quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MEC irá distribuir KIT GAY nas escolas para crianças de 7 a 10 anos, veja vídeo...


Crianças das escolas públicas de todo o Brasil receberão um DVD com cenas de homossexualismo, que será distribuído em 2011. Já existe até uma petição contra essa ação do Ministério da Educação (MEC) na internet.

O deputado Jair Bolsonaro (RJ) reage de forma veemente, em plenário, a essa vergonha que foi firmada em um convênio entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos), conforme publicou o Correio Braziliense.


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MEC irá distribuir KIT GAY nas escolas para crianças de 7 a 10 anos...



Crianças das escolas públicas de todo o Brasil receberão um DVD com cenas de homossexualismo, que será distribuído em 2011. Já existe até uma petição contra essa ação do Ministério da Educação (MEC) na internet.

O kit gay conterá um DVD com uma história onde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, ele se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade, se dizendo Bianca. Veja vídeo e matéria completa a respeito deste tema, no mínimo estranho, polêmico.


REPORTAGEM DO CORREIO BRAZILIENSE


Kit Gay para alunos conterá um DVD com uma história aonde um menino vai ao banheiro e quando entra um colega, se diz apaixonado pelo mesmo e assume sua homossexualidade

Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A sobrevivência dos mais devotos...


por Phillip Longman

"Deus morreu?". Eu tinha 11 anos quando vi aquela capa até hoje famosa da revista Time de 1966 sobre a mesinha de café do meu tio. A notícia de que Deus estava, se não morto, ao menos ausente, eu absorvi com a literalidade de quem ainda não era bem ainda um adolescente. Certamente parecia possível, já que eu nunca o tinha visto, apesar de muito tempo de igreja. E Deus também não parecia estar envolvido nos acontecimentos do mundo, agora que eu começava a entendê-los. Ninguém que eu conhecia invocava a autoria pessoal de Deus para explicar o mundo tal como eles sabiam que estava sendo deixado para minha geração. Como disse aTime, citando o teólogo jesuíta John Courtney Murray, "A grande máxima americana é: 'A religião é boa para as crianças, embora eu mesmo não seja religioso.'" No fim da infância, em uma época secularista, parecia ser mais ou menos isto, mesmo. Deus estava na mesma categoria que o Papai Noel.

Hoje, é claro, Deus voltou para valer, ao menos nas notícias. Na verdade, Deus está tão de volta que os assim chamados neo-ateus - Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris, e outros - estão em fúria, escrevendo livros que denunciam o crescente papel do fundamentalismo religioso nos assuntos mundiais, da inspiração que dá aos terroristas islâmicos até a mobilização dos "votantes com valores", nos Estados Unidos. Como isto aconteceu?

Para os secularistas, a explicação menos perturbadora depende da conhecida desculpa das "forças da reação". Mudanças demais, liberdade demais e as ofuscantes luzes de neon da razão afetam algumas pessoas como um vírus, fazendo elas regredirem a um "pensamento mágico" e/ou "se agarrem" a outras formas de primitivismo. No Oriente Médio, insiste esta narrativa, a rápida urbanização, a modernização e a alienação criaram um ressurgimento do fundamentalismo religioso. Para as fileiras crescentes da Direita Cristã, continua este raciocínio, a "revolução nos valores" desencadeada nos anos 60 - feminismo, direitos dos gays, auto-realização, multiculturalismo - foi simplesmente demais para eles. Eles vão superar isto com o tempo, dizem eles, tentando se tranqüilizar; se não, a maioria dos seus filhos vai.

Eis aqui um sério problema com esta teoria: as pessoas muito religiosas de hoje tendem a ter um número relativamente grande de filhos, enquanto que os secularistas têm cada vez menos, quando os têm. Se você acredita na evolução (e qual secularista não acredita?), então você tem que levar em consideração esta explicação totalmente naturalista para o retorno de Deus.

