Testamento, o grego se utiliza, também, das mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebês e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.


A palavra grega brephos é empregada com freqüência para os recém-nascidos, para os bebês e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1.41,44 a mesma palavra é empregada referindo-se a João Batista, enquanto ainda não havia nascido, estando no ventre de sua mãe.


Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também nos informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto ainda se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).


Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando "filho", utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes de seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).


A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Gênesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre materno. Em Jó 3.3, Jó usa a palavra geber para descrever sua concepção: "Foi concebido um homem! [literalmente, foi concebida uma criança homem]". Mas a palavra geber é um substantivo hebraico normalmente utilizado para traduzir a idéia de um "homem", um "macho" ou ainda um "marido". Em Jó 3.11-16, Jó equipara a criança ainda não nascida ("crianças que nunca viram a luz") com reis, conselheiros e príncipes.


Todos esses textos bíblicos e muitos outros indicam que Deus não faz distinção entre vida em potencial e vida real, ou em delinear estágios do ser – ou seja, entre uma criança ainda não nascida no ventre materno em qualquer que seja o estágio e um recém-nascido ou uma criança. As Escrituras pressupõem reiteradamente a continuidade de uma pessoa, desde a concepção até o ser adulto. Aliás, não há qualquer palavra especial utilizada exclusivamente para descrever o ainda não nascido que permita distingui-lo de um recém-nascido, no tocante a ser e com referência a seu valor pessoal.


E ainda, o próprio Deus se relaciona com pessoas ainda não nascidas. No Salmo 139.16, o salmista diz com referência a Deus: "Os teus olhos me viram a substância ainda informe". O autor se utiliza da palavra golem, traduzida como "substância", para descrever-se a si mesmo enquanto ainda no ventre materno. Ele se utiliza desse termo para se referir ao cuidado pessoal de Deus por ele mesmo durante a primeira parte de seu estado embrionário (desde a nidação até as primeiras semanas de vida), o estado antes do feto estar fisicamente "formado" numa miniatura de ser humano. Sabemos hoje que o embrião é "informe" durante apenas quatro ou cinco semanas. Em outras palavras, mesmo na fase de gestação da "substância ainda informe" (0-4 semanas), Deus diz que Ele se importa com a criança e a está moldando (Salmo 139.13-16).


Outros textos da Bíblia também indicam que Deus se relaciona com o feto como pessoa. Jó 31.15 diz: "Aquele que me formou no ventre materno, não os fez também a eles? Ou não é o mesmo que nos formou na madre?"


Em Jó 10.8,11 lemos: "As tuas mãos me plasmaram e me aperfeiçoaram... De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste".


O Salmo 78.5-6 revela o cuidado de Deus com os "filhos que ainda hão de nascer".


O Salmo 139.13-16 afirma: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste... Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe".


Esses textos bíblicos revelam os pronomes pessoais que são utilizados para descrever o relacionamento entre Deus e os que estão no ventre materno.


Esses versículos e outros (Jeremias 1.5; Gálatas 1.15, 16; Isaías 49.1,5) demonstram que Deus enxerga os que ainda não nasceram e se encontram no ventre materno como pessoas. Não há outra conclusão possível. Precisamos concordar com o teólogo John Frame: "Não há nada nas Escrituras que possa sugerir, ainda que remotamente, que uma criança ainda não nascida seja qualquer coisa menos que uma pessoa humana, a partir do momento da concepção".


À luz do acima exposto, precisamos concluir que esses textos das Escrituras demonstram que a vida humana pertence a Deus, e não a nós, e que, por isso, proíbem o aborto. A Bíblia ensina que, em última análise, as pessoas pertencem a Deus porque todos os homens foram criados por Ele.


E se você já fez um aborto?


Você já fez um aborto? Onde quer que se encontre, queremos que você saiba que o perdão genuíno e a paz interior são possíveis, e que uma verdadeira libertação do passado pode ser experimentada.


Deus é um Deus perdoador:


"Porém tu [és]... Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em bondade" (Neemias 9.17b).


"Pois tu, SENHOR, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam" (Salmo 86.5).


Aliás, Deus não apenas perdoa, Ele, de fato, "esquece":


"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro" (Isaías 43.25).


Você poderá encontrar perdão agora mesmo simplesmente colocando sua confiança em Jesus Cristo. Você pode confiar nEle, virando as costas para os caminhos que você tem seguido, reconhecendo e confessando seus pecados a Ele, e voltando-se para Cristo com a confiança de que através do Seu poder, Ele haverá de lhe conceder perdão e uma nova vida. Se você deseja ter seus pecados perdoados, se deseja estar livre da culpa, se quer ter nova vida em Cristo, se quer conhecer a Deus, e se você sabe que é amada por Ele, sugerimos a seguinte oração:


Querido Deus, eu confesso o meu pecado. Meu aborto foi coisa errada e eu agora venho à Tua presença em busca de perdão e de purificação. Peço que não apenas me perdoes esse pecado, mas que me perdoes todos os pecados de minha vida. Eu aceito que Jesus Cristo é Deus, que Ele morreu na cruz para pagar a penalidade pelos meus pecados, que ressuscitou ao terceiro dia, e que está vivo hoje. Eu O recebo agora como meu Senhor e Salvador. Eu agora aceito o perdão que Tu providenciaste gratuitamente na cruz e que me prometeste na Bíblia. Torna o teu perdão real para mim. Eu peço isso em nome de Jesus.
Amém.

Governo brasileiro busca identidades de blogueiros “homofóbicos”...

Usa decisão judicial secreta e intimidação para bloquear acesso a milhares de sites *

Por Matthew Cullinan Hoffman

SÃO PAULO, 15 de abril de 2008 (LifeSiteNews.com) — O governo brasileiro começou a proibir o acesso a sites condenados por violação dos “direitos humanos”, inclusive sites que são considerados “homofóbicos”. O governo está também exigindo que os serviços de hospedagem divulguem as identidades de usuários que postam materiais ofensivos.

A empresa Google recebeu, conforme informou a imprensa, convocação judicial com um dossiê de 150 páginas documentando material “homofóbico” em seu serviço Orkut, um sistema de rede de comunicação social popular no Brasil.

O procurador federal Sérgio Suiama propôs um sistema de compartilhamento de informações para o Google que dará ao governo acesso a informações que identifiquem os usuários que fazem postagens que violam suas restrições.

“Com esse acordo, que já foi aceito no Brasil pelos provedores IG, Terra, Click 21 e AOL, a empresa Google se comprometeria, sob ordem judicial, a fornecer dados que ajudarão a descobrir aqueles que são culpados de crimes”, Suiama declarou em notícia postada no SaferNet, site do governo brasileiro.

Contudo, o governo não está aguardando para agir. Depois de anos de avisos ao Google, Yahoo, Microsoft e outras empresas para que removam materiais ofensivos de seus sistemas, um tribunal estadual ordenou que os provedores de Internet proibissem o acesso a um blog hospedado no WordPress.com que descumpriu as leis de expressão do governo.

A ordem, que foi expedida recentemente pela 31ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, exigirá que os provedores de Internet do Brasil impeçam o acesso a um blog que foi julgado como violador de “direitos humanos”. O nome e o endereço do site, assim como o crime cometido, não estão sendo revelados ao público.

Os provedores de Internet no Brasil, porém, estão dizendo ao governo que eles não têm condições de bloquear um único blog do WordPress. Por isso, eles serão forçados a bloquear o WordPress por inteiro. No processo, eles eliminarão o acesso ao segundo maior sistema de blogs do mundo, o qual inclui milhares de blogs brasileiros.

“É uma decisão arbitrária”, disse o jornalista e blogueiro Paulo Cezar Prado em entrevista ao jornal O Globo. “Não acredito que a Justiça vá fazer algo tão absurdo como tirar um monte de gente do ar por causa de um blog só”. Os blogueiros do WordPress estão protestando e criaram um blog especial para se opor à medida.

O governo também anunciou recentemente um veredicto contra o Google de 10 mil reais como indenização a uma mulher que foi chamada de “vigarista” por outros usuários do Orkut.

O blogueiro pró-família Julio Severo, cujo blog foi temporariamente bloqueado no ano passado pelo Google depois que ele foi acusado de “homofobia” (veja notícia em inglês em http://www.lifesitenews.com/ldn/2007/jul/07073011.html), diz que ele está preocupado com o futuro do seu blog bem como sua própria segurança. Ele comparou as ações do governo brasileiro ao nazismo.

“Creio que o governo Lula está usando alguns exemplos extremos para controlar a influência crescente dos blogs e outros serviços em que as pessoas expressam livremente suas opiniões”, Severo declarou para LifeSiteNews.com.



* Fonte: http://www.juliosevero.blogspot.com/

Teologia da Libertação...

Os teólogos da libertação sofreram tanto para divulgarem o novo plano messiânico. Qual foi o resultado? Nenhum. O povo para qual a teologia foi canalizada a rejeitou. Uma frustração toma conta desses teólogos. Não iria dar certo, eles começaram errado. Primeiro, deturparam o ensino e a teologia. A Teologia da Libertação é uma deturpação da Teologia Reformada. Quem quiser se aprofundar leia um clássico: MCKIM, Donald K. Grandes Temas da Tradição Reformada. São Paulo. Pendão Real, 1998. Segundo, interpretaram as Escrituras pela lente de Karl Marx. Tentaram substituir Cristo pela Teologia da Libertação.

Na Colômbia o que rege é César Castellanos. No Brasil a vez é da IURD. Qual é o campo dos teólogos da libertação? A Teologia da Libertação veio para os seus, mas os seus não a reconheceram. O povo sempre toma essa atitude diante daquilo que é muito bom, será mesmo?

A sobra da Bíblia...

Vamos verificar o que os liberais negam. Alguns pontos: os milagres, a ressurreição, a salvação em Cristo, inerrância bíblica. Sobra o que? A ética. A Bíblia para os liberais é um compêndio ético da vida. Para outros uma receita. Alguns aderem a expressão bula. A incoerência e a contradição norteiam a mente dessas pessoas. Para pregar ou ensinar, eles recorrem à teologia confessional. Por que não dizer a teologia reformada. Na minha simples visão dos fatos, os liberais não são verdadeiros e éticos consigo mesmos. Eles não conseguem dar conta da sobra da Bíblia.

Eis a razão da fama...

Muitos brasileiros não sabem distinguir a diferença entre: direita, extrema direita; esquerda, extrema esquerda. Ora, essa afirmação vem da falta de compreensão do populacho. A massa brasileira diz que o governo Lula e o PT são os mais democráticos de toda a história do Brasil. Fala sério! É muito fácil para o governo receber um título imerecido. Uma massa de brasileiros onde cinqüenta mil não sabem localizar no mapa-múndi o Brasil, é, muito fácil para o governo ter IBOPE. O atual governo soube desenvolver muito bem o método de Antonio Gramsci. Massa inculta, governo absoluto.

História das Contradições...

O movimento de esquerda vive a favor do vento – “deixa o vento me levar, vento leva eu”. A sua suposta dinâmica social é uma falácia. As contradições são inúmeras para viver de acordo com o mercado. É só olhar para Cuba. E o que dizer da antiga URSS. A engenharia da confusão é de autoria esquerdopata. Negam o capitalismo, mas não vivem sem ele para a movimentação financeira do país. Lutam contra “o sistema opressor do capitalismo”, mas o povo morre de fome e são fuzilados no campo de concentração. Por exemplo, Sarkozy é um amante da esquerda, entretanto, a França é capitalista. O socialismo serve para a América Latina e, não para a França. A duplicidade de pensamento, a falta de convicção e as contradições são oriundas da fonte que bebem – Karl Marx.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Até que fim alguém tomou alguma providência...


'Óleo santo'

Igrejas cristãs condenam e Vigilância examinará poção contra a dengue da Universal

O Globo

RIO - A Vigilância Sanitária do município do Rio decidiu recolher uma amostra do suposto óleo sagrado que ajudaria na cura da dengue e que está sendo distribuído durante os cultos de domingo na Catedral Mundial da Fé da Igreja Universal do Reino de Deus , em Del Castilho. Além do óleo, ofertado em copinhos, panfletos divulgados pelo publicitário Antonio Pedro Tabet no site Kibeloco e reproduzidos no GLOBO nesta terça-feira convidam os fiéis para o culto e dizem que eles receberão "um cálice com óleo santo, para que todos sejam livres desta epidemia".

Mais uma criança morre vítima da dengue

A distribuição do óleo que promete livrar os fiéis da epidemia de dengue foi condenada por outras denominações cristãs. Líderes de igrejas evangélicas e da Igreja Católica reconhecem o poder da fé, mas afirmam que orientam seus fiéis a combater o mosquito transmissor da dengue com ações de eliminação dos criadouros.

- Não receitamos nem aceitamos qualquer tipo de magia. Essa prática é uma exploração da crendice popular - disse o pastor José Carlos Torres, diretor-geral da Convenção Batista Carioca, que representa 600 igrejas e congregações no Rio.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Partilhando a alegria...

Recebi um e-mail do Rev. Ronaldo Lidório e tomei a liberdade de publicá-lo. É um testemunho comovente de fé. Um jovem africano é tocado pela graça irresistível de Cristo. O Ronaldo escreveu uma obra notável sobre a tribo Konkombas. Quando li o livro fui impactado pela obra que Deus realizou na tribo. Vale a pena ler.

PS: Em vermelho segue o testemunho.


Queridos,

A conversão de Makanda, filho de Mebá, do clã Sanbol dos Konkomba de Gana é um daqueles fatos que marcam nossas vidas.

Revisando o livro Konkombas para uma reedição em breve, tive o privilégio de consultar alguns dos primeiros convertidos entre os Konkomba-Bimonkeln a fim de preparar um capítulo dedicado especificamente a testemunhos pessoais. Fiquei admirado e alegre ao receber relatos tão intensos de pessoas como Mebá, Labuer, Kidiik e Makanda. É a história contada pela ótica de quem a experimentou.

Makanda é um rapaz brilhante e sincero. Após sua conversão foi rapidamente apontado como presbítero pela igreja ainda germinante e pouco a pouco passou a cooperar com o trabalho de saúde que Rossana iniciava. Hoje é um dos mais respeitados líderes Konkombas da região e está à frente da clínica em Koni. A época de sua conversão é setembro de 1995, que ele aqui aponta como "a época do inhame puná, um ano após a grande chuva". A "luz" a que ele se refere no seu testemunho são os primeiros raios da manhã que, na cultura Konkomba, significa esperança, ou seja, um novo dia em que algo bom pode acontecer.

Vale a pena ler seu relato que transmite alegria e aquece a alma.

Ronaldo e Rossana

“Antes de sermos cristãos nós adorávamos um fetiche chamado babasu que se localiza na aldeia de Sibru. Meu pai era feiticeiro grumadii, mas eu estava à procura de algo novo.

Nós críamos que ele poderia curar ou ajudar aqueles que se devotavam a ele. Apesar de grumadii ser o fetiche invocado em Koni, em minha mente babasu era merecedor de devoção, pois havia ouvido inúmeras histórias sobre seu poder.

Certo dia viajei até Sibru para trabalhar nos campos de inhame do feiticeiro local, e ali permaneci até o dia do sacrifício. Há vários tipos de sacrifícios, mas naquela manhã ele sacrificaria galinhas. Elas eram mortas com uma pancada na cabeça e todos observavam atentamente a forma como cairiam no chão, finalmente imóveis. Se elas caíssem com as pernas para cima significa que o espírito havia rejeitado o sacrifício. Com as pernas para baixo havia sido aceito.

Neste dia o sacrifício foi aceito e o sangue foi derramado, cuidadosa e lentamente, sobre um altar de pedra, uma espécie de mesa de pedra negra. A cor escura, eu cria, era devido ao sangue que ali era derramado constantemente. Após a cerimônia o feiticeiro local deu-me uma castanha como sinal de que o sacrifício havia sido aceito, e conseqüentemente o espírito levaria em consideração meu pedido, que era de proteção da morte e prosperidade.

Quando retornei a Koni continuei a servir babasu participando de sacrifícios e cerimônias e fiz o nome de babasu bem conhecido em nossa aldeia. De certa forma eu seguia os passos de meu pai, que trouxe a adoração a grumadii para aquela região. Também comecei a beber bastante. Lembro-me, inclusive, que estava um pouco bêbado quando o homem branco chegou pela primeira vez em nossa aldeia. Crianças corriam e choravam e todos estávamos curiosos para ver a ‘banana descascada’, como o chamávamos.

Nos meses que se passaram, porém, o homem branco não nos deixou. Víamos que ele sofria por não saber nossa língua e parecia sempre muito cansado. Ele, entretanto, aprendeu nossa língua em alguns meses e certos dias, sentados embaixo de uma castanheira, ele começou a nos falar sobre Uwumbor, um deus antigo e criador, mas que críamos estivesse perdido. Lembro-me de meus questionamentos: se Uwumbor é Deus mais poderoso que os espíritos, porquê não se manifesta como fazem os espíritos? Por outro lado eu pensava: se Uwumbor for Deus, criador e mais poderoso talvez seja quem nós procuramos. Era sabido por cada um de nós que grumadii e babasu, entre outros espíritos, não nos amavam. Algo, porém, nos fazia vacilar: como um estrangeiro nos ensinaria sobre o nosso próprio Deus? Não parecia ser algo para nós.

Os feiticeiros começaram a acusá-lo de ser mentiroso e enganador. Também de perigoso ao utilizar de forma errada nossas histórias antigas. Curiosamente o vice-chefe da aldeia, do clã Binaliib, guardadores de fetiches, protegia o homem branco. O vice-chefe era homem conhecido por sua paciência e sabedoria, enquanto o chefe e seus filhos eram afoitos e guerreiros. A simpatia do vice-chefe nos fez pensar que talvez houvesse alguma verdade em suas palavras.

