quarta-feira, 2 de março de 2011

O Triunfo da Ideologia do Mérito Contra a Teologia da Graça...


por Israel Belo de Azevedo


O ex-árbitro de futebol Oscar Roberto de Godói foi baleado num assalto em São Paulo. Depois de sair do hospital, fez a seguinte declaração:


-- Eu tinha certeza que não morreria, mas não digo milagre, e sim por tudo que eu sou e faço eu não merecia. Se é Ele (Deus) que leva, não ia me levar.


Reorganizando a frase, fica mais clara a teologia por trás dela: "Eu tinha certeza que não morreria. Se é Ele (Deus) que leva, não ia me levar, não por milagre, mas porque eu não merecia, por tudo que eu sou e faço".

Talvez pudéssemos, então, concluir: quem morre num assalto morre porque não merece ficar vivo.

Estamos, portanto, cercados pela ideologia do mérito, contra a teologia da graça.

A ideologia do mérito é sedutora. A teologia da graça não tem charme nenhum.

A ideologia do mérito é onipresente. A teologia da graça habita um ponto minúsculo no horizonte.

A ideologia do mérito pressupõe que Deus é justo. A teologia da graça pressupõe que Deus é bom.

A ideologia do mérito produz culpa. A teologia da graça espouca em liberdade.

A ideologia do mérito é natural. A teologia da graça é espiritual.

A ideologia do mérito exalta o ser humano. A teologia da graça exala o perfume da cruz de Cristo.

Nascemos com a ideologia do mérito. Só vivemos bem com a teologia da graça.

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