Claro: tanto nos países pobres como nos ricos, sob todas as formas de governo, as taxas de natalidade estão declinando, por todo o globo. Mas elas estão declinando menos entre os que seguem leis religiosas estritas e possuem uma fé literal na Bíblia, na Torá ou no Corão. Na verdade, o padrão da fertilidade humana agora se encaixa neste padrão: os que tem menos probabilidade de procriar são os que não professam nenhuma fé em Deus; aqueles que se descrevem como agnósticos ou simplesmente espiritualistas têm apenas um pouco mais de probabilidade de permanecerem sem filhos. Subindo no espectro, os tamanhos das famílias crescem entre os unitaristas, judeus reformados, evangélicos convencionais e católicos relaxados, mas as taxas de natalidade encontradas nestas populações ainda estão muito abaixo dos níveis de reposição. Apenas quando vamos nos aproximando da esfera da prática e da fé religiosa marcadas por uma intensidade que poderíamos chamar, por falta de uma palavra melhor, de "fundamentalismo", é que nós encontramos bolsões de elevada fertilidade e, conseqüentemente, rápido crescimento populacional.

De acordo com um estudo publicado no American Journal of Sociology, três quartos do crescimento do protestantismo conservador nos Estados Unidos é explicado pelas taxas de crescimento populacional mais altas desta população, durante o século passado, em comparação com as dos evangélicos convencionais. Além do mais, a correlação entre a fé fundamentalista e altas taxas de fertilidade vão ainda mais longe no espectro da convicção e da prática religiosa. Assim, os Amish da linha conhecida como Andy Weaver, que são, talvez, os mais severos de todos em sua rejeição à modernidade, têm uma taxa de fertilidade mais alta (em média 6.2 filhos por família) do que os Amish da linha conhecida como Nova Ordem (4.8 filhos), que, tendo começado nos anos 60, fizeram concessões ao progresso, como permitir eletricidade em suas casas.

Da mesma forma, em Israel, os judeus ultra-ortodoxos, ou Haredim, com uma média de quase sete filhos por família, estão se reproduzindo muito mais do que os judeus simplesmente ortodoxos, para não falar dos israelenses mais seculares. Deste modo, observa-se agora uma profunda diferença de gerações na sociedade israelense, a qual reverte o padrão histórico que até as pessoas muito religiosas já supuseram que levaria inevitavelmente ao declínio dos antigos costumes e fé. Hoje, só 2.3 por cento dos israelenses com mais de 80 anos são Haredi. Mas tamanho é o impulso demográfico desta denominação que 16 por cento de todas as crianças israelenses com menos de 10 anos estão em seu rebanho.

Quando têm que se haver com o fato de que estão sendo ultrapassados demograficamente, os secularistas frequentemente respondem que muitos, se não a maioria dos filhos nascidos em famílias muito religiosas, irão rejeitar a fé de seus pais - tamanha é a suposta sedução da liberdade e da individualidade. Este raciocínio se encaixa na experiência de vida de muitos da geração Baby Boom que atiraram longe as cadeias da autoridade tradicional, nos anos 60 e 70, e não conseguem imaginar por que a humanidade não terminaria por alcançá-los e mesmo ultrapassá-los.

Testemunhando contra este raciocínio, entretanto, estão alguns obstinados fatos demográficos. Ocorre que nas famílias fundamentalistas, a coisa funciona mesmo. E quanto mais exigente a fé, mais esta regra se aplica.

Apenas cinco por cento das crianças nascidas entre os amish mais conservadores, por exemplo, migra para outra fé ou outros estilos de vida. A taxa de deserção é maior entre os amish da Nova Ordem, os mórmons e outras comunidades fundamentalistas comparativamente menos exigentes. Além disto, as deserções que eles possam experimentar são mais do que compensadas pelas conversões, com o saldo final líquido favorecendo as doutrinas mais conservadoras, de acordo com dados de pesquisa reunidos pelo Centro Nacional de Pesquisa de Opinião, da Universidade de Chicago. Desta forma, observa-se que 21 por cento dos convertidos abandonam denominações mais moderadas e liberais em favor de outras mais fundamentalistas e só 15 por cento fazem o caminho inverso. Há muitas correntes e contra-correntes que nos afetam a todos nós como indivíduos, mas, entre uma taxa mais alta de fertilidade e uma doutrinação mais bem sucedida, a corrente demográfica principal da história está claramente fluindo a favor do fundamentalismo.

Estas e outras descobertas relevantes feitas pela sociologia da religião aparecem em um impressionante livro novo de Eric Kaufmann, entitulado Shall the Religious Inherit the Earth?: Demography and Politics in the Twenty-First Century [Os religiosos herdarão a Terra? - Demografia e política no século 21.] O livro foi lançado no Reino Unido e será publicado nos Estados Unidos na próxima primavera. Formado em Ciências Políticas pela Universidade de Harvard e atualmente lecionando na Universidade de Londres, Kaufmann não apresenta quaisquer argumentos baseados na fé e não precisa deles para expor sua tese. O bom e velho darwinismo, aplicado empiricamente às condições modernas, já bastam.