Certo dia o homem branco viajou e disse que voltaria. Pensávamos que ele não regressaria, pois nossa região era muito distante, cortada por muitos riachos e planícies até chegar à terra dos Dabomgas, de onde ele poderia ir para algum outro lugar. Mas ele regressou e trouxe sua esposa, que sorria muito. Pareciam estar gostando do lugar e de nosso povo. Porquê estariam ali? Pensávamos assim: será que foram expulsos de seu povo e precisam de um lugar para ficar? Alguns sentiam pena deles, especialmente quando chegava a noite e víamos que não conseguiam dormir muito bem. Sempre diziam que estava quente, mesmo no inverno! Dormiam no pátio da casa do vice-chefe. Lá havia muita gente e não tinha muito espaço, mas ninguém mais os queria receber. O vice-chefe, porém, parecia gostar deles. Quando eles falavam nossa língua todos queriam correr para escutá-los. Falavam engraçados e nós ríamos muito.

Um dia eles compraram um cabrito e prepararam alimento para várias pessoas. Convidaram os feiticeiros para o banquete. Todos na aldeia estavam curiosos para saber o que aconteceria. Treze feiticeiros compareceram, inclusive meu pai. A comida parecia boa e todos gostavam da forma como os brancos os alimentavam e lhes serviam água nas cabaças, se aproximando dos anciãos de cócoras e com respeito. Mas ao fim eles pediram permissão para lhes falar que tinham em mãos algo que lhes explicavam exatamente quem era Deus. Um livro que era a história de Deus. Todos ficaram muito encantados e prestamos atenção como este livro nos ensinava como as coisas haviam sido criadas. Algumas coisas eram parecidas com nossas histórias, outras meio diferentes, mas com muitos detalhes.

Ao fim, porém, houve um grande tumulto quando eles falaram que este Deus (Uwumbor), que criou a todos, não estava distante. Estava ali conosco, em Koni, nos observando, e triste porque adorávamos aos espíritos como se fossem Deus. Vários feiticeiros gritaram desafiando-os se Uwumbor era maior que seus espíritos. Alguns foram embora e outros permaneceram ouvindo. Gostávamos dos brancos, mas o que falavam era difícil de ouvir. No fundo acho que todos sabíamos que os espíritos que adorávamos eram maus e maliciosos. Na verdade sabíamos. Talvez nossa reação fosse por temor. E alguns pensaram assim: como estes brancos nos falam sobre nossos espíritos? Temíamos que nossos espíritos estivessem nos observando e que seríamos punidos se não os defendêssemos. Assim alguns gritaram com raiva dos brancos, mas de fato não estavam com raiva. Era apenas para que os espíritos não os punissem. Uwumbor, por outro lado, segundo os brancos, não precisava de defesa. Era algo curioso que me deixou muito pensativo. Fui para a roça sozinho no dia seguinte.

Certo dia alguma coisa em minha mente passou a me dizer que suas palavras eram verdadeiras, e isto me levou a desejar ouvi-lo ainda mais. Alguns falavam em matá-los, especialmente através de algum veneno conhecido. Seria fácil matá-lo, pois eles comiam nossa comida e tomavam da nossa água. Moravam, porém, com a família do vice-chefe, que era conhecido como um homem bom e possivelmente não apoiaria o envenenamento. Mas acho que ninguém jamais conversou com o vice-chfe sobre isto. Mas eu não conseguia parar de pensar no que ele falava e fiquei pensando que, se Uwumbor realmente nos criou talvez não esteja tão longe.

Certo dia eu o ouvi pregar no meio da aldeia, enquanto as pessoas passavam, sobre o poder de Deus, o tema favorito do homem branco nos primeiros meses. Já que ele estava vivo mesmo falando tão mal dos espíritos talvez os espíritos não fossem tão fortes assim como pensávamos. Mas naquele dia ele nos falou sobre a salvação em Jesus Cristo e nos explicou a cruz. Foi diferente imaginar este Jesus, filho de Deus, e Deus feito gente, naquela cruz. Porque não fugiu? Eu ficava pensando. Era a época do inhame puná, um ano após a grande chuva.

Não posso explicar muito bem o que aconteceu nem o momento exato que passei a crer em Deus, mas em um certo momento eu vi a luz de Jesus perto de mim, e um sentimento de liberdade tomou conta de mim. Daquele dia em diante eu passei a contar minha experiência com Cristo com uma música.

‘Antes eu não sabia onde estava Jesus,

e eu procurava por caminhos de salvação.

Quando eu vi Jesus eu vi a luz’.

Muitas coisas aconteceram comigo depois, mas algo que ficou marcado era que, de alguma forma, Jesus parecia ser parte do nosso povo. Algo escondido que sempre procurávamos. Quando fui à procura de babasu, no fundo quem eu procurava era Jesus. Quando outros vão atrás de babasu, na verdade procuram é a Jesus.

Daquele dia em diante quando alguém me perguntava sobre Jesus eu alegremente respondia: quando eu vi Jesus, vi a luz.”

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O desgosto para um pai...

O pai do reitor da UnB deve estar se perguntando – aonde foi que eu errei? O pai do senhor Timothy Martin Mulholland é um notável pregador do evangelho e plantador de igrejas no Brasil. Criou uma belíssima escola no nordeste e fundou a Faculdade Teológica Batista de Brasília. Conhecido por sua teologia tão profunda e histórica. Ele nunca teve o seu nome em escândalos. O filho acaba com o legado da família Mulholland. Que desgraça!

PS: O texto foi corrigido. Eu havia matado o pastor Dewey M. Mulholland. Recebi um e-mail de um amigo me orientado sobre isso, e verifiquei que tenho um livro do pastor Dewey que confirmou a sua longevidade.

Dengue: muitas vítimas e algumas lições...

Este artigo é de um grande amigo. Considero o autor uma pessoa erudita e de profundo conhecimento. Ele compõe o trio dos meus conselheiros. O texto é uma reação diante da lastimável realidade.

Pr. Elio Portella Júnior

Enquanto uma grande multidão de cariocas se previne como pode da ação do mosquito, uma pequena multidão de cariocas padece, ou já padeceu dos sintomas provocados pelo vírus. Por ora, a tal dengue alcançou pouco mais de 50 mil pessoas, mas já vitimou toda a cidade. E, seja passando repelente ou tomando soro, todos nós somos forçados a pensar onde falhamos e como pudemos nos tornar reféns de um inseto.

A realidade é que, enquanto faz suas vítimas, a dengue também ensina algumas lições. Como imaginar que todo o seu esforço para eliminar de sua casa os possíveis criadouros do Aedes Aegypti pode valer muito pouco se seus vizinhos não fizerem o mesmo? Implacavelmente, a dengue nos faz precisar dos outros. A verdade é esta: eu preciso de você tanto quanto você precisa de mim e qualquer desequilíbrio nesta mútua dependência punirá ambos.

Esta curiosa situação não deixa calar a questão: o que não nos faz pensar que a vida, e não somente a dengue, também nos impõe esta realidade? Nós nos precisamos. Não nos criamos sós, não aprendemos sós, e não vencemos e perdemos sós. Vivemos em busca de gente com quem possamos compartilhar lágrimas e sorrisos e horrorizamo-nos só de pensar na idéia de passarmos nossos últimos dias privados da companhia daqueles de quem não ousamos viver longe. E mais: ao denunciar nossa fragilidade física, essa famigerada doença nos ensina quanto precisamos de Deus. Que tolice a nossa pensarmos que somos auto-suficientes, quando um mero mosquito é capaz de nos deixar às moscas!

Que vá logo a dengue, mas que fiquem suas lições. E que Ele, Deus - mesmo não precisando de nós - permaneça atento às nossas demandas, plenamente interessado em dar fim à nossa solidão e em afastar de vez das nossas mentes a falsa e precária certeza de que não precisamos de ninguém.

PLC 122/06

Tsuli Narimatsu
Jornalista da Portas Abertas

Com o fim do recesso parlamentar por conta das festas de fim de ano e do Carnaval, o Congresso Nacional começa a retomar os trabalhos que ficaram parados. Isso inclui o trâmite de votação do PLC 122/06, que está novamente prestes a ser apreciado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Faz parte da estratégia usada pelos senadores (e também por deputados e vereadores) a falta de transparência na agenda dos trabalhos legislativos – o que impede que o povo conheça com antecedência o que está para ser votado, e portanto, não consiga se mobilizar em tempo.

No dia 19/03/2008, o PLC 122/06 quase chegou a ser votado pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Mas a relatora Fátima Cleide (PT-RS) – que é uma das principais defensoras da aprovação da lei de homofobia tal como está – resolveu tirá-lo da pauta, provavelmente pela falta de quórum para a sua aprovação.

Corre à boca pequena que existiria um acordo para que um senador pedisse novamente vistas do processo, ou seja, um prazo maior para avaliação.

Ocorre que essa é uma ferramenta geralmente usada para ganhar tempo. Na prática, por causa da falta de transparência na agenda, o relator espera o dia mais apropriado, ou seja, que tenha mais senadores favoráveis ao projeto, para colocá-lo em votação.

Desse modo, diversas leis que interferem diretamente na vida dos cidadãos são aprovadas. E foi exatamente assim que o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados, em uma sessão esvaziada, quando a bancada evangélica estava ausente.

Muitos deputados à época não criam na aprovação de uma lei tão absurda que fere a liberdade de pregação da Bíblia Sagrada (leia mais), entre outros pontos. Mas o projeto chegou ao Senado e, se aprovado, dali seguirá direto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se manifestou ser a favor.

É por esses motivos que conclamamos todos os cidadãos a se engajarem em uma ampla mobilização para exigir a participação maciça dos 36 senadores que integram a Comissão de Direitos Humanos nas reuniões que vão definir o futuro do projeto no Senado. Só assim poderemos garantir que manobras de última hora não sejam usadas por ativistas defensores do projeto.

Lembre-se: nossa liberdade religiosa, de interpretação e pregação – não apenas de trechos bíblicos como também do Alcorão e da Torá – podem sofrer um “cala boca”.

Se o PLC 122/06 for aprovado como está, você poderá assistir pastores, padres, rabinos e xeiques presos. A realidade da Igreja Perseguida pode se tornar a realidade da Igreja Brasileira. Sem contar que seremos obrigados a “contrabandear” Bíblias cujo original não foi censurado!

sábado, 12 de abril de 2008

Degradação venerável

Por Olavo de Carvalho

Num artigo publicado semanas atrás ( Engenharia da confusão), expliquei que muitas incoerências aparentes da política oficial não são incoerências: são a aplicação de técnicas consagradas de estimulação contraditória, planejadas para induzir o público a um estado de estupor, de passividade atônita, de obediência robótica.

Não digo que haja sempre nisso premeditação maquiavélica. O emprego dessas técnicas é tão antigo e disseminado no movimento revolucionário, e tão bem amoldado aos hábitos do pensamento dialético, que em muitos líderes e ativistas elas se tornam uma rotina banal. O discurso duplo jorra das suas bocas, a conduta desnorteante flui das suas pessoas com a naturalidade de um bocejo, de um suspiro, de um pum.

Reduzem as Forças Armadas à míngua e alardeiam planos ambiciosos de defesa regional.

Cortejam o apoio dos militares ao mesmo tempo que fomentam campanhas de ódio contra eles e engordam terroristas com indenizações milionárias.

Pavoneiam-se de uma grandiosa “política de segurança pública” e dão ajuda a organizações subversivas aliadas a quadrilhas de narcotraficantes, seqüestradores e assassinos.

Arrotam anti-imperialismo e entregam fatias inteiras do território nacional à administração estrangeira.

Asseguram que o Foro de São Paulo é um inofensivo clube de debates, enquanto seu líder máximo se gaba das vitórias políticas continentais dessa organização.

Em nenhum desses desempenhos tentam sequer camuflar a incongruência. Ostentam-na cinicamente, inibindo nos aparvalhados espectadores não só a coragem de denunciá-la, mas o desejo de percebê-la. Habituando-se a reprimir a própria consciência, o povo se perverte junto com seus governantes e acaba por atribuir a eles uma importância e uma autoridade infinitamente superiores a seus méritos reais.

Um contraste especialmente perturbador – tão contundente que o próprio Hitler o adotou no seu repertório de histrionismos – é a coexistência forçada do risível com o solene, da conduta grotesca com a exigência de consideração e respeito.

Ostentam amor xenófobo à língua pátria enquanto louvam o presidente que a destrói implacavelmente a cada novo discurso.

Dão apoio oficial ao deboche anticristão, e ao mesmo tempo querem ser tratados como pessoas digníssimas e santas, dando a entender que são mais respeitáveis que Jesus Cristo – pretensão demencial que o próprio sr. presidente ilustra em atos ao declarar-se homem sem pecado no instante mesmo em que comete sacrilégio com a cara mais bisonha do mundo.

Uma vez elevados a essas alturas celestes ao lado do seu chefe, um governador se esfrega em público na esposa de um ministro, enquanto outro ministro beija um cantor na boca, como se não lhe bastasse já ter desfilado de collant transparente num baile gay , encarnando triunfalmente aquilo que entende como cultura nacional.

São esses mesmos os que seguida se reunem para decidir, como anciãos veneráveis, os destinos do povo. E o povo, reverente, acata seus mandamentos.

O rei da fábula desfilava nu porque não sabia que estava sem roupa. Nossos reizinhos despem-se de propósito, pelo prazer sádico de forçar a multidão a prosternar-se ante a solenidade do ridículo, ante a majestade do desprezível.

A cada vez que repetem a performance , rebaixam e atrofiam na população não só o senso moral, mas o respeito por si própria e a capacidade de discernimento. Aviltam e estupidificam a nação inteira, e tiram proveito da ruína geral das consciências para aumentar o poder e a riqueza do seu partido, do seu grupo, da sua corja.

Só uma coisa pode libertar-nos da hipnose, da escravidão mental abjeta que esses bandidos impuseram ao país: recusar-lhes toda manifestação de respeito, mesmo casual e discreta, mesmo puramente formal e hipócrita. Conceder-lhes, no máximo, a obediência externa que as leis impõem e a força garante. Respeitá-los, nunca. Se querem deleitar-se na baixeza, na mentira e no crime, que o façam. Mas não precisamos ajudá-los a fingir que são muito louváveis por isso.

Semana difícil...

Passou a semana e não houve publicações. O tempo foi curto, corrido e principalmente turbulento. Uma nova etapa se inicia e vamos a luta.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O tempo está acabando...

Este artigo foi elaborado por um grande amigo. O autor é um jovem que foi resgatado das trevas para a maravilhosa luz de Cristo.

Por Lucas Carvalho

Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade
[Eclesiastes 11.10].


Hoje, com todo o caos que o mundo vive e a crescente perdição entre os jovens é de nos causar uma imensa tristeza, mas apesar de tudo podemos agradecer a Deus por alguns jovens que são crentes genuínos, porque vemos Deus agindo dia após dia e por esse agir, a juventude tem canalizado toda sua energia para a obra eterna do Senhor. E esses jovens têm afastado seus corações do desgosto e removido a dor de seus corpos.

Esse privilégio de servir a Deus é tarefa importante de nossa juventude, pois nós, jovens, estamos cheios de energia, possuímos muita disposição, e temos de aproveitar essa oportunidade. E como é evidente, o cansaço vai chegar, e esse tempo de juventude passará, mas nós vamos poder olhar para trás e ver que fizemos para o Senhor foi o nosso melhor.

Não só os jovens, mas o Corpo de Cristo tem de fazer tudo para que a vida secular seja buscada em Deus e para que tudo que façamos - secular ou não - seja para a obra de Deus. Assim fazendo estaremos vivendo longe do desgosto e da dor da carne, e quando chegar o dia em que nos encontraremos com nosso Pai, descansaremos nos braços Dele.

Mas nosso cansaço também passará, então não percamos tempo. A nossa alegria é servir ao Senhor, dar tudo o que somos com amor, sabendo que o que fizermos por Deus será eterno e, no devido tempo, Ele nos dará a recompensa que está preparada no céu para nós.

Servir a Deus é um privilégio que só nós temos, servimos pela Graça, pela misericórdia que nos é dada. Que a alegria do Senhor realmente seja nossa força.

sábado, 5 de abril de 2008

Gênero: que é isso?

Para aquele que entende que a fé cristã e a teologia são uma prática de vida, leia este artigo.


Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Hoje em dia, muitas vezes a palavra “gênero” aparece em contextos onde esperávamos encontrar a palavra “sexo”. Em vez de se falar de diferença entre os sexos, fala-se de diferença entre os gêneros. Em vez de discriminação por causa de sexo, fala-se em discriminação por causa de gênero. As pessoas desavisadas podem achar que o termo “gênero” é inofensivo. Seria apenas um sinônimo de sexo. No entanto tal palavra esconde toda uma ideologia: a “ideologia de gênero”. Sobre este assunto, a Conferência Episcopal Peruana elaborou um documento “La ideología de género: sus peligros y sus alcances”, publicado em abril de 1998, cujo conteúdo pretendo resumir aqui. A chamada “perspectiva de gênero” resume-se nos seguintes princípios:

1. Não existe um homem natural nem uma mulher natural. O ente humano nasce sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou femininos. “Gêneros” são papéis socialmente construídos.

2. Não é a natureza, mas a sociedade que impõe à mulher e ao homem certos comportamentos e certas normas diferentes. Assim, se desde pequena a mulher brinca de boneca e casinha, isso não se deve a um instinto materno (que para as feministas de gênero não existe), mas simplesmente a uma convenção social. Se as mulheres casam-se com homens, e não com outras mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas uma construção da sociedade. Se os homens sentem-se na obrigação de trabalhar fora de casa para sustentar a família, enquanto as mulheres sentem necessidade de ficar junto aos filhos, nada disso é natural. São meros papéis, desempenhados por tradição, mas que poderiam perfeitamente ser trocados.