Num mundo onde ter filhos raramente é acidental e quase nunca é economicamente recompensador, as taxas de nascimento cada vez mais refletem as escolhas de valores. E assim, pelo processo darwininano, os que seguem as tradições que preservam e celebram a antiga ordem para se "crescer e multiplicar", acabam plantando mais dos seus genes e idéias no futuro do que os que não o fazem. Como Kaufmann mostra, a fertilidade, com o tempo, funciona como os juros compostos. Ou seja, mesmo que as famílias fundamentalistas tenham apenas uns poucos filhos a mais do que as seculares ou moderadamente religiosas, se elas conseguirem fazer seus filhos manter firmes sua fé e seus valores fundamentalistas (sobretudo com relação à reprodução), a passagem das gerações vai multiplicar seu número e influência. Da mesma forma, os secularistas e os outros que escolhem ter apenas um ou dois filhos e que passam adiante estes valores para eles verão, com o tempo, sua população declinar rapidamente.

Ironicamente, a estrutura e a sensibilidade da sociedade secular estão causando sua própria morte. Nos anos 60, um secularismo em expansão pode ter feito a religião refluir severamente como uma força histórica, mas, ao fazê-lo, ele fortaleceu os demais bastiões da fé e pôs em marcha estruturas de reprodução e aculturação que podem permitir às formas mais fundamentalistas reconquistarem o futuro. Embora possa haver, é claro, uma razão mais profunda, não se precisa acreditar em nada além disto para entender por que o Deus que estava ausente em minha infância retornou.





Phillip Longman é membro da New America Foundation escreve no Washington Monthly. Seu último livro, em co-autoria com Ray Boshara, é The Next Progressive Era: A Blueprint for Broad Prosperity [A próxima era progressiva: um mapa para a prosperidade geral]



Fonte: www.midiasemmascara.org

Dá para haver “Paz na Terra” quando não há “Paz no Útero”?

por Bryan Kemper



Como podemos falar de amar uns aos outros e acabar com as guerras quando travamos guerra contra os seres humanos mais inocentes e vulneráveis do planeta terra?

22 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) - Selecionando a árvore de Natal com as crianças, cantando hinos de Natal na igreja, ensinando meus filhos sobre o nascimento de nosso Salvador... Eu poderia continuar falando de muitas coisas que trazem alegria para mim durante a época de Natal; é uma época verdadeiramente cheia de encanto no ano.

Passo também boa parte da época de Natal sofrendo, triste e angustiado ao observar o que está acontecendo com nosso mundo. O Natal é um tempo para amor falso, paz fajuta e para as pessoas se iludirem na ideia de acharem que amam a Deus. A maior parte do que vemos é blasfêmia e não agrada nem um pouco a Deus.
Deus conhece os nossos corações e sabe que a maior parte das celebridades que nos fazem mamar veneno e sujeira o ano inteiro só estão celebrando os feriados da boca para fora. Esse tipo de elogio fajuto e fé indiferente não agrada a Deus; não está de forma alguma enganando a Ele.

A época de Natal parece tornar todo mundo "cristão" por duas semanas; infelizmente, não funciona desse jeito. Às vezes acho que Deus se entristece mais na época de Natal do que em qualquer outra época do ano. O terceiro mandamento é que não devemos tomar o nome do Senhor em vão, e é exatamente isso que acontece quando o que falamos para Deus ou de Deus é da boca para fora.

Alguns de vocês podem estar pensando que preciso apenas me alegrar; afinal, é época de Natal. "Vamos lá, Bryan, apenas veja o lado bom de tudo e goze os feriados; não seja tão 'ranzinza'". Garanto-lhe que estou gozando meus momentos em casa neste exato momento, e toda a beleza e encanto desta época do ano.

Meu problema é que quando realmente penso na essência desta estação, não consigo ignorar as mentiras que estão fazendo com que a escuridão engula a sociedade. Se eu continuar a olhar para essa escuridão com cegueira nos olhos e apenas fingir que tudo está bem, então desperdicei minha oportunidade de brilhar a Luz da Verdade e da Esperança.