3. Tais idéias, que são meras construções sociais, servem para justificar o domínio da mulher pelo homem. Assim, a mulher, ingenuamente, “acredita” que seu lugar mais importante é o lar, que nasceu para se mãe, que deve sacrificar-se pelos filhos, que deve ser fiel ao marido... Tais “construções sociais” não têm fundamento, dizem as feministas. Assim, é preciso “desconstruir” tais idéias, conscientizando a mulher de que ela está sendo enganada e explorada.

4. Uma vez liberta de tais “construções sociais”, a mulher vê-se livre para construir a si mesma: pode livremente optar por ser lésbica, por não ser mãe ou por matar o filho concebido (ou, como se diz, “interromper a gravidez”). Tudo passa a ser permitido.

O marxismo: origem da ideologia de gênero

A ideologia de gênero, que causou enorme discussão na IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995), tem sua origem em Frederick Engels , amigo inseparável de Karl Marx. Em seu livro “A origem da família, da propriedade e do Estado” (1884), Engels dizia:

O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, unidos em matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino”.

Segundo a doutrina marxista, não há conciliação possível entre as classes. Operários e patrões são necessariamente inimigos. Os operários não devem buscar melhorias para sua classe. Devem fazer uma revolução, que terá por fim acabar com as classes. Marx pregava uma tomada do poder pelo proletariado. Depois de algum tempo, o Estado iria desaparecer, não haveria mais classes sociais e tudo seria comum. Seria instaurado o comunismo.

Seguindo a mesma linha, o feminismo atual, com bases no marxismo, não deseja simplesmente melhorias para as mulheres. Deseja eliminar as “classes sexuais”. Diz a feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro “The Dialectic of Sex (A dialética do sexo):

“... assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe subjugada (as mulheres) faça uma revolução e se apodere do controle da reprodução, que se restaure à mulher a propriedade sobre seus próprios corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento e cuidado de crianças. E assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio da classe econômica, mas com a própria distinção entre classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente — à diferença do primeiro movimento feminista — não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.

As feministas de gênero, fiéis à visão marxista, dizem que toda desigualdade é injusta. Que o trabalho exercido pelo homem seja diferente do exercido pela mulher é simplesmente uma injustiça institucionalizada. É preciso acabar com ela. A respeito da mulher que opta por ficar em seu lar cuidando dos filhos, diz a feminista Christina Hoff Sommers:

Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela”.

(Até aqui o resumo do documento da Conferência Episcopal Peruana)

Redefinição de família

O feminismo de gênero é inimigo frontal da família, lugar em que os papéis de cada sexo são “socialmente construídos”. Para abolir a família, é mais eficiente conservar seu nome e mudar o seu sentido. Família poderia significar não apenas a união perpétua entre um homem e uma mulher com seus filhos (como nós a conhecemos), mas também, por exemplo, a união de duas lésbicas e mais uma criança gerada por inseminação artificial; ou então dois homossexuais e um filho “adotivo”.

A recém-aprovada Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como “Lei Maria da Penha”, redefine família como “a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa” (art. 5°, II). E acrescenta: “As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual” (art. 5°, parágrafo único). Essa lei, sancionada com o objetivo de coibir a violência contra a mulher, pretende ser o cumprimento da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), que o Brasil assinou em 1981 e ratificou em 1984. O texto da Convenção nada fala em favor do aborto ou do homossexualismo. Mas o Comitê internacional estabelecido para acompanhar o cumprimento da Convenção tem defendido abertamente tais idéias. Curioso é o texto em que o Comitê critica a Bielo-Rússia (também chamada Belarus) pela reintrodução do “Dia das Mães” e do “Prêmio das Mães”:

“Preocupa o Comitê a contínua prevalência dos estereótipos do papel de cada sexo e a reintrodução de símbolos como o ‘Dia das Mães’ e o ‘Prêmio das Mães’, que é visto como um encorajamento aos papéis tradicionais das mulheres. Preocupa também se a introdução da educação dos direitos humanos e de gênero, em oposição a tal estereotipação, está sendo efetivamente implementada.”

Como se vê, a educação sob perspectiva de gênero é indicada pelo Comitê como remédio para a falta cometida pela Bielo-Rússia, de instituir um dia para valorizar a maternidade da mulher, que é apenas um “papel tradicional” a ser eliminado.

Homofobia

Se nada há de natural na complementação homem-mulher, os que criticam o homossexualismo devem ser punidos como “homofóbicos”. Pelo Projeto de Lei 5003-B, de 2001, aprovado pela Câmara em 23/11/2006, a prática de atos de homossexualidade deixa de ser vício e passa a ser direito humano. Essa proposição, que vai agora à apreciação pelo Senado, cria várias condutas consideradas crimes de “homofobia”. A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°). Aquele que ousar proibir ou impedir a prática de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) praticado em público por homossexuais receberá idêntica sanção penal (art. 7°). Interessante é como a palavra “gênero” aparece tantas vezes na proposta legislativa. Já em seu artigo 1°, ela diz que pretende definir “os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

É preocupante que a “perspectiva de gênero” esteja presente entre os propósitos do segundo governo Lula. À promoção do homossexualismo é dedicado um caderno de 14 páginas: “Lula presidente: construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010 . Sem o menor escrúpulo, o presidente se compromete a aprovar a “união civil entre pessoas do mesmo sexo, estendendo aos casais homossexuais os mesmos direitos que os casais heterossexuais possuem. Inclusive o reconhecimento e proteção de suas famílias, garantindo o direito à adoção” (p. 13).

A doutrina cristã sobre a sexualidade

Homens e mulheres são diferentes, mas não são inimigos natos. Ao contrário, são mutuamente complementares. Um precisa do outro e completa-se no outro. Porém, pela ideologia de gênero, esta visão cristã que vê em cada sexo uma vocação e missão específica é taxada de visão “sexista”. O “sexismo” e a “homofobia” são dois inimigos a serem combatidos por essa ideologia. Como se percebe, quem tem coragem para defender a doutrina cristã deve estar pronto para ser perseguido.

Benefícios da surdez...

Olavo de Carvalho

Se há um brasileiro insuspeito de simpatias para com qualquer político, sou eu. Já escrevi o diabo contra todos eles, sempre da maneira mais descortês que me ocorresse no momento. Se falhei e dei a impressão de crítica construtiva – de reprimenda fraterna, como diz a Igreja – juro que não foi essa a minha intenção. Jamais quis corrigir nenhum deles: o que eu queria mesmo era mandá-los todos de volta para suas atividades particulares, se alguma tivessem.

Mas uma coisa tenho de reconhecer: o senador Gerson Camata (PMDB-ES), que pediu uma CPI sobre a ligação entre o Foro de São Paulo, as Farc e aquelas entidades comedoras de dinheiro conhecidas pelo nome pomposo de "movimentos sociais", é digno do meu maior respeito e consideração. Foi o primeiro político brasileiro a cumprir um dever que era de todos, e do qual todos fugiram ao longo de duas décadas e meia, uns por preguiça e covardia, outros porque lucravam com a omissão.

Não creio, porém, que a iniciativa do senador prospere – principalmente agora, quando a volta da guerrilha, subitamente revelada por uma reportagem da IstoÉ, arrisca tornar patente a imensidão de um concurso de crimes que a todo o establishment esquerdista interessa ocultar.

Nunca ouvi uma mentira mais sonsa, mais ridícula, mais desprezível, do que aquela história de o dossiê anti-tucano ter sido obra de um tucano infiltrado no PT. Mas não vou me meter nesse assunto, pois já não posso, sem ser acusado de "compadrio", defender nenhum jornalista acossado pela máquina petista de cortar cabeças. Eles, os mocinhos da fita, os bondosos, os humanitários, os gostosões, podem repartir entre seus amigos os cargos mais altos na profissão, as verbas mais polpudas nas universidades e instituições oficiais de cultura, os postos mais saborosos do alto funcionalismo público, como se a mídia, o Estado e o país inteiro fossem seu feudo comunitário.

Mas eu, se insinuo mesmo levemente que o outro lado tem seus direitos, que não há mal nenhum em que a minoria das minorias dê sua opinião com alguma liberdade, torno-me instantaneamente um corporativista maquiavélico.

Por isso, mesmo sabendo que tudo o que Reinaldo Azevedo tem escrito na Veja é verdade e que o ódio que tantos despejam sobre ele é prova de que têm muito a esconder, nada direi em favor dele. Nem direi que sua última crônica naquela revista, malgrado uma referência simpática a Voltaire que eu jamais subscreveria, é leitura indispensável a todos os brasileiros pensantes, membros de uma raça em extinção. Não direi, pensando bem, coisa nenhuma.

Se dezoito brutamontes cercarem o Reinaldo na rua para esmigalhar sua ossatura a pauladas, ficarei bem quietinho, para que ninguém saia espalhando que sou um mafioso empenhado em defender interesses sórdidos da camarilha direitista que, segundo o senhor presidente da República, governa este país há quinhentos anos.

Pouco a pouco, sutilmente, imperceptivelmente, nossos compatriotas vão se acostumando à idéia de que "ouvir o outro lado" é extremismo de direita. Eu mesmo já começo a meditar os benefícios da surdez, só comparáveis aos de um subserviente mutismo.


O triunfo do mal...

Por Jerônimo Teixeira

A morte de uma menina de 5 anos aparentemente jogada da janela do 6º andar já seria por si só brutal – mas o caso é tanto mais chocante porque o pai da garotinha aparece como suspeito do crime (veja a reportagem). Os brasileiros que se comoveram com o assassinato de Isabella Oliveira Nardoni acabavam de ser expostos a outra crônica de horrores: a empresária Sílvia Calabresi Lima, de Goiânia, torturava cotidianamente uma menina de 12 anos em sua área de serviço. Ao lado desses casos tenebrosos, outras barbaridades despontam no noticiário: a garota que pulou da janela do 4º andar para fugir do pai agressor, as crianças que ganharam bolo envenenado da vizinha, o bebê jogado no lago. Essa sucessão de fatos macabros traz a incômoda lembrança de uma constante da história humana: a maldade. O mal está presente em toda parte. Na grande arena da política internacional pode-se divisá-lo no genocídio de Darfur, na repressão política em Cuba e no Tibete, no terrorismo da Al Qaeda e das Farc, na leniência do governo americano com práticas de tortura. Esse tipo de mal é mais assimilável, pois se esconde atrás de razões de estado e de pretensas causas nobres.

Mas como metabolizar na alma o mal doméstico, que vem nu, sem disfarces, sem o véu de sofismas que poderiam desculpá-lo e torná-lo suportável pela racionalização de sua origem? Como entender que o sorriso lindo e angelical de Isabella possa ter sido substituído pela máscara da morte no frescor de seus 5 anos de vida? Esse tipo de mal não cabe sequer na aceitação de que coisas ruins podem acontecer a pessoas boas. Esse tipo de mal parece ser uma zona de sombra que aprisiona a alma humana. Esse tipo de mal simplesmente existe. Isso é o que o torna mais assustador.

Eu tenho um sonho...


Ontem foi a comemoração dos 40 anos da morte do grande pastor Martin Luther King Jr. que recebeu homenagem depois de morto.

Muitos não acreditavam naquele pastor batista. Inúmeras pessoas disseram para ele desistir. Quantos não disseram que ele não poderia mudar o mundo ou a própria denominação batista norte-americana. O seu discurso iniciava-se com a seguinte frase: “Eu tenho um sonho”. Isso fez toda a diferença. Ele ganhou a confiança de muitos.

Olha para o seu redor e veja se existi homens a semelhança do pastor Martin Luther King. Não. Infelizmente o sonho de muitos acabou. Para outros a caverna é a melhor opção. Para muitos a adequação ao sistema não lhe trará trabalho. A fé exige ação. Que retomemos então, a postura militante dos puritanos. O pastor Martin Luther King Jr. entendia a vida cristã da seguinte forma: “Quem aceita o mal sem protestar coopera realmente com ele”.

Folha de São Paulo...

A Folha está denunciando crimes que a China tem cometido. Isso é novo para o jornal. Será que o jornalismo da Folha irá mudar? Duvido. Vou esperar pra ver até onde isso vai dar.

Solidariedade da raça humana...


A fé reformada trabalha com uma questão muito importante – a solidariedade da raça humana no pecado. Penso que podemos estender esta cosmovisão para um sentido amplo – a solidariedade da raça humana na compaixão.

O Jornal o Globo entrevistou um psicólogo que saiu pelas ruas de São Paulo para conferir a opinião da população sobre o caso da pequena Isabella. A resposta do povo foi uníssima – sentimos a dor daquela mãe. Todas pessoas choraram sobre o caso.

A nossa sociedade com toda a sua correria e na criação dos seus sistemas que minimizam o acesso ao outro não são capazes de quebrar a união da criação. Eu tenho algo que me atrai ao outro. Schopenhauer vai dizer que o ser humano precisa ver no outro a sua própria miséria. Eu preciso ver no outro a minha própria dor. Esta compaixão tão bela que compungi as pessoas a uma doação de vida pelo próximo faz parte da belíssima criação do Deus Eterno. Quem não chorou? Quem não ficou indignado? Quem não sentiu a dor daquela mãe? Isso nos faz lembrar que ainda existi vestígios da perfeita criação de Deus em nós. O pecado não destruiu tudo. É interessante olhar sob a perspectiva do Cristo encanado. Ele veio para sentir o que toda raça humana sentia – a angústia e a dor da alma. Na teologia de Agostinho e de Lutero o pecado não quebrou, não destruiu toda graça de Deus na criação. Nesta analise a fé reformada entende que a graça comum está sobre todos, por isso, na mesma medida que Deus teve compaixão de nós eu posso compadecer-me do outro na sua profunda dor. Deus é o vínculo desta solidariedade do amor que é transmitida na compaixão.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O cristão opressor...

Não entendo a falta de coerência que atinge o cristão empregador. Uma experiência que poderia ser edificante passa a ser traumática. Trabalhar para um cristão pode ser a pior experiência de vida.

A falta de ética e da própria prática bíblica depõe contra o cristão empregador. O salário mínimo está R$ 415,00 ele quer pagar R$ 300,00. Se a carga horária de trabalho é de oito horas, ele quer que o empregado fique dez horas, sem pagar hora extra. Explora, maltrata, maldiz e humilha o funcionário, mas o cristão empregado entende, ele é cristão. Às vezes trabalhar para um ímpio seja muito melhor do que trabalhar para um cristão, pois o ímpio pratica a justiça e a ética de maneira tão perfeita que envergonha o cristão. Trago a memória a excelente exortação de Tiago que diz – “Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” [Tiago 5:4].

Penso logo sou ou Quero logo sou...

O dilema da questão foi lançado. O pai do racionalismo moderno René Descartes cunhou a famosa máxima: “Cogito, ergo sum” ou “Penso, logo existo”. Para ele a premissa primeira da existência é pensar. Não pensar é impossível. Pensar e não pensar ao mesmo tempo é incabível. Agora, o outro pensador que de certa maneira me causa alguma admiração é Arthur Schopenhauer. Para ele a questão é inversa. Ele entende da seguinte forma: “Quero, logo sou”. Na compreensão de Schopenhauer é quero logo penso. Não posso pensar se a vontade não existir. E a vontade para Schopenhauer é incontrolada. À vontade schopenhaueriana é imanente. O ser humano composto por tantas moléculas e células que vivem a vontade de se expandirem. E isso afeta toda estrutura humana. Então, tudo que sou e tudo que tenho estão ligados a minha vontade de ser. Então, para existir em premissa maior tenho que querer. Recomendo a obra de quatro volumes de Arthur Schopenhauer, ela se chama “O mundo como vontade e representação”. É interessante.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Carlos Marx y Satanás...

Para quem gosta de política e filosofia, entra no seguinte link: http://revista.libertaddigital.com/articulo.php/1276227483

O autor do artigo faz uma abordagem crítica sobre o doente Marx. O texto está em espanhol.

O valor da história...

Para a nossa cultura soa contraditório. Não existe mais um interesse pela história. A tristeza é ainda maior quando isto está relacionado com a nossa herança cristã. Para que estudar história? Esta foi uma pergunta de um aluno. O pior de tudo – era uma pergunta sobre a história dos batistas. Para ele e para o professor não há razão no estudo da nossa origem. Sabe o que as pessoas fazem hoje com a história? Jogam fora. Uma nova geração nasce. A geração de Adão ou a geração que não possuí umbigo – uma geração sem história, sem passado.

Liberdade cerceada...

Alguns escritores que admiro sofreram perseguição e ameaças por denunciarem e relatarem uma realidade que muitos fecham os olhos. Os escritores são: Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e Olavo de Carvalho. Hoje a minha compreensão sobre liberdade cerceada é outra, eu passei na pele. Estes gigantes jamais se calaram. Preciso aprender muito com eles. Até que ponto uma pessoa pode dizer para outra o que ela pode ou não pode escrever? Interessante é que alguns evangélicos aderiram muito bem o pensamento comunista.

Nova Criação, começando agora...


por N.T. Wright

Nós somos chamados para ser parte da nova criação de Deus, chamados para ser agentes desta nova criação aqui e agora. Nós somos chamados para modelar e apresentar esta nova criação com sinfonias e na vida familiar, com justiça social e com poesia, na santidade e no serviço aos pobres, na política e na pintura.

Quando você vê a aurora raiando, você pensa na escuridão de uma forma diferente. "Pecado" não é simplesmente a quebra de uma lei. É a perda de uma oportunidade. Tendo ouvido os ecos de uma voz, nós somos chamados para vir e nos encontrarmos com o Orador. Nós somos convidados para ser transformados pela própria voz, a Palavra do Evangelho, a palavra que declara que o mal foi julgado, que o mundo foi ajustado, que terra e céus uniram-se para sempre, e que a nova criação começou. Nós somos chamados para nos tornar, nós mesmos, pessoas que podem falar e viver e pintar e cantar esta palavra de forma que aqueles que ouviram seus ecos possam vir e dar uma mão no projeto maior. Esta é a oportunidade que coloca-se em nossa frente, como dom e possibilidade. A santidade cristão não é (como as pessoas freqüentemente imaginam) uma questão de negar alguma coisa boa. Ela é sobre crescer e agarrar alguma coisa muito melhor.