Um dos dizeres mais famosos que se ouve na época de Natal é de Lucas 2:14: "Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens". (Lucas 2:14)

"Paz na terra": tal simples sentimento é algo que ouvimos tantas vezes nesta época do ano. A maioria das pessoas parece querer paz na terra nesta época do ano: nada de guerras e nada de crimes, só todo mundo amando uns aos outros.

O problema com muitos que pedem paz na terra é que eles também defendem uma epidemia de violência que está varrendo a terra e tirando vidas inocentes aos milhões todos os anos. Na semana passada um tão chamado tribunal de "direitos humanos" ordenou que um país que protege a vida humana inocente comece a permitir a destruição da vida.

Nosso atual presidente foi eleito com a promessa de continuar a deteriorar as proteções aos nossos cidadãos americanos que estão ainda em gestação e até fortalecer as forças que querem matar esses americanos. O presidente Obama, que afirma ser seguidor de Cristo, na verdade louva e apoia uma das organizações mais malignas, destrutivas e cheias de ódio do planeta terra, a Federação de Planejamento Familiar*.

Anos atrás, a Federação de Planejamento Familiar zombou publicamente do conceito de "Paz na terra" ao distribuir cartões de Natal que declaravam "Escolha** na terra". Neste ano, a Federação de Planejamento Familiar está vendendo cupons que as pessoas podem usar para cobrir as despesas para matar seu próprio filho [em gestação numa clínica de aborto].

O lugar mais seguro para todas as crianças deveria ser, de fato, o útero de suas mães. Contudo, para milhares de crianças nos EUA todos os dias, esse é o lugar mais perigoso de se estar.

Como é que podemos verdadeiramente esperar ter paz na terra quando não há nenhuma paz no útero? Como podemos falar de amar uns aos outros e acabar com as guerras quando travamos guerra contra os seres humanos mais inocentes e vulneráveis do planeta terra?

Desde 22 de janeiro de 1973, nós como nação estamos roubando a oportunidade de mais de 53.000.000 de bebês de terem seu primeiro Natal.

Mais de 53.000.000 de menininhos e menininhas nunca conhecerão a alegria de desembrulhar papéis de presente e gritar de alegria ao verem o que está dentro.

O que está acontecendo é o contrário. Eles estão gritando, sem que ninguém os ouça, enquanto são despedaçados do útero de suas mães. Eles nunca serão embrulhados num cobertor e colocados nos braços de seus pais. Eles, como os papéis de presente na manhã de Natal, acabarão no lixo: jogados fora.

Enquanto isso continuar acontecendo na terra, não dá mesmo para haver paz.

Uma semana depois do Natal vem outro dia importante, o Dia de Ano Novo.

Todo ano, milhões de pessoas fazem decisões e promessas de Ano Novo de fazerem mudanças para o ano que está chegando.

Vou pedir que você faça comigo uma decisão de Ano Novo. Passei os últimos vinte quatro anos de minha vida lutando para acabar com o holocausto do aborto e vou me comprometer a continuar essa luta até dar meu último suspiro.

Quero saber se você quer fazer uma decisão comigo de assumir uma posição mais forte do que nunca antes, de levantar a voz mais do que nunca antes, de clamar mais alto do que nunca antes e de brilhar a luz de Cristo mais do que nunca antes.

Você tomará essa posição conosco?



Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

O que colocaram no lugar?



Sem dúvida alguma estamos numa época que autoridade, verdade e absolutos estão fora de moda. No espaço religioso cristão falar de pecado não faz parte da pauta.

Tantas críticas que levantaram de que o homem viveu tanto tempo escravizado por autoridades religiosas, que nesta altura ninguém respeita ninguém.

O homem esteve por muito tempo reprimido com medo de expressar desejos, sentimentos e vontades, que hoje tudo está aflorado.

Disseram que Deus cerceia a liberdade do homem, então, decidiram tirar Deus de cena, e outra vez se confirma a máxima de Dostoiévski: “Se Deus não existe, tudo é possível”. Para que Deus? O homem resolve tudo, pois é a razão de tudo.

Com a revolução sexual, e, diga-se de passagem, que Marquês de Sade merece destaque, as coisas complicaram. A mulher se tornou meramente um objeto de desejo e consumo. Depois a mulher conseguiu independência e assumiu o “poder”. É livre. As mulheres assustam muito mais do que os homens no que tange o assédio sexual.