Feitos para espiritualidade, nós chafurdamos na introspecção. Feitos para alegria, procuramos por prazer. Feitos para justiça, clamamos por vingança. Feitos para relacionamentos, insistimos no nosso jeito. Feitos para beleza, nos satisfazemos com sentimentos. Mas a nova criação já começou. O sol começou a levantar. Cristãos são chamados para deixar para trás, no túmulo de Jesus Cristo, tudo aquilo que pertence a corruptibilidade e incompletude do mundo atual. É hora, no poder do Espírito, de tomar nossa devida função, nosso papel plenamente humano, como agentes, arautos e guardiões do novo dia que se levanta. Isto, simplesmente, é o que significa ser cristão, seguir Jesus neste novo mundo, o novo mundo de Deus, que ele inaugurou ante nós.

[com essas palavras, o Bispo Wright termina seu livro. É uma boa leitura, altamente recomendável para cristãos e não-cristãos].

N.T. Wright e sua posição sobre a sexualidade...


(retirado do livro Simply Christian)

Durante os primeiros séculos de Cristianismo, quando todo tipo de comportamento sexual já conhecido pela raça humana era vastamente praticado pela sociedade grega e romana, os cristãos, como os judeus, insistiam que a atividade sexual deveria ser restrita ao casamento de um homem e uma mulher. O resto do mundo, como agora, pensava que eles estavam loucos. A diferença, infelizmente, é que hoje metade da igreja também pensa isso.

Eles não estavam loucos. O ponto sobre a nova criação é que é a nova criação. E embora sejamos informados que procriação não será necessária no novo mundo de Deus (porque as pessoas não morrerão), as imagens que a Bíblia usa para descrever o novo mundo, imagens das bodas do Cordeiro (Apocalipse) ou sobre o novo mundo nascendo do ventre do antigo (Romanos), indicam que o relacionamento macho/fêmea, construído de forma central em Gênesis 1 e 2, não é um fenômeno acidental ou temporário, mas é, pelo contrário, símbolo do fato da própria criação carregar a vida dada por Deus e da possibilidade procriativa dentro dela. Considerar a questão deste ângulo nos dá um contraste gritante com a forma em que, na cultura atual, a atividade sexual tornou-se quase que completamente desligada de todo objetivo de construir comunidades e relacionamentos, e tem se degenerado simplesmente em uma forma de afirmar o direito de alguém de escolher o seu próprio prazer à sua própria maneira. Falando claramente: ao invés de ser um sacramento, sexo tornou-se um brinquedo.

Precisamente porque o objetivo final não é um céu incorpóreo, nem simplesmente uma rearrumação da vida na presente terra, mas a redenção da criação inteira, nosso chamado é para viver em nossos corpos agora de uma forma que antecipe a vida que nós viveremos então. Fidelidade conjugal ecoa e antecipa a fidelidade de Deus a toda criação.


* Um amigo que tem se especializado no pensamento de Wright me autorizou publicar a sua tradução.

N. T. Wright o teólogo da moda...

Está na moda na academia de teologia uma posição teológica mais aberta, ela se chama “Nova perspectiva”.

O autor Wright faz uma abordagem crítica sobre a justificação pela fé. Para ele, Agostinho, Lutero e Calvino não entenderam a teologia de Paulo.

Na visão de Wright, Paulo não pensou nesta possibilidade. A salvação para Wright não pode estar ligada pela fé na compreensão da justificação. Ele entende que isso não é uma questão cultural e teológica do judaísmo.

Embora ele tenha este método altamente crítico, ele tem algumas sacadas que são interessantíssimas. Irei postar dois textos que são alguns recortes do seu livro que não tem em português, ele se chama “Simply Christian” ou “Simplesmente Cristão”.

O grande teólogo reformado John Piper, este que admiro muito, fez uma excelente obra que se chama “The Future of Justification: A Response to N.T. Wright” ou “O Futuro da Justificação: Uma Resposta para N.T. Wright”. O livro do Piper ainda não tem em português, mas você pode baixá-lo no site do Piper. Sem dúvida é uma resposta acima da média. Piper trabalha muito bem com a dinâmica da justificação.

Precisamos dar uma atenção para isso, alguns seminários já aderiram esta linha. Cabe a nós uma resposta.

* Perdão se na tradução houve algum erro.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Pela Liberdade e Democratização da Comunicação...

Quando uma pessoa vai presa por manter um blog, isso lhe incomoda?

Não há quem não conheça a palavra "liberdade". Mas, sozinha, ela quer dizer muito pouco; liberdade precisa de um objeto para o qual ser livre. Ela surge de algo que cerca, cerceia. Conquistamos nossas liberdades à medida em que conhecemos seus contrapontos; e é preciso reinventá-las todos os dias. Se cessarmos essa procura, ficamos acomodados, e assim a liberdade termina. Redescobrimos sua necessidade dia após dia - afinal, não sabemos de tudo. Se soubéssemos, talvez muita coisa fosse diferente. Saber é importante e todos deveríamos ter o direito de saber das coisas, não?

Pois temos. Isto se chama liberdade de informação - e garante que um indivíduo receba informação de outro. Isso é suficiente? Nem sempre, porque para que a informação chegue é preciso termos assegurada nossa liberdade de expressão - o direito que um indivíduo tem de manifestar-se livremente, desde que não atente à moral e integridade física de outro indivíduo. Logo, as duas andam de mãos dadas, e assoviando. Elas reafirmam que nós, pessoas "livres", temos o direito de receber e de produzir informação. É o que basta? Não. Não adianta nada eu expressar minha opinião no banheiro ou numa sala vazia; da mesma maneira que é inútil ficar com o ouvido alerta na varanda de casa e a informação não chegar. Porque há alguma coisa aí no meio: de fato, é O MEIO. A mídia; o que está entre a informação criada e a informação recebida. Entre cada um de nós. Numa conversa pelo celular, a mídia é o aparelho de telefone. Quando assistimos o telejornal da noite, a mídia é a TV - e, antes dela, a imprensa. Que está entre o que acontece de fato e o que é notícia. Assim, se a imprensa não fosse livre, nada adiantaria sermos livres para produzir e receber informações. Para nossa sorte, na maioria dos países conquistou-se também essa liberdade: a de imprensa.

Tendo o produtor, o meio e o receptor livres diante do fluxo da informação, então podemos conquistar a Liberdade de Comunicação.

Hoje, eu e você somos livres para informar e sermos informados, num fluxo que trafega por meios livres. Mas não vivemos num mundo livre. Liberdade por si só não é suficiente, porque ela não pressupõe naturalmente outro conceito importante: democracia. A mídia tradicional (rádios, TVs, jornais, portais web) está longe de ser proporcional à quantidade de informação produzida, tanto quanto ao número de indivíduos que as recebem. As pontas são infinitamente maiores que os meios existentes. Há um estrangulamento. E quando isso acontece, alguma coisa fica de fora do fluxo. É isso que a mídia tradicional faz: filtrar. Selecionar informações para distribuí-las ao maior número de pessoas possíveis - donde o termo "meios de comunicação de massa". Poucas informações produzidas são veiculadas, poucos produtores tem poder para comunicar o que querem, e poucas opções temos de receber o que de fato queremos. E se não recebemos, a informação existe? De fato, sim; na prática, não. É o sujeito que grita na sala vazia. Sujeito que talvez tenha coisas relevantes a dizer. Todos nós temos coisas a dizer, sim. Por que não teríamos?

No modelo vigente, a mídia escolhe por nós. Ela cerceia a própria liberdade que tanto precisa, em nome de uma efetividade - muitas vezes, manchada pela face comercial que a viabiliza (quando não é a própria razão de existir).

Mas eu quero falar. Quero falar o que eu quiser. E falar para quem eu quiser. Para quem quiser me ouvir e que vai poder me achar. Quero ouvir. Ouvir o que eu quiser. E ouvir de quem eu quiser. De quem quiser me falar e que vou poder encontrar. Essa é a verdadeira liberdade e democracia da comunicação. Isso, os meios de massa jamais poderão oferecer, mas a Internet sim: com o blog. Uma ferramenta pessoal, acessível, de baixo custo, sem intermediários, apoiada em uma mídia instantânea e de alcance global.

Não apenas o diário virtual, pense de novo: Blog é o suporte tecnológico de uma revolução na exposição de idéias, na distribuição de informação, na democratização da comunicação. Na internet, qualquer sujeito que quiser exercitar sua liberdade de expressão encontra um sujeito exercitando sua liberdade de informação. Isto é liberdade. Isto é democracia. Esse é o direito que deve ser assegurado.

Não há confronto com a mídia de massa. Pelo contrário; o que queremos é que se garanta o mesmo poder e a mesma liberdade que é dada à imprensa para o indivíduo. Da mesma forma que já compartilham democraticamente estas duas esferas - mídia tradicional e blogs - a própria constituição da informação e seu desencadeamento. Que a blogosfera ande junto com aquela imprensa que é responsável e idônea! A informação da grande mídia, por exemplo, tem agora um local onde pode ser debatida, contestada ou corroborada. Nós costumávamos pensar que as notícias haviam terminado depois de impressas, mas agora, é quando elas começam.

Porém, mais do que amplificar a imprensa, os blogs crescem ainda mais em relevância quando tornam-se um canal alternativo, onde circulam as informações que a mídia tradicional não cobre. A liberdade impulsiona para a descentralização: ganha o indivíduo. Ganhamos todos nós.

Infelizmente, nem todos entendem assim. No Oriente, por exemplo, ações extremas já foram tomadas para combater a liberdade "excessiva" que os blogs trazem consigo: no Irã, blogueiros foram presos por divulgar nomes de jornalistas cassados e presos; no Bahrein, por "difamar o rei". Também sanções são aplicadas na China, onde todo o acesso à internet é rigorosamente controlado. Países longe de nós? Nem tanto: aqui no Ocidente, onde a democracia parecia ser a suprema bandeira, o autor de um blog foi obrigado a identificar suas fontes pela justiça norte-americana, ativada por um processo da Apple. Antes disso, no Brasil, um blogueiro foi obrigado a retirar sua página do ar por decisão de uma juíza; nesse caso, uma empresa de recursos humanos foi insultada na caixa de comentários, por um terceiro. O processo ficou conhecido por levantar a discussão entre o Direito e os sistemas de publicação pessoal no Brasil.

O tema é polêmico por tratar-se de um cerceamento autoritário e que demonstra falta de conhecimento sobre os blogs. Se é claro que o indivíduo é responsável pelas opiniões que emite e os fatos que apresenta - como em todas as esferas, logicamente -, é preciso tomar cuidado para que regras e leis não tornem a atividade improdutiva, perigosa ou por demais delimitada. Em última instância, blogs são páginas pessoais e não mídia tradicional. Responsabilidades devem ser cobradas onde se aplicam, no âmbito correto, sem confusão entre a esfera pública, comercial e privada. Um blog será sempre a expressão de uma idéia pessoal, individual, e que devia ser livre, não? Embora devamos evitar uma normatização que pode esterilizar e delimitar esse espaço, a blogosfera ligada ao Direito já começa a debater a questão, e alerta para o que pode e não pode ser enquadrado como crime - liberdade, afinal, não significa bandalheira. Mas bloquear o livre acesso aos blogs, ou tentar limitar seu conteúdo, é um atentado contra todas as liberdades já conquistadas. Represar essa nova liberdade de comunicação é um passo tardio dos que procuram impor uma única via.

É preciso discutir essa nova forma de comunicação. Popularizar para atingir o maior número possível de pessoas. Disseminar a informação para que se evitem julgamentos errôneos. Também é necessário cultivar um senso de fair play entre os blogueiros; incentivar a capacidade individual dos leitores para separar o legítimo do ilegítimo e buscar mais de uma fonte para a mesma história. A própria natureza colaborativa e de interligação dos blogs pode estabelecer esse ambiente de auto-gestão de credibilidade. Se um blog mal-intencionado ou mentiroso é desmascarado, será banido pela própria comunidade; aqui, a relação é um-a-um, direta. São pessoas reais com sentimentos reais. E ninguém gosta de ser feito de trouxa.

Dan Gillmor, jornalista norte-americano, papa dos blogueiros, defensor do citizen journalism e autor do livro We the Media, julga a blogosfera como uma "câmara de eco". Para Gillmor, as idéias movem-se por ela como vírus. É impossível pará-las de todo, e o único impedimento de uma "contaminação" é o querer do sujeito, que pode passar de simples receptor passivo a produtor e crítico num piscar de olhos. O nascimento, a legitimação e o fortalecimento de uma nova via de informação depende apenas que cada cidadão coloque em prática a prerrogativa de suas liberdades conquistadas. O aparato tecnológico está disponível, e onde não estiver, deve ser levado. Cercear, normatizar e delimitar esse suporte, ou o conteúdo nele contido, é aprisionar o indivíduo no momento em que ele mostra sua força como indivíduo. Incentivar e lutar pela liberdade de comunicação é criar uma forma inédita para a produção, a compreensão e a discussão da informação. E se hoje a informação é o poder, nunca ele esteve tão próximo de cada um de nós, livre e democraticamente. Não vamos, agora, abrir mão disso.

Tentando agradar os homens: uma prática cheia de pecados...

por George M. Bowman

Aqueles que estão no Ministério logo descobrem que podem conseguir grandes e amigáveis respostas as suas pregações, quando tentam agradar aos homens e mulheres de suas congregações. A. W. Tozer disse: "Nós que testemunhamos e proclamamos o Evangelho, não podemos pensar de nós mesmos como relações públicas enviados para estabelecer a boa vontade entre Cristo e o mundo".

O número de pregadores, evangelistas, e missionários que falam prioritariamente para agradar as pessoas tem aumentado diariamente. Esta prática, no entanto, está cheia de perigos.

O perigo vem quando este esforço de agradar a homens e mulheres os leva a fazerem uma escolha errada: amando "a aprovação dos homens ao invés da aprovação de Deus" (Jo 12:43). E quando fazem esta escolha errada, correm o risco de desagradarem a Deus.

Em meu julgamento, isto acontece porque eles acreditam que, fazendo assim, irão conseguir encher suas Igrejas mais rápido. Mas, norteando-se pelo que suas audiências desejam ouvir, eles serão obrigados a fazer mudanças que certamente hão de devastar seus ministérios.

A Bíblia sempre adverte os ministros com relação a agradar a homens, e os perigos que envolvem os que assim fazem. Você pode prevenir ou vencer estes problemas em seu ministério, identificando e evitando estes perigos. .

Esteja alerta em não estabelecer objetivos errados

1. Buscando respeito - Freqüentemente o desejo do pastor de ganhar o respeito e a amizade do povo de sua Igreja ou comunidade é o começo de um ministério que pode desagradar a Deus. Tendo estabelecido estes objetivos, ele terá que diluir a sã doutrina que sustenta a verdade bíblica em equilíbrio.

Por exemplo, para agradar aos incrédulos, ele terá que ter em consideração o que eles gostam e o que não gostam. Isto é perigoso porque a Bíblia diz que eles amam o pecado e odeiam a justiça. Eles não têm interesse em um Deus que os chamará a prestar contas do que têm feito com a vida que Ele Lhes deu.

A fim de ganhar o respeito deles e sua amizade, o pastor terá que apelar à razão humana, emoções e experiência. Isto significa que ele terá de dar um " bypass" na autoridade da Bíblia. O pecador deseja um Deus que ele possa manipular e com o qual possa sentir-se confortável. A fim de agradá-los, o pastor não poderá pregar sobre o infinito, imutável e santo Deus da Bíblia.

Esta é a razão por que muitas Igrejas e missões cujas doutrinas são centradas no homem têm mudado o conceito bíblico de Deus num deus limitado, mutável e imperfeito. Deus, dizem eles, está caminhando para uma maturação ou em processo de crescimento da mesma forma como os homens estão. Esta visão, logicamente, leva a condenar a doutrina do pecado original, a necessidade de expiação, justiça imputada e a credibilidade de Deus e Sua Palavra.

Em seu livro Batalha dos Deuses, Dr. Robert A. Morey transcreve Alan Gomes, instrutor de teologia histórica do Talbot Schoolof Theology, quando diz que estes falsos conceitos têm penetrado em grupos como Jovens Com uma Missão. Diz Morey, "Gomes cuidadosamente documenta que líderes da JOCUM, tais como Roy Elseth e Gordon Olson ensinam que Deus pode pecar, que não conhece o futuro, não está operando Seu plano no mundo, que Ele não guarda a Sua Palavra e nem cumpre as Suas promessas" (pp. 13-14).

É evidente, que os crentes modernos são como muitos descrentes. Não estão dispostos a ficar para ouvir sermões sobre todo o conselho de Deus. O seu estilo de vida superficial os faz sentirem-se desconfortáveis diante do ensino que expõe seus deslizes e hipocrisias, além de mostrar suas tagarelices como tão malignas como fornicação e assassinato. Eles não podem tolerar um Evangelho que ordena a crentes, salvos pela Graça, a negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e a seguirem a Cristo por um caminho estreito.

Para ganhar o respeito e a amizade deles, o pastor tem que adocicar a doutrina do Evangelho de Cristo. Ele tem que transformá-lo num evangelho centrado no homem de "milagres, curas e riquezas" do "poder do pensamento positivo" e da "mente que domina a matéria".