Argumentaram que a droga era um método para se relacionar com o transcendente (Aldous Leonard Huxley). Hoje é uma epidemia e a causa da destruição da sociedade.

Afirmaram de forma tão categórica de que família não é estar junto. Dividir casa, dor, alegria, vitoria, derrota – isto não é necessariamente uma família. Ser casal pode ser cada um na sua casa e vivendo individualmente.

Lutaram para mudar o conceito da educação. Criaram o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Antigamente os pais disciplinavam os filhos. Muitos não entraram em veredas de morte, pois tiveram pais que não eram simplesmente amigos: eram pais. Corrigiam, batiam e castigavam. Hoje os filhos corrigem, batem e castigam os pais. Filhos processam os pais por maus tratos. Outros matam.

Enfatizaram que a doença da sociedade era a repressão sexual. O ser humano foi feito para expressar os seus instintos. Os casais de namorados começaram a transar a vontade pelos campos ao som da música. Mulheres decidiram que deveriam tirar a roupa e se apresentarem assim. Foram mais longe. Elas decidiram que deveriam transar a vontade e todos deveriam assistir. Foi um caos. Famílias destruídas. Mulheres e homens destruídos no vício do álcool, drogas e jogo. Uma sociedade em alerta máximo. Problema de saúde pública. O aumento das doenças. Mas disseram que isto era bom.

Passamos por tantas modificações. As estruturas foram mexidas. O edifício foi colocado ao chão. Os fundamentos foram dinamitados. Muitas críticas. Muitas desconstruções. Mas fica a pergunta que não quer calar – o que colocaram no lugar?

As pessoas estão perdidas. Não possuem rumo. Tudo é volúvel. A ditadura do efêmero impera.

Os idealistas queriam mudar o mundo. Mudar a si mesmos. Na verdade acabaram com a sociedade em geral. Se não tinham nada para substituir para que mexer?

Vivemos uma luta para resgatar valores e princípios para reger a vida novamente. Mas tudo fica mais difícil quando se diz respeito a este instantâneo universo cibernético.

A palavra do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, quando fez referência a situação do Complexo do Alemão, disse: “É preciso refundar a cidade”. Penso que esta seja a mesma realidade para a vida humana. Necessitamos de um novo ressignificado para a vida em sociedade e particularmente para nós mesmos. Não há duvida de que os velhos-novos fundamentos precisam ser recolocados.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A preciosidade do tempo...





Sermão de Jonathan Edwards



Efésios 5.16



Remindo tem mais relação com alguma coisa que tanto está perdida, ou que de alguma forma perdemos, ou que no mínimo está pronta para ser perdida, ou tomada de nós.

Remindo o tempo porque os dias são maus”. Os dias sendo maus, vemos outros desperdiçando seu precioso tempo; mas você se esforçará para remi-lo?

O verso pode ter relação também com o desperdício de tempo no passado. Ou pode dizer respeito ao grande perigo do tempo ser perdido, em razão do fato de os dias serem tão maus, se eles nao tivessem um grande cuidado, o tempo se deslizaria de suas mãos, e eles não tirariam nenhum benefício dele ou finalmente pode dizer respeito quanto à necessidade de remirmos o tempo dessas terríveis calamidades que Deus trará sobre os ímpios. O tempo pode ser remido como se ele fosse salvo da terrível destruição que quando vier, colocaria um fim à paciência de Deus.

O tempo é uma coisa que deveríamos ter em alto valor.

DOUTRINA: O TEMPO É UMA COISA EXCESSIVAMENTE PRECIOSA.

Pelas seguinte razões:

1. Porque a eternidade depende do aproveitamento do tempo. As coisas são preciosas na proporção da sua importância, ou em razão do nível de relação com o nosso bem-estar. Isso faz com que o tempo seja um bem imensamente precioso, porque o interesse pelo nosso bem-estar, depende do aproveitamento do tempo. Ele é precioso porque o nosso bem-estar nesse mundo depende do seu aproveitamento. Ele é precioso porque se não o aproveitarmos, nós correremos o risco de atrairmos pobreza e desgraça. Mas acima de tudo é importante porque a eternidade depende dele... de acordo com o nosso aproveitamento ou perda do nosso tempo, seremos felizes ou miseráveis na eternidade.