2. Buscando decisões fáceis - Um pastor irá tentar procurar agradar homens e mulheres, quando pensa que seu poder de persuasão pode produzir um regular crescimento de novos convertidos. Isto é como usurpar a ação divina que envia o Seu Espírito para operar, por meio de um avivamento, o aumento expressivo dos crentes através de genuínas conversões a Cristo. Se um pastor não pode esperar pelo tempo de Deus em matéria de avivamento, e deseja obter muitas "decisões fáceis para Cristo", ele terá que apresentar conversões a Cristo através de processos espúrios, que não requerem nada mais que uma mera decisão, sem contemplar as verdadeiras implicações do que significa seguir a Jesus.

Assim, se ele quer estas decisões fáceis, não poderá enfatizar todas as verdades do Evangelho bíblico. Não terá coragem de dizer que Deus chama crentes para sofrer, que fé sem verdadeiro arrependimento não é fé, que um pecador não poderá ser salvo a menos que confesse Jesus Cristo como seu Senhor, que fé sem obediência é uma fé fingida. Você não encontrará "decisionismo" entre pessoas que sabem que Deus ordena a todos os crentes a "seguirem a santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor" (Heb. 12: l4).

O pastor que desejar conversões fáceis terá que fazer o Evangelho atrativo para o homem natural, algo que ele possa gostar neste mundo. Muitos que professam sua fé em Jesus Cristo hoje não mostram nenhuma mudança na sua maneira de viver, porque pregadores, evangelistas e missionários, querem diluir a mensagem a fim de alcançar resultados. Ávidos por registrarem uma estatística de muitas decisões por Cristo, eles têm-se afastado do que requer a Palavra de Deus.

3. Buscando grandes audiências - Um dos maiores problemas do Cristianismo hoje é o grande número de pessoas não convertidas figurando como membros de Igreja. Se um pastor busca o aumento do número de membros de sua Igreja como seu alvo principal, ele terá que utilizar algumas das técnicas de promooção que os grandes centros de entretenimentos usam, a fim de atrair pessoas. Alguns fazem disputas de Escolas Dominicais entre Igrejas. Outros oferecem prêmios para que as pessoas venham aos cultos. Eu ouvi de uma Igreja que escondia notas de dez dólares debaixo do assento do ônibus da Igreja, a fim de atrair as crianças e estimulá-las a virem à Igreja. Usam ainda jantares especiais, shows modernos, e outras formas de entretenimento. Eu não encontro esse tipo de "esperteza" no Novo Testamento. As pessoas que acorriam às reuniões da Igreja primitiva, não esperavam outra coisa exceto perseguição. Crer em Cristo, no tempo apostólico equivalia a assinar sua própria sentença de morte.

Com a diluição da sã doutrina, e a acomodação do Evangelho ao que as pessoas querem, não é de admirar que muitas Igrejas estejam cheias de crentes não salvos.

4. Buscando fugir da controvérsia - Os ministros tentam agradar a homens, procurando fugir da controvérsia. Numa conversa que eu tive com um líder batista canadense, ele descreveu um pastor amigo como um "causador de problemas". Quando eu pedi que me explicasse como um homem de Deus podia ser classificado como um causador de problemas, ele disse.. "ele sempre trás à tona questões de controvérsia".

Como alguém pode pregar o Evangelho e evitar questões de controvérsia? Há um grande conflito entre Deus e os homens, entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal. Se um pastor deseja evitar toda controvérsia, ele precisa jogar fora sua Bíblia e dar ao povo uma dieta de sermões adocicados, designados a agradar ao homem natural.

"Eu prego um evangelho positivo!" disse um pastor e "procuro ficar longe de assuntos polêmicos".

Quando perguntado que assuntos polêmicos ele evitava, então respondeu: soberania de Deus, eleição incondicional, expiação limitada e aquelas doutrinas que fazem diferença entre as denominações.

Um ministro evangélico disse que, para evitar controvérsia, ele estava disposto a aceitar em sua Igreja pessoas batizadas e doutrinadas na Igreja Católica Romana.

Cuidado para não perder a aceitação do Senhor

Alguns pastores vêem o agradar aos homens como o aspecto mais importante de seus ministérios. Um pastor costumava ir constantemente aos membros de sua igreja, para perguntar o que eles estavam achando de sua pregação. Ele estava tão ansioso em agradar as pessoas, que ele queria saber se eles estavam gostando de seus sermões. Quando alguém, com sinceridade mostrava falhas na sua pregação, ele não podia suportar. Então resignado, deixava o local do culto sem sequer dar uma palavra de despedida aos membros. Há muita imaturidade emocional entre aqueles que fazem do agradar a homens e mulheres a prioridade em seus ministérios:

1. Critério exclusivo - Eu duvido que essa espécie de pregador seja aceito diante de Deus. Paulo disse que tinha por muita pouca coisa o ser julgado em seu ministério pelos homens. "O único que me examina" disse ele, "é o Senhor" (l Cor. 4. 4). Devemos usar como meio de avaliação do ministério e conduta dos homens somente a Palavra de Deus. De outra forma como saberemos que um pastor tem a aprovação de Deus quanto ao seu ministério? Não é da aprovação dos homens que o pastor necessita, mas sim da aprovação de Deus.

2. Trabalhando em vão - Aqueles que fazem como seu alvo principal agradar a homens enveredam pelo caminho de fazer com que seus cultos agradem a todos. As pessoas acorrem para as suas reuniões a fim de serem entretidas pelo humor dos púlpitos e estórias engraçadas. Eles vêm porque esperam ver diversão, apresentações dramáticas, ventríloquos, celebridades, heróis esportistas, personalidades da televisão e as últimas novidades da música "gospel".

A congregação do pastor que guia seu ministério por tais métodos de entretenimento pode vê-los como ministros poderosos e populares. Porém, tendo assumido esta posição de tentar agradar as pessoas, eles estarão inevitavelmente na condição de não aceitos por Deus.

O primeiro objetivo deles deveria ser agradar a Deus, manifestando a Sua glória. E a não ser que Deus os aceite com o servos, todo o seu trabalho terá sido em vão. Tudo que eles fazem, como orações, estudo bíblico, preparação de sermões, pregação, visitação, testemunho e aconselhamento, será vazio da presença, do poder e da bênção do Senhor.

Fico pensando quantos pastores e ministros têm sempre na mente que terão que prestar contas diante do trono de Cristo? Quantos deles estão realmente apercebidos do alto nível de responsabilidade que têm, não diante dos homens, mas diante de Deus? Quantos se sentiriam confortáveis com a declaração que o apóstolo faz: "E por isso que também nos esforçamos quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo" (2 Cor. 5:9-10).

3. Consciência de Deus - Quando um pastor tenta agradar a homens, ele pode deixar de ter consciência de Deus. É muito fácil num ministério popular, procurando agradar as pessoas, alcançar tal sucesso quer resulte num esquecimento da onipresença de Deus. A não ser que um pastor esteja acuradamente cônscio da presença de Deus e O coloca sempre em primeiro lugar em todos os aspectos do seu ministério e vida, ele acabará adotando um estilo fútil de raciocínio e procedimento.

Por exemplo, ele poderá pensar que é mais importante obter direção da parte dos homens que ele está tentando agradar do que da parte de Deus e Sua Palavra. Eu não mencionaria isto se não tivesse visto e ouvido ministros colocarem a opinião de homens à frente da Palavra de Deus. Como é diferente esse tipo de raciocínio dos apóstolos!

Confrontados por homens que tentaram forçá-los a fazer sua vontade no ministério, os apóstolos não pensaram, "qual é a melhor coisa a fazer então?" ou "quais serão as conseqüências se nos opusermos à vontade deles? "Ao contrário, eles responderam e disseram-lhes: "Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus" (At. 4:19). Pouco depois, quando foram ordenados pelos mesmos homens e autoridades a pararem de pregar, eles de novo os enfrentaram: "importa antes obedecer a Deus que aos homens" (At. 5:29).

4. Os testes de Deus - Quando alguém estabelece um ministério que desagrada a Deus por tentar agradar a homens, certamente ele se esqueceu que Deus testa seus servos. Não há parte em nosso ministério ou vida onde possamos deixar de lado os interesses de Deus e escaparmos impunes. Deus testa as razões que o Seu povo dá em fazerem o que estão fazendo. Especialmente isso é verdade para aqueles que estão no ministério de Sua Igreja. Paulo, o apóstolo, disse que ele e seus companheiros apóstolos firmaram o propósito de falar aos homens e mulheres, não para lhes agradar, mas para agradar a Deus. E a razão que ele dá é que ele sabia que Deus estava constantemente checando suas motivações.

"Nós falamos" dizia ele, "não como quem agrada a homens, mas a Deus que examina nossos corações" (1 Ts. 2:4).

5. Abandonados por Deus - Curvando-se aos gostos e desprazeres dos homens; pode um pastor tornar-se um abandonado de Deus. Se ele se esforça por agradar a homens e mulheres do mundo; por exemplo; ele pode achar-se, ele mesmo, tão amigo e identificado com eles que chega a ser um com eles. O homem de Deus não pode ter esse tipo, de mistura com as pessoas do mundo, porque a separação do mundo é a marca do verdadeiro ministro de Cristo. "Não sabeis" pergunta Tiago, "que a amizade com o mundo se constitui em inimizade contra Deus?" (Tg. 4:4).

Cuidado para não esquecer que você está numa posição de confiança

Buscando popularidade com as pessoas, pode o pastor esquecer-se que Deus lhe confiou um grande tesouro, o Seu Evangelho da Graça. Em seu ministério apostólico, Paulo nunca se esqueceu de seu senso pessoal de mordomia. Ele repreendeu aqueles cristãos que procuravam seus líderes de acordo com sua popularidade. As pessoas deveriam julgar um ministro, ele disse, pela sua consciência de despenseiro, que vê como sua principal responsabilidade o ser fiel a Deus e Sua Palavra. (I Cor. 4:1-2) Ele também disse que Deus foi condescendente com os homens em permitir que fossem ministros. "Nós fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o Evangelho... " (1 Ts. 2:4).

1. Hipocrisia e falta de sinceridade - Os ministros de Deus deveriam ser como Moisés que "permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível” (Heb. 11:27). Seus olhos da fé deveriam estar sobre o invisível, o reino espiritual de Deus, não no reino deste mundo. Quando eles rejeitam esta forma de visão espiritual e começam a olhar para o que é aprazível ao homem, eles caem no mal contra o qual Paulo os adverte na sua carta aos Efésios.

Após falar sobre obediência aos pais e mestres, ele diz que tal obediência deve ser prestada "Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração à vontade de Deus" (Ef. 6:6). Isto também se aplica ao ministro. Um pastor não deveria buscar o olhar de aprovação do povo a quem serve. Isto é tentar fazer seu trabalho "servindo a vista, como para agradar a homens".

Sua motivação nunca deveria ser o "ser visto" ou o "agradar a homens". Como servo de Cristo, ele deveria buscar com sinceridade fazer "de coração à vontade de Deus".

2. Edificação e Lucro - As epístolas do Novo Testamento têm muito que ensinar sobre a construção do caráter. Os apóstolos fazem do cultivo do caráter interior do homem ou a construção do caráter cristão a coisa mais importante, e é nisso que eles gastam a maior parte de suas pregações e escritos. As únicas razões legítimas e permitidas por eles para agradar aos homens eram a salvação de pecadores, o cultivo da alma e o desenvolvimento da personalidade de Cristo neles. Quando um pastor busca agradar a homens por qualquer outro propósito, ele trai sua confiança e falha em alimentar e guardar o rebanho de Deus.

"Portanto cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação” (Rom. 15:2).

Em seu trabalho evangelístico, os apóstolos também procuraram agradar aos homens para que os mesmos fossem beneficiados e, se possível até se convertessem a Cristo. Em outras palavras no intento de lhes fazer o bem é que se pode compreender essa atitude deles. Eles não faziam nada para alimentar os desejos mundanos dos incrédulos. Ao contrário, os apóstolos procuraram o proveito de todas as pessoas, sem prejuízo de quem quer que fosse, quer judeus, pagãos ou cristãos. Paulo explica isto desta maneira:

"Assim como também eu procurei em tudo ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos para que sejam salvos" (1 Cor. 10:33). Mais tarde ele escreve, "Há muito pensais que nos estamos desculpando convosco. Falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação " (2 Co: 12:19).

Cuidado para não perder o senso bíblico dos valores

Os ministros do Novo Testamento sentiam que, se eles tentassem agradar a homens, eles não poderiam mais ser considerados servos de Cristo. Um pastor não pode esperar a sustentação divina em seu ministério, se ele não estiver mais qualificado como servo do Senhor Jesus Cristo. Como Esaú, ele trocou uma grande herança por um ganho temporário. Ele vendeu o dia por causa de uma hora.

1. Cristo, o Modelo - Tão logo um pastor começa a agradar às pessoas, ele perde sua ligação com o ministério de Cristo. Ele esquece que o Filho de Deus é o modelo para o seu ministério e falha em seguir o Seu exemplo. Mateus diz que mesmo os inimigos de Cristo, embora falassem com sarcasmo, sabiam que Ele não procurava agradar a homens, mas ensinava as verdades de Deus, arcando com as conseqüências.

"E enviaram-Ihe discípulos juntamente com os herodianos para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com, quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens " (Mat. 22:16).

2. Perder a Visão - Quando um pastor desagrada a Deus por tentar agradar a homens, ele pode se esquecer de que não pertence a si mesmo, pois foi comprado com preço. Pregando um Evangelho voltado para resultados e centrado no homem, pode ser levado para longe de Deus e Sua Verdade Eterna, e pode ainda diminuir sua percepção do valor de sua própria redenção. Como o homem que falha em acrescentar elementos do caráter cristão à sua fé, ele irá perder tanto sua visão escatológica como histórica.

Tal homem, diz Pedro, “... é cego, vendo só o que está perto (isto é cegueira escatológica), esquecido da purificação dos seus pecados de outrora (isto é cegueira histórica) " (2 Pedro 1:9).

3. Comparação de Valores - Agradar aos homens constantemente pode alterar a habilidade de um ministro de fazer de um modo correto uma comparação de valores. Paulo apresenta a redenção como uma grande razão para que nós a apresentemos diante dos homens.

"Por preço fostes comprados; não s vos torneis escravos dos homens " (1 Cor. 7:23).

4. Alterando a Mensagem - Satisfazendo o interesse dos homens e mulheres, muitos ministros tem mudado a mensagem que Cristo lhes ordenou que pregassem. Receosos de receberem a desaprovação dos incrédulos e cristãos mundanos, eles dizem, com efeito, "Nós não nos atrevemos a dizer nada que lhes desagrade".

Que diferença dos apóstolos! Diante do mais alto tribunal de Jerusalém, enfrentando a ameaça de punição e mesmo a morte, eles confrontaram seus opositores com coragem e disseram, "Pois não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido" (At.4:20).

A Disciplina na Congregação Puritana...

O artigo “O Assalto da Alta Crítica Contra as Escrituras” e este são de uma profunda compreensão bíblica, histórica e teológica. Vale a pena ler.


por D. Downham

Hoje em dia, a questão da correta administração da disciplina eclesiástica é urgente e desconcertante. O que nos pode ajudar a definir nossa posição é levar em consideração opiniões dos séculos XVI e XVII.

A Necessidade da Disciplina

Os Reformadores, tanto os do continente europeu como os da Inglaterra, eram unânimes neste assunto. Calvino diz: “Assim como a doutrina de Cristo é a vida da Igreja, também a disciplina é semelhante aos nervos da Igreja, porque dela depende a coesão dos membros do corpo, estando cada um no seu próprio lugar”. A disciplina é “um tipo de rédea para conter e domar os que lutam contra a doutrina de Cristo... um tipo de aguilhão para acordar os indiferentes”. A prática de Calvino em Genebra seguia com seu ensino. Durante seu primeiro ministério na cidade, ele se recusou a ministrar a Ceia do Senhor por causa das maldades da cidade. Cidadãos libertinos reagiram contra seu zelo inflexível, dando o nome de Calvino a seus cachorros, e ele foi expulso da cidade por três anos. Ao retornar, Calvino estabeleceu um tribunal da Igreja, composto de seis pastores da cidade e de doze presbíteros de suas congregações, que se reuniam cada quinta-feira para disciplinar “todo tipo de malfeitor, sem acepção de pessoas”.

A influência de Calvino sobre os Reformadores britânicos era muito grande no assunto da disciplina. O Livro de Disciplina de Knox, Os Livros de Oração e Artigos de Crammer, e mais tarde, os Cânones Eclesiásticos de 1603 mostram que nossos homens piedosos concordavam com os irmãos do continente que a confissão auricular e a penitência deviam ser substituídos por uma forma mais geral de disciplina. Esta disciplina era para eles uma marca verdadeira da Igreja, junto com a pregação da palavra e a administração dos sacramentos.

Na Inglaterra, porém, os desejos dos Reformadores foram em grande parte frustrados. O relacionamento entre Igreja e Estado, herança do passado, foi o motivo principal desta frustração. Segundo o direito comum, somente tribunais cívis podiam impor penalidades aos excomungados. (Hoje em dia, “é duvidoso até que ponto um tribunal eclesiástico possa pronunciar uma sentença sobre um leigo em algum caso”. Boultbee, The Thirty-nine Articles, p. 278). Isto significava que a Igreja Estabelecida, embora clara em seus princípios, estava, desde os seus primórdios, muito limitada em sua ação.