2. O tempo é muito curto, o que o torna muito precioso: A escassez de algum bem faz com que o homem coloque um grande valor sobre ele, especialmente se é uma coisa necessária de ser tida e sem a qual nao pode viver. O tempo é tão curto, e o trabalho que temos a fazer é tão grande, que não podemos desperdiçar nenhuma parte dele. O trabalho que temos que fazer para nos prepararmos para a eternidade deve ser feito no tempo, ou nunca será feito; e esta é um obra que envolve grande dificuldade e labor.

3. O tempo dever ser visto por nós como algo muito precioso. Porque sua continuidade é incerta. Nós sabemos que ele é muito curto, mas não sabemos quão curto ele é. Nós não sabemos o quão pouco nos resta, se um ano, ou muitos anos, ou apenas um mês, ou uma semana, ou um dia. Nao há nenhuma experiência que possa ser mais bem verificada do que essa.

Quanto mais muitos homens valorizariam seu tempo, se eles soubessem que tinham apenas uns poucos meses, ou uns poucos dias a mais nesse mundo; e certamente um homem sábio valorizaria seu tempo ainda mais... essa é a condição de milhares agora no mundo que agora gozam de saúde, e não vêem nenhum sinal do avanço da morte. Muitos, sem dúvida alguma, estão para morrer no próximo mês, e muitos morrerão essa semana, muitos morrerão amanhã e não sabem nada disso, e não pensam sobre isso. Quantos morreram fora dessa cidade num tempo ou outro, quando nem eles nem seus vizinhos viam nenhum sinal de morte uma semana antes. E provavelmente existem muitas pessoas agora aqui presentes, ouvindo o que eu digo agora, que vão morrer dentro de pouco tempo, e que não tem nenhuma percepção disso.

4. O tempo é precioso porque quando ele passa nao pode ser recuperado. O que é bem aproveitado não é perdido; embora o tempo por si mesmo se vá, o seu benefício permanece conosco. Cada parte do nosso tempo é como se fosse sucessivamente oferecida a nós, a fim de que possamos escolher se o faremos nosso o não. Mas se o recusamos, ele imediatamente é tomado, e nunca mais oferecido.

A eternidade depende do aproveitamento do tempo; mas quando o tempo de vida se vai, uma vez que a morte venha, nós não temos mais o que fazer com o tempo.

APROVEITAMENTO
Uso I. Auto-exame. Para levar as pessoas a considerarem o que fizeram com tempo. Quando Deus criou você e lhe deu uma alma racional, ele o fez para a eternidade; e lhe deu o tempo aqui a fim de prepará-lo para a eternidade. Considere o que você fez com o tempo passado. Existem muitos de vocês que podem muito bem concluir que metade do seu tempo já se foi. O seu sol já passou o meridiano. Quando você olha para o passado da sua vida percebe que foi numa grande medida vazio? Quanto pode ser feito em um ano? Para que propósito você gastou o seu tempo?

Uso II. Reprovação, para aqueles que desperdiçaram o seu tempo. A raça humana age como se o tempo fosse uma coisa que tivesse em grande quantidade, e tivesse mais do que precisa, e não sabe o que fazer com ele. Há muitas pessoas que deverão ser reprovadas com essa doutrina que eu agora vou particularmente mencionar:

Primeiro. Aquelas que gastaram grande quantidade do seu tempo em ociosidade. Suas mãos recusam-se trabalhar; e em vez de trabalhar, eles deixam sua família sofrer e eles próprios sofrerão. Muitos gastam grande parte do seu tempo em ociosidade e conversa não proveitosa.

Segundo. São reprovados pela doutrina aqueles que gastam o seu tempo em trabalhos ímpios, que não apenas gastam o seu tempo fazendo nada para nenhum propósito bom, mas gastam o seu tempo em propósitos maus. Eles ferem e matam a si mesmo com isso. Por isso, esses que tiveram a oportunidade de obter a vida, trabalham para a sua própria morte. Eles gastaram o seu tempo corrompendo e infectando as cidades e locais onde vivem. Alguns gastaram muito do seu tempo em contendas. Isso não é apenas perda de tempo, é a pior forma de abusar do tempo do que meramente desperdiça-lo. Eles não apenas desperdiçam o seu tempo, mas consomem o tempo de outros. Eles contraíram aqueles hábitos pecaminosos que tomarão tempo deles para serem mortificados. O pecado é um grande devorador de tempo.

Terceiro. São reprovados por essa doutrina, aqueles que gastam seu tempo em apenas propósitos mundanos, negligenciando suas almas.

O tempo foi dado para a vida na eternidade. Foi designado como um tempo de provação para a eternidade. Se os homens não aproveitam seu tempo para os propósitos da eternidade, eles o perdem.

Uso III. É uma exortação para aproveitarmos o tempo ao máximo.

Primeiro. Você é responsável diante de Deus pelo seu tempo. Tempo é um talento de Deus dado a nós. Ele estabeleceu o nosso dia, e esse dia não nos foi dado para nada – foi designado para algum trabalho.

Segundo. Considere quanto tempo você já perdeu. Você deve aplicar a si mesmo o mais diligentemente possível para o aproveitamento da parte de tempo que lhe resta, para que você possa viver como se fosse para remir o tempo perdido.

1. Sua oportunidade agora é menor. O seu tempo por mais longo que seja é muito pequeno e se o todo da sua vida é tão pequeno, quão pequeno é o que lhe resta.

2. Você tem o mesmo tipo de trabalho que tinha para fazer primeiro, e isso sob maiores dificuldades. Não apenas o seu tempo para trabalhar se tornou menor, o seu trabalho se tornou maior.

3. Você perdeu o melhor do seu tempo. Não apenas se foi o melhor, e ainda assim todo o seu trabalho permanece; e não apenas isso, mas com mais dificuldades do que nunca. Que loucura é uma pessoa se entregar ao desencorajamento, assim como negligenciar o seu trabalho porque o seu tempo é muito curto? Deus o chama para se levantar, e se aplicar ao seu trabalho

Terceiro. Considere como muitos valorizam o tempo quando estão perto do fim da vida.

Quarto. Considere aqueles que desperdiçaram todas as oportunidades para obterem a vida eterna, e foram para o inferno, que pensamentos você pensa que eles tem sobre a preciosidade do tempo?

Eu concluirei fazendo três advertências em particular.

1. Aproveite o seu tempo sem de nenhuma maneira atrasar.

2. Seja especialmente cuidadoso para aproveitar aquelas partes do tempo que são mais preciosas. O tempo santo é mais precioso do que o tempo comum. Esse tempo é mais precioso para o nosso eterno bem-estar. Portanto, acima de tudo, aproveite os seus domingos; e especialmente aproveite o tempo de adoração pública, que é a parte mais preciosa do tempo santo - o tempo de operações do Espírito de Deus é mais precioso do que qualquer outro tempo - esse é o tempo quando Deus está próximo. É o dia da salvação.

3. Aproveite seu tempo de lazer dos negócios mundanos. Você pode proveitosamente gastar o seu tempo em conversação com pessoas santas sobre coisas das mais alta importância, em oração e meditação, e lendo livros proveitosos. Você precisa melhorar cada talento... e oportunidade ao máximo, enquanto o tempo ainda perdura.



Fonte: http://palavraplena.typepad.com/accosta/2009/06/a-preciosidade-do-tempo.html

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Por quê o brasileiro lê pouco?


Raphael Soeiro

Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura, só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores.

“Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos”, diz Zoara Failla, do Instituto Pró-Livro. “Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio.” Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são analisados a fundo. Mas aí teria de mudar o vestibular, é isso já é outra história.



Fontes: Instituto Pró-Livro, ANL, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina, el Caribe, España y Portugal (Cerlalc).

Pensamentos soltos...


por Lya Luft

Como raramente cumprimos esses mandados, já ao levantar de manhã nos acompanha a sensação de que algo está errado conosco: dúvida e frustração. Somos severos cobradores das nossas próprias ações.

No esforço de realizar tarefas que talvez nem nos digam respeito, tememos olhar em torno e constatar que muita coisa falhou. Se falharmos, quem haverá de nos desculpar, de nos aceitar, onde nos encaixaremos nesse universo de exitosos, bem-sucedidos, ricos e belos? Pois não se permite o erro, o fracasso, nesse ambiente perfeito. Duro dizer “amei torto, ignorei meus filhos, falhei com minha parceira ou parceiro, votei errado, fracassei na profissão, não ajudei meu amigo, abandonei meus velhos pais e esqueci meus sonhos”.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Não Matarás: Em busca de uma cultura de PAZ...



por Ed René Kivitz



“Não matarás” é o sexto mandamento do Decálogo, que consta da Torah, Lei outorgada por Deus a Moisés como fundamento para a formação da identidade do povo, nação e Estado de Israel. A interpretação do imperativo de não matar deve ser feita no contexto da moldura da tradição judaico-cristã, e deve também levar em consideração o conjunto de princípios que a ele foram somados ao longo da saga do povo hebreu, incluindo a pessoa, vida e obra de Jesus de Nazaré e seus apóstolos.