Os Puritanos na época Elisabetana eram homens devotos, ligados à Igreja, que exigiam um sistema de disciplina que devia funcionar com base na paróquia. Por isso, eles eram às vezes chamados de “Disciplinadores”. Somente a disciplina, eles afirmavam, pode preservar a vida da igreja da perdição que é causada por desordens na congregação. Mais tarde, Baxter, testificou de seu trabalho em Kidderminster: “O exercício da disciplina eclesiástica foi um grande auxílio para o bem do povo: porque eu senti plenamente que sem ela eu não podia ter guardado o povo religioso de separações e divisões”. Evidentemente, o instinto disciplinador era sadio. Mas o desejo de ter disciplina não era apenas baseado na idéia de utilidade; o que mais perturbava estes homens era o fato de que estava sendo negligenciado um elemento essencial do padrão do Novo Testamento a respeito da ordem nas congregações.

Os Objetivos da Disciplina

Para os Puritanos havia três objetivos:

1. Glorificar a Deus pela obediência à sua Palavra. Deus falou e prescreveu disciplina; portanto, eles têm que obedecer. Como sempre, os Puritanos tinham mais preocupação com a obediência do que com as conseqüências da obediência.

2. Garantir a pureza da fé e do modo de viver da Igreja. Se não houvesse disciplina, esta pureza estaria perdida. Como Thomas Goodwin diz, falando sobre Apocalipse 2 e 3, “Cristo chama as igrejas para que imitem o princípio padrão dado a elas, e naquilo em que elas se desviaram, Ele as reconduz ao que receberam e aprenderam com os apóstolos, no começo, contendo uma regra imutável da qual não se podem desviar. Agora, se elas não tinham a liberdade de se desviarem dos ensinos apostólicos, muito menos nós: Apocalipse 3:3 diz: “Lembra-te... do que tens recebido...e guarda­o, e arrepende-te”. Aquelas epístolas às sete igrejas tratam igualmente de disciplina e de assuntos de doutrina; porque o erro principal que Ele sempre acha neles é o relaxamento da disciplina pelo qual elas toleravam que pessoas ensinassem ou praticassem coisas erradas”. Baxter acusou em seu livro “Reformed Pastor” (“O Pastor Aprovado”) seus có-ministros de colocarem sobre suas próprias cabeças a culpa da blasfêmia, embriaguez, fornicação e outros crimes porque eles estavam negligentes no uso desta ordenança que Deus tinha dado “para a cura de pecadores”. (Não há de se admirar que seus colegas queriam que ele publicasse o livro em latim!).

Disciplina era também preciso para proteger os membros mais fracos da congregação contra influências nocivas; porque “má companhia é muito infecciosa. Homens perversos cobrem o caminho com lama, como o crocodilo, para que vocês caiam, e, quando estiverem caídos, eles suguem, por assim dizer, seu sangue” (Swinnock). Por isso, por amor do bebê em Cristo, o perverso tem que ser expelido da congregação.

3. Corrigir e recuperar o membro que está errando. Este assunto será tratado, depois, com pormenores.

Casos para Ação Disciplinar

Pessoas culpadas de pecados escandalosos como fornicação ou roubo, ou de heresia tinham que ser censuradas e excomungadas imediatamente, a não ser que eles mostrassem sinais definitivos de arrependimento. Dentro do sistema que os Puritanos desenvolveram durante a época de Cromwell e que os “Não-conformistas” retiveram após “A Restauração”, delinqüências menores eram também censuradas. Aqui se seguem alguns exemplos relevantes para o século XX:

1. A falta aos cultos públicos era considerada o primeiro sinal exterior de relaxamento espiritual. O membro da igreja devia estar presente em todas as atividades. Os que iam de vez em quando eram imediatamente suspeitos. Em caso de ausência permanente e persistente, outro membro da igreja era nomeado para olhar os movimentos do faltoso e tentar levá-lo de volta.

2. A escolha de companhia de pessoas de fora da comunidade cristã era considerada caso de censura, especialmente quando a companhia era alguém do outro sexo e resultava num casamento com um descrente. “Oh! Que tristeza. Que mágoa, que perplexidade, que paixão sagrada essa abominação trouxe ao bom coração de Esdras!”, exclamou Brooks. “Se você é um homem de santidade, você tem que procurar mais a porção da graça na sua esposa do que uma porção de ouro: você tem que ir atrás de justiça mais do que atrás de riquezas; cuidar mais da piedade do que do dinheiro; cuidar mais da herança dela nos céus do que da herança que ela tem na terra; olhar mais o seu novo nascimento do que o seu berço numa família de classe alta... Você acha que o Deus que proibiu o uso do boi e do jumento, sob o mesmo jugo, para lavrarem a terra haveria de consentir estarem os fiéis ligados em comunhão com os que são reconhecidamente ímpios?”. Um batista esteve suspenso, se não excomungado, da sua igreja por 36 anos por tal erro. Alguns pastores puritanos encontraram um recurso contra casamentos mistos assumindo o papel de casamenteiros!

3. Além disso, o cristão puritano podia ser admoestado por causa de seu vestuário. Uma das muitas razões por que Deus “visitou” Londres com a Praga e o Grande Fogo, segundo Brooks, era esta: “Havia uma conformidade grande demais com os costumes do mundo por parte de muitos mestres do evangelho em Londres”. Comentando Ezequiel 23:15, ele diz: “Os que tomam emprestados os costumes dos egípcios, que eles recebam seus tumores e manchas. Certamente, os que temem ao Senhor só (devem usar aquela roupa que eles queiram usar, primeiro, na hora de morrer, segundo, na hora de comparecer perante o Ancião de Dias, terceiro, na hora de estar perante a poltrona de julgamento”. Sem dúvida, uma das razões por que o rei Carlos II achava que o presbiterianismo “não era a religião de um cavalheiro” era que os presbiterianos consideravam o traje real extravagante, indigno de um monarca!

“Quase qualquer falta à qual a fraca natureza humana está sujeita”, escreveu G.R. Cragg, “era considerada um pretexto adequado para admoestar um membro e exortá-lo a comportar-se de um modo mais digno. Paixões fortes, calúnia ou insulto, raiva (“sem provocação”), um espírito irritadiço e contencioso, insubordinação, tomar dinheiro emprestado e não devolvê-lo, tratamento duro contra outros membros, vaidade estas e outras coisas eram consideradas motivos justos para disciplinar'.

Modos de Disciplinar

A disciplina era igualmente preventiva e corretiva. A Disciplina preventiva era exercida, primeiro no exame cuidadoso de adultos que queriam entrar na igreja. “Em muitas congregações, ser recebido como membro não acontecia logo nem era coisa automática”, escreveu Cragg. “Em geral isto demorava, e uma investigação cuidadosa de cada caso era a regra”. Os candidatos tinham que demonstrar sinais de regeneração tinham que ter vontade de publicamente professar o que Deus lhes fez, e tinham de estar dispostos para prestar completa obediência a Cristo e a seus mandamentos. Às vezes eles eram solicitados a subscrever uma forma de aliança. Citemos uma que foi redigida por Oliver Heywood: “Eu consinto também em ser membro desta igreja da qual o Sr. O. Heywood é o mestre e superintendente, e em submeter-me a seu ensino, à sua orientação ministerial e supervisão conforme a Palavra de Deus, em manter comunhão com esta igreja na pública adoração de Deus, e em submeter-me à admoestação fraternal de outros membros, para que sejamos edificados em conhecimento e santidade”.

Na Escócia, após a fase da disciplina preventiva vinha a de “proteger as mesas” (literalmente: “cercar as mesas”). Isto era feito através de um “sermão de ação” (ou de sermões), pregado antes da administração do sacramento, avisando aqueles que viviam conscientemente em pecado que eles não se aproximassem da Mesa do Senhor. O Livro de Orações contém uma admoestação em linguagem forte com a mesma finalidade. Era para ser lido para os que queriam participar da Santa Ceia: “Se um de vocês blasfemar de Deus, obstruir ou caluniar a sua Palavra, adulterar, ou se estiver com malícia, ou com inveja, ou se estiver cometendo qualquer outro crime grave, arrependa-se de seus pecados, ou então, não venha para a Santa Mesa. A menos que, depois de tomar o Santo Sacramento, o diabo entre em seu coração, como ele entrou em Judas, e o encha de todas as iniqüidades, e o conduza à destruição tanto de seu corpo como de sua alma”. John Owen disse: “Tome cuidado para que estas coisas sagradas sejam administradas apenas àqueles que são dignos, conforme a regra do evangelho. Aqueles que impõem aos pastores a administração promíscua destas divinas ordenanças ou impõem que os selos sejam aplicados em todos sem discriminação, anulam a metade do ofício e dever ministeriais”.

As fases da disciplina corretiva estão expostas na Confissão de Westminster XXX, 4. O pecador tem que ser admoestado, numa conversa particular, ou, se for preciso, publicamente. Se ele não ligar para isto, deve ser suspenso da Mesa do Senhor. Isto se chamava, às vezes, “a excomunhão menor”. A fase final é a excomunhão completa da congregação. Este passo solene não pode ser feito apressadamente ou sem motivo, porque, come Owen escreve, “a grande regra de cada comunidade eclesiástica deve ser que as pessoas observem e façam tudo o que Cristo, o Senhor ordenou, e que ninguém possa ser expulso da comunidade senão por motivo justo de desobediência deliberada a Seus mandamentos. E por isso excluir da comunidade da igreja, com base em motivos leves e triviais,.... é contrário à luz natural e à própria lógica das coisas”. Somente quando não houver mais dúvida alguma sobre a culpa do pecador e tudo ter sido feito para persuadí­lo a fim de ele endireitar seus caminhos, é que deve ser cortado da vida da igreja.

Falando das conseqüências da excomunhão completa, Goodwin escreve: “O próprio efeito interior que acompanha esta ordenança é a aflição interior e angústia da consciência por parte de Satanás, a qual é a maior punição de todas as aflições... É isto que nós notamos no caso do homem em Corinto. Sobre a excomunhão dele foi dito que ele foi entregue a Satanás em nome do Senhor Jesus (1 Coríntios 5:4). Ele foi expulso pela ordem de Cristo, assinada por Ele no céu, e publicada na terra, em seu nome”. Mais comentário sobre a solenidade do ato seria supérfluo. Uma frase muito usada no século XVII a respeito da sentença sobre pecadores diz que ela foi proferida “com lamentação e dolorosa preocupação”.

Baxter recomendava um período de três dias de oração anterior à excomunhão; durante estes dias a congregação tinha de reunir-se e orar intensamente pelo impenitente. Porções das Escrituras como Levítico 17 e 1 Coríntios 5 seriam lidas e comentadas. Após uma declaração detalhada dos pecados do transgressor e dos meios em vão usados para corrigi-lo, declarava-se: “ele não é mais membro desta congregação a partir de agora, mas tem que ser expulso para o mundo e não pode mais ter parte conosco nos santos mistérios do Senhor, nem na comunhão conosco, e nem gozar dos privilégios da Casa de Deus; que o Senhor tenha compaixão da alma dele” (Cragg). A congregação era admoestada a tratá-lo como “um gentio e publicano” até que fosse recebido de novo, e orar pela alma dele durante esse período. Às vezes esse ato era acompanhado de um jejum congregacional.

O espírito do ato da excomunhão tinha que ser correto; os extremos de descuido, por um lado, e de dureza legalista e censuradora, por outro lado, tinham que ser evitados igualmente. Quando líderes puritanos tratavam deste assunto, eles mencionavam muitas vezes as lágrimas de Paulo. Pastores e seus rebanhos eram lembrados de que Paulo tinha admoestado os efésios “noite e dia... com lágrimas”, e de que ele escreveu aos coríntios “no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração... com muitas lágrimas”, (Atos 20:19, 31; 2 Coríntios 2:4). Um século antes, Calvino havia comentado que a disciplina exercida pela igreja tem “como objetivo a cura da doença e não a destruição do pecador”, e que “a vara que se usa para castigar tem que ser uma vara paternal”. Owen toca no mesmo assunto: “A natureza e a finalidade deste julgamento ou sentença tem que ser corretiva, e não vingativa; deve servir para curar, e não para destruir”. Baxter concorda, dizendo: Deve-se usar de prudência no procedimento, senão, produziremos u ma coisa má em vez de uma coisa boa...temos de agir com humildade, mesmo agindo com severidade; temos de deixar claro que não estamos agindo por má vontade, nem por arrogância, nem por vingança, mas por causa de um dever necessário, que não podemos negligenciar “conscientemente”. A tentação de tiranizar é real mas tem que ser resistida. Owen dá princípios que podem pôr à prova os motivos da disciplina:

1. A excomunhão não é permitida quando houver dúvida.

2. Todos os preconceitos, toda a parcialidade, todas as provocações, toda a pressa e precipitação na administração da disciplina têm que ser evitados cuidadosamente, pois quem julga é o Senhor.

3. Em tudo isso deve haver uma lembrança constante de que nós também estamos na carne e sujeitos à tentação. Isto pode conter e amedrontar aquele ardor e confiança que alguns são aptos a manifestarem em tais casos.

A disciplina tem o propósito de corrigir o pecador e, por isso, nada deve ser feito num espírito que coloca obstáculos desnecessários no caminho de sua reintegração eventual.

A Reintegração do Pecador

Os puritanos eram cautelosos a respeito de pessoas excomungadas e não as aceitavam novamente com base em uma só profissão de arrependimento. Eles estavam lembrados de que o Senhor ressuscitado submeteu Pedro, o apóstolo errante, a um interrogatório cruzado, minucioso, antes de aceitá-lo novamente em seu favor (João 21:15 sggs.), e levavam em consideração a distinção entre a “tristeza segundo Deus, que produz arrependimento para a salvação” e a “tristeza do mundo”, que “produz morte” (2 Coríntios 7:10). As características da verdade e sinceridade na confissão de arrependimento, procuradas pelos puritanos, foram formuladas por Brooks da seguinte maneira:

1. O verdadeiro arrependimento é livre e voluntário, não forçado, nem exigido com má vontade, como as confissões de pecado de Faraó e Saul.

2. A verdadeira confissão de arrependimento é total e completa. O contraste está na confissão de Judas, que reconheceu sua traição de sangue inocente, mas não sua cobiça.

3. A verdadeira confissão de arrependimento é sincera e provém dos efeitos da graça sobre a alma.

4. A verdadeira confissão de arrependimento é clara, e não confusa. Nela, os pecadores confessam seus pecados em todos os detalhes, como Davi confessou seus pecados pessoais de adultério e culpa de sangue.

5. Quem está verdadeiramente arrependido confessa as circunstâncias agravantes de seu lapso.

6. Quem está verdadeiramente arrependido está triste e vem perante Deus como os servos de Benadade, com as cordas à roda da cabeça. “As lágrimas de arrependimento são embaixadores inegáveis”.

7. A verdadeira confissão de arrependimento está sempre misturada com fé, embora nem sempre com fé firme.

8. O verdadeiro arrependimento é acompanhado de uma reforma de vida. A confissão era para ser feita somente perante Deus, mas senão tivesse estes sinais da “tristeza segundo Deus”, o pedido de reintegração tinha que ser suspeitado. O modo de restabelecimento variava de uma para outra congregação, mas em geral era simples, consistindo principalmente em louvor e oração para que o membro reintegrado pudesse, daí em diante, ser preservado no Caminho. Às vezes isto era acompanhado da imposição de mãos. Em algumas congregações, esperava-se que a pessoa que se arrependeu e foi integrada, expressasse sua tristeza sobre seus pecados públicos e privados na presença da igreja, e pedisse perdão, publicamente, àqueles a quem maltratou.

O “Poder das Chaves”

O assunto da autoridade exercida na disciplina foi amplamente discutido no século XVI! A posição puritana era que o poder de excomungar e reintegrar estava na Palavra, e conseqüentemente na Igreja, desde que a Igreja aplicasse a Palavra corretamente por intermédio de seus representantes devidamente autorizados. “Esta excomunhão”, diz Owen, “é um ato da autoridade eclesiástica exercido em o nome do Senhor Jesus Cristo; e, como tal, ele é um ato dos oficiais da Igreja... porque não há outra autoridade na Igreja, propriamente dita, além daquela que está com os oficiais da Igreja... E há duas razões que provam que o poder de excomungar, em termos de exercício de autoridade, está com os presbíteros da Igreja:

1. Porque os apóstolos, em virtude do poder de seu ofício em cada Igreja, tomaram parte na excomunhão autorizada, como é claro no caso de 1 Coríntios 5; e não há poder de ofício que tem permanecido, senão o poder que está com os presbíteros da Igreja.

2. Trata-se de um ato de governo; mas todo governo, propriamente dito, está somente nas mãos de governantes. Podemos acrescentar a isto que cuidar da preservação da Igreja em sua pureza, da defesa de sua honra, da edificação de seus membros, da correção e salvação dos pecadores, é um cargo especialmente entregue a eles”. Porém, para se proteger contra um equívoco, Owen se apressa a acrescentar que a excomunhão é apenas um ato dos presbíteros “na questão do poder”; porque a execução desta sentença é entregue... ao corpo da Igreja. Na medida em que os membros da igreja cooperaram e praticam, a excomunhão é executada; porque são eles que retiram do seu meio a pessoa excomungada; doutra forma, a sentença é inútil ou inválida. A punição tem que ser imposta “pela maioria” (2 Coríntios 2:6); são eles que também devem reintegrar a pessoa rejeitada. Por esta razão, uma excomunhão sem o consentimento da Igreja é uma mera nulidade”. Esta citação reflete o fato de que o pastor puritano estava consciente de que ele tinha recebido poder do próprio grande Cabeça da Igreja, para governar e exercer disciplina. Hoje em dia, esta consciência se perdeu em grandes proporções, e prevalece uma visão pobre do ministério cristão. Esta é sem dúvida uma das razões por que a disciplina eclesiástica caiu em descrédito.

Algumas Conclusões Práticas

É claro que tanto os reformadores como os puritanos consideravam a disciplina como uma das marcas da Igreja bem regulada. Calvino repudiava com ênfase a atitude dos que eram contra a disciplina, quando disse: “Todos os que desejam que a disciplina seja abolida, ou que impedem sua restauração, seja por descuido seja de propósito, certamente têm como objetivo a completa devastação da Igreja”. Se isto é correto, sendo a disciplina uma das marcas que distingue a verdadeira Igreja da falsa, certas práticas do século XX precisam ser investigadas seriamente, por exemplo, batizar sem distinção, convites irrestritos para a Mesa do Senhor, o segundo casamento de pessoas divorciadas sem investigar suas situações, e receber candidatos a membros da igreja sem examiná-los. E o que dizer das boas­vindas cordiais muitas vezes dadas a membros de uma igreja vizinha, que vivem em pecado? E o que dizer dos que não freqüentam os cultos, mas que sempre tiveram seus nomes no rol eleitoral (ou no rol da comunhão) por anos a fio, só para assegurar as recompensas “post-mortem?” Será que nós, por nosso descuido, estamos contribuindo para a completa devastação da Igreja? Se nós temos uma convicção sobre este assunto, estamos dispostos a fazer esforços positivos para emendar nossos caminhos e levar de volta a ordenança da disciplina para seu próprio lugar?

Deixe Baxter encerrar:

“Se os ministros fossem escrupulosos fazendo este dever inteiramente, negando-se a si mesmos, eles poderiam ter algum resultado e esperar uma bênção sobre seu trabalho. Mas se recuamos diante de tudo o que for perigoso ou ingrato em nosso trabalho, e nos livramos de tudo o que for custoso ou incômodo, nós não podemos esperar que tal uso carnal dos meios produz a alguma coisa eficaz. Não podemos esperar que o evangelho avance e seja glorificado, se fazemos nosso dever de modo tão falho e defeituoso”.

Que Deus nos ajude a perceber bem o sentido destas palavras.


Fonte: Revista Os Puritanos.

Nota sobre o post de Calvino...

Jacobus Armínius não era filho sangüíneo de Pelágio. A relação de paternidade que fiz foi sobre a mesma perspectiva teológica de ambos.

O Assalto da Alta Crítica Contra as Escrituras...

por Allan A. Mac Rae

Há poucos anos, numa grande universidade, compareci a uma reunião em que um teólogo mundialmente famoso proferiu um discurso. O eminente orador apresentou uma filosofia de vida inteiramente diferente daquela sustentada pelos cristãos conservadores. Sua personalidade brilhante, sua mente cintilante e suas frases bem imaginadas produziram um impacto tremendo em sua grande audiência de estudantes universitários. Naquela noite ele se dirigiu a um pequeno grupo composto, na sua maioria, de professores de teologia e mestres bíblicos, de uma grande área, muitos dos quais tinham vindo de uma distância considerável para ouvi-lo descrever o que ele chamou de “o renascimento do liberalismo na Alemanha”. Depois da conferência da noite, gastou ele aproximadamente uma hora respondendo a perguntas a respeito dos movimentos atuais, e expressou-se livremente sobre vários assuntos. Nunca me esquecerei de sua resposta a uma das perguntas. Ele disse: “Os senhores nunca podem imaginar a terrível angústia e miséria que sofri, tendo vindo do lar de um pastor alemão muito ortodoxo, quando aprendi, como um estudante na universidade, que eu não podia aceitar, por muito tempo, a Bíblia como digna de confiança e livre de erro".

Compreendendo a influência mundial, exercida por este proeminente teólogo, e observando a angústia real que ele expressou, como relembrou os seus dias de estudante, pensei em muitos outros indivíduos que tiveram a mesma experiência. A Alta Crítica convenceu-os de que a Bíblia não é verdadeira. Homens que podiam ter sido grandes evangelistas, grandes líderes no trabalho cristão, grandes poderes para Deus, saíram a desperdiçar a vida, demolindo a verdade cristã e desviando outros do ensino da Palavra de Deus, porque eles mesmos foram convencidos pelo assalto da Alta Crítica sobre as Escrituras.

Não faz muito tempo que quase cada uma de nossas grandes denominações norte-americanas requeria que seus ministros declarassem a fé na integridade absoluta da Palavra de Deus. Não faz muito tempo que o Evangelho, conforme as Escrituras, era pregado em quase cada canto da América do Norte. Não faz muito tempo que a grande maioria dos púlpitos, nos países protestantes da Europa, eram ocupados por homens crentes na Bíblia. Não faz muito tempo que as atividades missionárias, em todas as partes do mundo, eram manejadas quase que inteiramente por aqueles que aceitavam a Bíblia como a divina e infalível regra de fé e prática, os quais não tinham outra ambição, senão a de trazer indivíduos ao conhecimento pessoal do Cristo que é descrito na Palavra de Deus.

A Grande Mudança no Ensino Teológico

Hoje em dia a situação está muito mudada. Ainda que antes se contasse com a grande maioria do clero, no momento é apenas uma minoria, comparativamente pequena, os que demonstram uma plena confiança na Bíblia inspirada. Eles ainda podem ser encontrados em cada nação, mas a liderança e controle das velhas denominações, dos movimentos missionários estabelecidos há muito tempo, e das famosas instituições de ensino teológico têm passado, em grande proporção, às mãos daqueles que atentam para o pensamento e imaginação humanos, no sentido de conseguirem levar indivíduos ao conhecimento de Cristo.

O que tem produzido esta grande mudança? Naturalmente há muitos fatores envolvidos. Desde que o homem foi criado, Satanás tem estado sempre se esforçando ativamente para desencaminhar os homens. Desde que o homem caiu, a luxúria da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida o têm incitado a desviar-se das veredas dos desígnios de Deus. Estes fatores sempre têm estado conosco: Todos eles fazem parte da tremenda mudança que o século passado viu, mas o novo e maior fator tem sido o assalto da Alta Crítica contra as Escrituras.

Até 1878, esse assalto restringiu-se quase que exclusivamente às salas de aula e aos livros acadêmicos. Então Julius Wellhausen escreveu seu “Prolegômena à História de Israel”, em que habilmente apresentou um ponto de vista particular entre os muitos que haviam sido avançados pelos eruditos da Alta Crítica, durante o século anterior. O livro teve um enorme impacto e as idéias que haviam sido anteriormente ensinadas por uns poucos eruditos, foram amplamente disseminadas através do mundo protestante. Nos anos mais recentes, elas se têm propagado no mundo dos eruditos judeus e católicos romanos e parece que agora estão firmemente estabelecidas nesses centros.

A característica essencial da teoria de Wellhausen é a pretensão de que os cinco primeiros livros da Bíblia, em vez de serem originalmente escritos como unidades, substancialmente, na forma como os temos hoje, vieram à existência através de um processo de entrelaçamento e de fontes combinadas, que antecipadamente haviam circulado separadamente.

Muitos Documentos - Um Livro

Segundo essa teoria, o documento chamado “J” (Jeovista) foi escrito muitos séculos depois dos eventos que descreve. Um século ou dois mais tarde, outro documento, mais ou menos paralelo ao documento “J”, foi escrito. Depois de circular separadamente por algum tempo, alguém os reuniu, inserindo várias porções do documento mais novo “Ë” (Eloista) no documento “J”, em lugares apropriados. Muitos séculos passaram e então o documento “D” (Deuteronômico) foi composto, pretendendo conter o discurso da despedida de Moisés. Eventualmente este último foi inserido na parte final do documento combinado “JE”. Aproximadamente no tempo do exílio, um grupo de sacerdotes compôs ainda outro documento, o chamado documento “P” (“Priestly”- Sacerdotal), muito paralelo à matéria já coberta pelos documentos “J” e Ë”. Eventualmente esse foi cortado em grandes e pequenas seções, entre as quais seções similares de outros documentos foram introduzidas. Como resultado, diz-se que o Pentateuco, como conhecemos atualmente, está composto de partes entrelaçadas desses documentos, de modo que lemos freqüentemente uma seção de cada documento, seguida por uma seção de outro; depois talvez um versículo ou dois do primeiro; então dois ou três versículos do segundo; em seguida, talvez, a metade de um versículo do primeiro novamente; logo uma porção do terceiro; depois mais do segundo, e assim por diante, num arranjo complicado de uma obra de retalhos. De acordo com muitos críticos, o mosaico literário assim produzido inclui não somente os livros que conhecemos hoje, como Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, mas também o livro de Josué.

Tal é a teoria que é sustentada e propagada hoje em dia, praticamente da mesma forma como quando foi apresentada, aproximadamente uns cem anos atrás. No tempo que se interpõe, não se descobriram novos fatos em seu favor e muitas das bases teóricas sobre as quais originalmente se promoveu, na atualidade têm elas sido quase que completamente abandonadas. A teoria, entretanto, continua sendo apresentada como uma história de fato e está sendo até ensinada nas escolas secundárias de alguns estados americanos.

Visto que este é o caso, é importante que cada assistente na igreja e cada estudante da Bíblia conheça exatamente quais os fatos a respeito desta teoria, que tem sido diferentemente chamada de “A Teoria da Fonte”, “A Teoria Multidocumentária” ou “A Teoria de Graf-Wellhausen”.

Wellhausen declarou que os documentos “J”, “E”, “D” e “P” não nos dão nenhum conhecimento verdadeiro do pretendido tempo dos eventos descritos, mas apresentam meramente as crenças dos tempos, quando os documentos particulares foram escritos. Na página 320 do seu livro, ele disse: “Abraão... é algo dificultoso par interpretar. Isto não significa que, em tal conexão como esta, podemos considerá-lo como um personagem histórico; podia, com mais probabilidade, ser considerado como uma criação livre de arte inconsciente. Talvez seja ele a figura mais jovem no grupo e provavelmente foi num período comparativamente posterior, que ele tenha sido colocado antes de seu filho Isaque”.

Quatro anos depois de haver aparecido o livro de Wellhausen, este pediu para ser exonerado de seu cargo de professor do Departamento Teológico da Universidade de Greifswald e transferido para um outro posto no departamento de línguas antigas em outra universidade. Como razão para este pedido, apontou o fato de que de um professor de teologia se esperava preparar homens para os púlpitos da Igreja Evangélica, e declarou que, não importava com quantas forças ele procurava conter-se, achou que seu ensino resultava, não em preparar homens para ocupar esses púlpitos, mas antes em incapacitá-los para fazê-lo. Os seguidores de Wellhausen têm, por quase um século, treinado ministros em seminários teológicos em todo o mundo. Quão diferente seria a condição religiosa do mundo, se os sucessores de Wellhausen tivessem mostrado a mesma honestidade e franqueza de seu grande líder.

A ascensão da Alta Crítica foi parte de um movimento divulgado que começou, não pelo estudo da Bíblia, mas pelo estudo das grandes obras da antigüidade clássica. O seu primeiro protagonista proeminente foi Friedrich August Wolf, que, na sua “Prolegômena a Homero” (1795), apresentou a idéia de que a Ilíada e a Odisséia tinham sido formadas por uma combinação de várias fontes diferentes. O famoso poeta alemão, Goethe, foi, a princípio, grandemente atraído pela idéias de Wolf.

Entretanto, conforme Goethe relia a Ilíada e a Odisséia, cada vez mais se convencia de que a sua grandeza não podia ser explicada como o resultado de uma mera colcha de retalhos, e eventualmente publicou uma retratação do apoio que havia antecipadamente dado às teorias de Wolf. As idéias de Wolf foram elaboradas mais pormenorizadamente por Lachmann, que as estendeu à famosa Épica Alemã, a Nibelungenlied. Mullenhoff, um aluno de Lachmann, aplicou o mesmo método ao anglo-saxão Beowulf. Durante o século dezenove, tais métodos foram comumente aplicados aos escritos mais antigos ou medievais. Não era senão natural estendê-los à Bíblia.

Livros que apresentam as teorias documentárias de várias porções do Velho Testamento, freqüentemente contem afirmações como esta: “Devemos aplicar à Bíblia os mesmos princípios de estudo literário, que aplicamos a outros livros”.

O em que os autores desses livros falharam foi em perceber que, no estudo literário não bíblico, esses métodos da Alta Crítica estão sendo atualmente abandonados, quase que por completo. Assim, na introdução à sua tradução da Odisséia, que foi publicada primeiramente em 1946 e foi reimpressa muitas vezes, desde aquela data, E.V. Rieu diz: “A Ilíada e a Odisséia de Homero tem proporcionado, de vez em quanto, um campo de batalha de primeira classe para os eruditos. No século dezenove especialmente, críticos alemães chegaram ao extremo de demonstrar não somente que as duas obras não são só o produto de uma inteligência única, senão que cada uma é uma peça de remendo intrincado e muito mal costurada. Nesse processo, Homero desapareceu.

“Ele já foi firmemente restabelecido sobre o seu trono e seus leitores podem sentir-se seguros de que estão nas mãos de um só homem, como o fazem quando se voltam para o livro ‘As You Like It’, depois de ler, por exemplo, um King John”.

Como estas observações indicam, há atualmente muitos eruditos que sustentam firmemente a unidade integral da Ilíada e da Odisséia. Outros negam esta posição, mas estão eles mesmos muito mais próximos dela do que das opiniões de Lachmann, as quais tendem a repelir com desprezo. O professor Albert Guerard, da Universidade de Stanford, disse: “Para reduzir-se Homero a um mito ou a um simples comitê seria necessário um ácido muito mais forte do que o que a escola Wolfiana tem sido capaz de fornecer”. Continua ele: “Um livro é uma obra mestra, não um acidente”. E adverte mais adiante: “Nenhum processo de acréscimo poderia explicar a grande unidade do tema, desenvolvimento, caráter, espírito e estilo que achamos em Homero. Podíamos igualmente imaginar que o Panteão resulta do acaso de conglomeração de cabanas rústicas no curso dos séculos”. E’ difícil ver, diante de tais fatos, como alguém poderia sentir-se, de modo muito diferente, a respeito do livro de Gênesis.

No começo do século presente, um grupo de eruditos da Universidade de Londres atacou vigorosamente as teorias divisíveis. O professor R.W. Chambers, por exemplo, indicou a improbabilidade inerente das teorias divisionistas do épico Beowulf, e disse: “Não se deve presumir, sem evidência, que essas canções perdidas dos tempos pagãos fossem de tal caráter, que um épico pudesse ser produzido por ajustá-las apenas umas às outras. Meia dúzia de motocicletas não podem ser combinadas para fabricar um Rolls-Royce”.

A Alta Crítica se torna Anticientífica

Mesmo uma rápida comparação de discussão de Shakespeare, escrita há quarenta anos atrás, com as da atualidade, é suficiente para indicar a grande diferença de atitude nos círculos literários. Um dos dois críticos sempre se apegam aos métodos antigos, todavia a maior parte dos escritores atuais reconhece que mesmo Shakespeare podia escrever linhas pobres, e que é bastante anticientífico selecionar umas poucas coisas boas e então atribuir o restante a vários escritores imaginários. A Alta Crítica está completamente morta, exceto quando ela considera a Bíblia. Aqui é mantida tenazmente.

A aplicação contínua desses métodos à Bíblia, não obstante o seu quase completo abandono em outros campos de estudo literário, é ainda mais estranho, visto que o material comprobatório encontra-se mais à mão do que nunca. Este é o resultado das investigações da arqueologia. Durante os cem anos passados, um novo mundo completo se levantou do pó, através da obra de escavadores no Egito, Mesopotâmia, Palestina e em outras partes do Oriente Próximo. Ponto após ponto, onde afirmações bíblicas têm sido consideradas pelos críticos como sendo puramente imaginários objetos materiais ou escritos enterrados por muito tempo têm vindo à luz, os quais concordam exatamente com as declarações bíblicas, como são estabelecidas, e não concordam com a história reconstruída pela Alta Crítica. Alguns defensores do método de Wellhausen fecham os olhos resolutamente a estes assuntos e sustentam que muito do conteúdo bíblico representa acontecimentos míticos ou produtos da imaginação humana. Muitos, entretanto, procuram ajustar-se às descobertas arqueológicas. Entre aqueles teóricos das fontes documentárias que aceitam a evidência arqueológica nos pontos particulares, onde claramente ela se aplica, e aqueles que procuram eliminá-las, desenvolvem-se graves tensões. Observem-se, por exemplo, argumentos fortes que se tem desenvolvido entre as escolas de Albright, Bright e Wright, e a de Alt. North e Von Rad. A arqueologia tem apresentado a evidência que pode exterminar as teorias documentárias, se aplicada apropriadamente; porém muitos recusam aplicá-la.

Em anos recentes, tem existido uma reação muito considerável entre eruditos liberais contra alguns dos extremos da escola de Wellhausen, maiormente da parte de homens que tem trabalhado na arqueologia do Velho Testamento. Como eles tem descoberto ponto após ponto, nos quais a evidência da arqueologia na Palestina, ou em qualquer outra parte, se conforma com as declarações da Bíblia e não se ajusta com a Bíblia como construída pela Alta Crítica, esses homens têm propendido a considerar, mais e mais, seções do Velho Testamento como representando fatos históricos. Todavia, a maior parte deles ainda mantém os pontos essenciais do sistema de Wellhausen. Podem eles afirmar que as idéias de Wellhausen, de história e religião, foram incorretas, embora declarem ainda que os livros do Pentateuco não foram escritos por Moisés ou por qualquer autor individual, porém representam uma produção mista, formada pelo entrelaçamento de documentos contraditórios, que vieram à existência através de um longo período de tempo.

Na Escandinávia, há um grupo de eruditos, conhecido como a Escola de Uppsala, que ataca a total teoria de Wellhausen, mas por si mesmo apresenta uma opinião que é, talvez, até mais contrária para a verdade cristã. De acordo com as opiniões de Engnell e da Escola de Uppsala, muito pouco, talvez quase nada do Pentateuco foi escrito antes do tempo do exílio, e tudo veio à existência por meio de seções que se desenvolveram gradualmente, procedentes de idéias puramente humanas, através de transmissão oral.

Expoentes da Alta Crítica sabem pouco a respeito dela

Uma propaganda astuta tem convencido grande número de nossas classes educadas, que a Alta Crítica é verdadeira, porém muitas dessas pessoas atualmente conhecem pouco a respeito dela.

Um graduado do Seminário Teológico da Fé recebeu recentemente o pastorado de uma grande igreja independente em uma pequena cidade. Logo ele soube que o pastor de uma igreja vizinha, pertencente a uma de nossas grandes denominações, estava insistindo que a Alta Crítica é verdadeira, e que a nossa crença na inspiração plenária da Palavra de Deus é, portanto, absurda. Desafiou ele o homem para um debate e o homem o aceitou. O debate realizou-se em uma escola secundária. Apenas tinham eles começado, quando se tornou evidente que o ministro que estava defendendo a Alta Crítica não conhecia praticamente nada a respeito das opiniões reais de Wellhausen. Foi necessário que o debatente contra as opiniões de Wellhausen explicasse claramente de que assunto se tratava, a fim de mostrar os seus erros.

Não nos é suficiente dizer hoje que a Alta Crítica está errada. Devemos conhecer as evidências. Devemos conhecer a situação. Com o progresso da arqueologia e com a atitude mudada em relação ao estudo literário, é mais fácil do que nunca, sobre uma base científica objetiva mostrarmos que a Alta Crítica está errada. Mas a Alta Crítica está sendo amplamente ensinada, mais do que nunca, e encontrando expressão nos novos credos que estão sendo adotados por grandes denominações e destruindo a fé em estudantes para o ministério em todo o mundo. Em minha opinião, não há uma necessidade maior para o mundo cristão atualmente, do que a de que os crentes em Cristo devem conhecer os fatos acerca da Alta Crítica e estar preparados para trazer estes fatos à atenção daqueles que estão sendo desencaminhados em nossas escolas, nas escolas dominicais da maioria de nossas denominações e até em nossas escolas secundárias, onde o ensino da Alta Crítica, como um suposto fato estabelecido, está sendo mais e mais introduzido.

Por mais de quarenta anos, tenho estado examinando vários aspectos das teorias documentárias. Durante os dois anos passados, eu me dediquei intensivamente ao estudo do assunto. Num trabalho de vinte e sete minutos, sobretudo o que se pode fazer é acentuar a sua importância. Desejo, contudo, sumarizar alguns dos resultados de minha investigação. Ordenei-os sob títulos específicos e gostaria de os ler para vós, como seguem:

1. Temos centenas de cópias manuscritas dos primeiros cinco livros da Bíblia, e todas elas os apresentam na forma em que os temos hoje. Nem mesmo uma cópia antiga de “J”, “E”, “D” ou “P , como uma unidade separada e contínua, jamais foi achada.

2. Nenhum documento que nos veio dos tempos antigos contém qualquer menção desses documentos como tendo jamais existido. Não existe referência antiga a registro de qualquer documento semelhante ou a tal processo de combiná-los como a teoria o pretende. Não há evidência de que qualquer processo semelhante realmente tenha ocorrido.

3. A teoria é talvez a única sobrevivente de um método de estudo literário do século dezenove, que, aliás, tem sido quase que completamente rejeitada, exceto no campo da crítica bíblica. Há um século atrás era uma prática comum desenvolverem-se teorias desse tipo, com respeito à quase todo documento antigo ou medieval. A maior parte de tais teorias tem sido atualmente abandonadas e são consideradas como meras curiosidades literárias. E’ somente no campo do estudo bíblico, que esta atitude do século dezenove tem sido conservada.

4. Durante o século dezenove, vários eruditos alemães apresentaram teorias muito diferentes a respeito da origem dos cinco primeiros livros da Bíblia. Nenhuma dessas teorias conseguiu ascendência completa antes de 1878, quando uma teoria particular, surpreendentemente diversa da maioria das opiniões sustentadas, foi promovida por Julius Wellhausen. Essa nova teoria foi publicada em todo o mundo de língua inglesa por S.R. Driver e outros seguidores de Wellhausen. Embora tenha passado aproximadamente um século, no curso do qual nenhuma nova evidência em favor da teoria tenha sido descoberta, ela está sendo hoje amplamente ensinada, quase da mesma forma em que foi então apresentada.

5. Uma grande parte do motivo para a aceitação da teoria multidocumentária, promovida pelo professor Wellhausen, em 1878, foi o fato de que ele a baseou sobre sua hábil apresentação de uma idéia particular do desenvolvimento da religião israelita. Essa idéia, entretanto, atualmente tem sido quase que universalmente rejeitada. Poucos eruditos sustentam hoje a teoria do desenvolvimento religioso hebreu, que seja mesmo aproximadamente similar àquele sobre o qual Wellhausen baseou a sua idéia das fontes do Pentateuco e ainda o método de Wellhausen de dividir essas pretensas fontes e sua opinião a respeito da ordem da composição delas (embora baseadas sobre uma teoria de desenvolvimento não mais sustentada), estão ainda sendo apresentados como fato estabelecido.

6. Uma característica essencial da teoria, como foi ensinada pelo professor Wellhausen, era a sua pretensão de que os vários documentos, - todos escritos de acordo com a teoria, muito depois do tempo dos patriarcas - apresentam somente os padrões e idéias de vários períodos, em que se pretende que foram escritos e não nos dizem nada a respeito do tempo dos patriarcas. À luz das descobertas arqueológicas, reconhece-se atualmente que esta atitude já não é mais sustentável. Portanto, a maioria das recentes apresentações da teoria afirma que uma grande parte do material, em cada um dos documentos, foi transmitida oralmente, durante muitos séculos, antes de ser incorporada em forma escrita, e que mesmo o mais recente dos documentos contém muito material que é realmente primitivo. Assim uma base importante da idéia de Wellhausen foi realmente abandonada pelos seus atuais promotores.

7. Seus protagonistas afirmam que a teoria pode ser demonstrada pela indicação de diferença de estilo entre os documentos. Entretanto, essas alegadas diferenças no estilo se estabelecem, principalmente, pelo fato de que certas partes do Pentateuco são estatísticas ou enumerativas, enquanto outras partes têm mais de um estilo narrativo corrente, e a maior parte do Livro de Deuteronômio consiste de exortação. Não há razão por que o mesmo escritor não pudesse usar nenhum desses três estilos, dependendo da natureza do assunto em particular. Desse modo, temos um estilo enumerativo em Gênesis um, onde a formação do universo material é apresentada em estágios definidos. Para o assunto de Gênesis dois, que descreve mais minuciosamente a criação do homem e a formação de um ambiente próprio para a sua vida, o estilo narrativo é mais apropriado. Em mensagem de advertência e admoestação, o estilo de exortação é natural. Exemplos similares do uso de estilos, pelo menos tão diferentes como esses, podem ser encontrados em quase todas as obras de qualquer grande escritor prolífico da atualidade.

8. Diz-se freqüentemente que os nomes dados a dois desses documentos são baseados sobre a alegação de que o chamado documento “J” usa o nome “JHWH” (SENHOR na versão King James), para a Deidade, enquanto que o chamado documento “E” se diz que emprega o nome Elohim (Deus na RJV). Todavia cada uma dessas pretensas fontes realmente usa ambos os nomes divinos no Pentateuco e em todas as fontes alegadas o nome JHWH é em grande parte mais comum do que o nome Elohim. Em explicações os defensores da teoria afirmam que, segundo os documentos E e P, o nome JHWH não foi revelado antes dos primeiros capítulos do Êxodo. A teoria é, desse modo, não que cada documento preferisse um certo nome, mas que cada documento tinha uma teoria diferente, quanto ao tempo, quando o nome foi introduzido primeiramente, e evitou-o deliberadamente antes daquele ponto da narração. Visto que se pretende que todos os documentos foram escritos muitos séculos depois do tempo do Êxodo, um procedimento tal como a teoria assume seria artificial e um tanto improvável que tenha ocorrido assim. Ademais, a sua base em declarações bíblicas é extremamente fraca. Além disso, o uso de nome diversos, em diferentes conexões, não é de todo inusitado e pode ser facilmente explicado sobre outras bases que não a da origem de uma colcha de retalhos.

9. A declaração de que há duplicação constante de material nas várias fontes pretendidas é grosseiramente exagerada. Algumas dessas chamadas duplicatas são realmente eventos diferentes um tanto similares, porém, na realidade, nada mais são do que aquilo que freqüentemente ocorre na vida ordinária, como se pode demonstrar muito facilmente. Em outros casos, uma alegada repetição é meramente um sumário dado no princípio ou no fim de um relato, uma recapitulação proveitosa, ou expediente literário para fazer uma narração mais vívida. Muitas das alegadas repetições ou duplicações, se examinadas sem preconceito, podem mostrar-se como tendo um propósito natural no relato.

10. Muitas das contradições pretendidas, entre as chamadas fontes, desaparecem por meio de um exame cuidadoso. Assim é alegado que os documentos J e P mostram Rebeca influenciada por diferentes motivos ao sugerir a partida de Jacó, de Canaã, sendo o motivo, num caso, permiti-lo escapar da ira de seu irmão e, em outro, induzi-lo a procurar uma esposa conforme os desejos de seus pais. Realmente não há qualquer contradição em supor-se que Rebeca foi influenciada por ambos os motivos e que, em proceder com os dois homens a quem ela desejava influenciar, usasse, em cada caso, o argumento que ela sabia fosse para cada um deles um apelo, mais do que um outro que fosse capaz de contrariá-los.

11. Estes fatos indicam a existência de razões lógicas para o fenômeno no Pentateuco, todos eles consistentes com a idéia de uma autoria unificada, e não requerendo a adoção de uma teoria sem base, que é uma sobrevivência do século dezenove e que é totalmente incompatível com os métodos atuais de estudos literários.

12. A maioria dominante de pessoas que aceitam a Teoria Multidocumentária, incluindo-se muitos daqueles que a ensinam, procedem assim, devido à confiança nos homens pelos quais ela é promovida, mais do que sobre a base de uma investigação completa. Os interesses da verdade exigem que os fatos sejam examinados objetivamente e sem preconceito. Quando isto é feito, torna-se claro que a teoria necessita de evidência real e base lógica e sólida.

Nestas declarações, sumarizei brevemente uma parte dos resultados de muitos anos de estudo das teorias documentárias. O assunto completo pode impressionar a muitos de vocês como sendo seco e desinteressante. Todavia, não hesito em predizer que os filhos de muitos de vocês perderão a fé cristã, por causa da apresentação insidiosa dessas teorias. Alguns deles perderão todo o interesse em assuntos cristãos sob uma orientação liberal. Estes são os mais ditosos. Outros, totalmente incapazes de escapar de uma educação cristã sob tal orientação, gastarão o restante de suas vidas promovendo a infidelidade doutrinária e desviando a muitos da Palavra de Deus.

É muito difícil resistir à propaganda constante, que pretende mostrar como a Bíblia veio à existência como um resultado do entrelaçamento de vários escritos humanos, por um processo puramente humano. Muitos que hoje estejam demolindo a fé cristã e insistindo em revolução, em vez de regeneração, estariam apresentando a Palavra de Deus, se não tivessem sido influenciados pelos ensinos da Alta Crítica.

Pode ser que você não esteja interessado neste assunto hoje, mas tempo virá, quando você me dará a destra para podermos ajudar a alguns, talvez o seu próprio filho, que esteja em perigo de perder a fé, devido à incapacidade dele de responder, agora, aos argumentos propostos pela Alta Crítica.

Eu espero que cada um de vocês obtenha pelo menos duas cópias de meu pequeno trabalho escrito, que contém estes doze pontos, e o guarde, onde possa achá-lo facilmente. As declarações mostram a linha de resposta à teoria de Wellhausen. E’ impossível, num trabalho desta extensão, apresentar evidência suficiente. Quando você encontrar um ponto particular sendo discutido, faça o favor de me informar. Tenho evidência abundante para todos esses pontos e ficarei contente em fazê-la útil para você. Não sei de maior necessidade no serviço cristão hoje do que ajudar aqueles cuja fé está sendo arruinada pelo ensino divulgado das teorias da Alta Crítica.

Calvino...

Terminei de ler uma excelente obra de Calvino sobre debate teológico. O interessante é que tudo o que tenho abordado neste blog foi exatamente o que Calvino fez combatendo o Cardeal Sadoleto. Um debate caloroso em que Calvino mostra o lugar de um verdadeiro herege. Sem nenhuma relutância, Calvino apresenta uma abordagem bem crítica sobre a compreensão que as pessoas tem sobre verdade e amor. Infelizmente muitos possuem uma visão ofuscada sobre esta questão. Recomendo esta obra – “Resposta de Calvino ao Cardeal Sadoleto”, ela será lançada ainda este ano. Aqueles que amam teologia reformada devem ler. Pois até Armínio pai dos arminiános e filho de Pelágio disse: “Depois da leitura da Escritura, a qual ensino, inculcando tenazmente, mais do que qualquer uma outra... Eu recomendo que os Comentários de Calvino sejam lidos... Pois afirmo que, na interpretação das Escrituras, Calvino é incomparável, e que seus Comentários são para se dar maior valor do que qualquer outra coisa que nos é legada nos escritos dos Pais – tanto que admito ter ele um certo espírito de profecia, em que se distingue acima dos outros, acima da maioria, de fato, acima de todosJacobus Armínius (1560-1609).

terça-feira, 1 de abril de 2008

Recomendo...

Quero enfatizar que aqueles que não leram o artigo do Rev. Augustus leiam com urgência. Isso facilitará o seu entendimento sobre o que tenho publicado.

Resposta...

Este post é dedicado para aqueles que não souberam compreender o post anterior. E também para aqueles que me enviaram e-mails com várias perguntas e críticas. Espero que a resposta seja satisfatória.

Leitores,

Concordo que a dificuldade seja muito maior do que a nossa visão limitada possa alcançar.

Porém, não creio que Deus seja louco ou confuso. Quando Deus chama alguém Ele prepara as condições, mesmo que o chamado venha a passar por lutas – Deus irá prover. Aqueles que vem para o seminário na loucura de que Deus irá arcar com a sua insanidade põe Deus a prova. Não penso que este seja o caminho.

Um outro fator, é que alguns tentam comparar-se a mim – Eu não posso ser medido pela régua que você mede a si mesmo. Cada um tem a sua realidade e deve se definir.

Entendo que muitos passam por labutas intermináveis e compadeço-me das dificuldades. Espero que vocês leitores tenham encontrado ajuda e solução.

Para ficar bem claro, eu não fiz o diagnóstico do pastor que sai do Seminário do Sul, muito pelo contrário, eu nem citei o nome do Seminário do Sul. O meu contato não é somente com o Seminário do Sul, tenho inúmeros conhecidos que cursam outros seminários, eu mesmo fiz outro seminário. A minha abordagem abrange todos os seminários do Brasil.

Se existe a necessidade de um mentor é preciso correr atrás. Olhe e veja quem pode te ajudar.

Fizeram-me várias perguntas e graças a Deus eu não tenho todas as repostas.

Reitero que cada pessoa tem a sua realidade de vida diferente. A minha crítica é para aqueles que desfrutam de um privilégio que muitos gostariam de ter – o seminário pago pela igreja – mas vivem na ociosidade.

Tomo a minha própria experiência como exemplo. Eu passei por muitas e muitas dificuldades e ainda passo, mas elas não me levaram ao chão. Trabalhei os três anos do seminário, mas nem por isso deixei de estudar. Quantas madrugadas em claro ou quantas vezes eu acordei as cinco da manhã para estudar. O problema reside na nossa falta de objetivo, coragem e determinação.

Novos pastores...


É lamentável a condição que os novos pastores se apresentam para o ministério. Passaram quatro anos no seminário empurrando com a barriga, quando chega no ministério não tem nada para oferecer. Concordo que orar e ler a Bíblia seja muito bom e deve ser feito, mas e o restante?

Hoje em dia a demanda é grande e infelizmente existem pastores que são tragados por suas ovelhas, pois não sabem nada. Muitos seminaristas chegam para estudar teologia totalmente vazios e o diagnóstico segue mais ou menos assim:

- Recém convertidos sem uma sólida vida cristã e uma maturidade eclesiológica;

- Muitos não leram a Bíblia toda;

- Muitos não lêem a Bíblia durante o curso;

- Desprezam a vida piedosa;

- Imaturidade com assuntos administrativos da igreja;

- A ausência de uma vida exemplar;

- Alguns são semi-analfabetos;

- Outros possuem uma péssima escrita;

- Possuem grandes dificuldades para relacionamentos;

- São insubordinados;

- Renunciaram os pilares do cristianismo;

- Não sabem conduzir uma assembléia (não sabem regra parlamentar);

- Não se resolveram emocionante, espiritualmente e teologicamente;

- Continuam com a mesma vida depravada;

- Não sabem viver a ética do ministério pastoral;

- Pensam que ser pastor é quando se está na igreja e vivem os quatro anos na licenciosidade;

- Improdutivos;

- Muitos não são qualificados para serem pastores;

- Infelizmente alguns não viveram uma experiência de conversão;

- São péssimos filhos, maridos e servos de Cristo;

- Indisciplinados;

- Desorganizados;

- Desequilibrados;

- O pior é que muitos não sabem pontuar os benefícios da justificação por / em Cristo.

Estes serão os pastores que irão pastoreá-los. É esse tipo de pastor que você deseja ser? E você ovelha, é este tipo de pastor que você deseja para conduzi-lo?

Não convide qualquer um para pastorear a Igreja de Cristo. Seja criterioso na avaliação.

Se a sua igreja tem algum seminarista cuide dele. Infelizmente tanto os pastores quanto às igrejas abandonaram os seus seminaristas, e o resultado disso é a atual catástrofe do ministério pastoral.
A grande maioria aparenta ser pastor, mas no fundo não é. Diga não ao que não é normal.