SETE, SETENTA E SETE

A construção dos limites éticos e morais relativos ao trato da vida humana tem início no primeiro homicídio registrado no Gênesis, quando Caim mata seu irmão Abel. Mesmo antes da Lei Mosaica ser promulgada e conhecida, e mesmo antes do surgimento do Estado de Israel, estava claro que matar consistia pecado diante de Deus, que adverte Caim já afetado pela intenção homicida: “Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo” [Gênesis 4.7]. Consumado o pecado, Deus amaldiçoa Caim e o faz caminhar errante pelo mundo. Aterrorizado pela sua maldição, Caim reclama com Deus, que lhe faz promessas de preservação da vida: Disse Caim ao Senhor: “Meu castigo é maior do que posso suportar. Hoje me expulsas desta terra, e terei que me esconder da tua face; serei um fugitivo errante pelo mundo, e qualquer que me encontrar me matará”. Mas o Senhor lhe respondeu: “Não será assim se alguém matar Caim, sofrerá sete vezes a vingança”. E o Senhor colocou em Caim um sinal, para que ninguém que viesse a encontrá-lo o matasse.

A vida de Caim passa a valer a vida de sete homens. Não demorou para que a desproporcionalidade do valor da vida se desenvolvesse de maneira cruel: uma vida passa a ser vingada sete vezes e depois setenta e sete vezes. Lameque fala com suas mulheres e se vangloria de sua fúria e poder de destruir: “Disse Lameque às suas mulheres: “Ada e Zilá, ouçam-me; mulheres de Lameque, escutem minhas palavras: Eu matei um homem porque me feriu, e um menino, porque me machucou. Se Caim é vingado sete vezes, Lameque o será setenta e sete” [Gênesis 4.23,24].

OLHO POR OLHO

A Lei Mosaica aparece como um salto qualitativo na preservação da vida humana. Para normatizar e conter esse ciclo de extremada violência, a conhecida Lei de Talião vai estabelecer limites para a reparação dos danos causados nos conflitos sociais: “Se alguém ferir uma pessoa ao ponto de matá-la, terá que ser executado. Quem matar um animal fará restituição: vida por vida. Se alguém ferir seu próximo, deixando-o defeituoso, assim como fez lhe será feito: fratura por fratura, olho por olho, dente por dente. Assim como feriu o outro, deixando-o defeituoso, assim também será ferido. Quem matar um animal fará restituição, mas quem matar um homem será morto. Vocês terão a mesma lei para o estrangeiro e para o natural da terra. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês” [Levítico 24.17-22].

A Lei de Talião e sua famosa expressão “olho por olho, dente por dente” não é um incentivo à vingança, mas um instrumento de contenção da retribuição exagerada do dano sofrido. Não é uma legitimação da violência, mas uma forma de conter o ímpeto vingativo, que tende à desproporcionalidade do “sete vezes mais” de Caim e “setenta vezes mais” de Lameque. Aquele que teve um boi roubado não pode tomar todo o gado do vizinho, e quem teve um filho morto não matar toda a família do vizinho e ainda tocar fogo em sua fazenda. Esse é o significado da Lei de Talião: não permitir que a pena sofrida pelo infrator seja desproporcional ao dano que por ele foi causado.

NÃO MATARÁS

O sexto mandamento do Decálogo deve ser interpretado nesse contexto. Sua finalidade é estabelecer uma base para o ordenamento das relações sociais. A lei existe para normatizar a vida em sociedade e estabelecer limites para os direitos e obrigações de todos os que convivem e dividem um mesmo espaço. A força da lei está em sua penalidade. Por esta razão, fica também estabelecido que “quem mata, morre” (Êxodo 21.12).

Não são poucos os que acreditam que a partir de Jesus de Nazaré a Lei de Moisés perdeu seu valor. Isso equivale a um engano. Jesus mesmo advertiu: “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir” (Mateus 5.17), pois, se é verdade que “o homem não foi criado para o sábado, o sábado foi criado para o homem” (Marcos 2.27), não menos verdade que a lei tem por função promover o bem do homem individual e socialmente considerado e, por isso, não deve ser negligenciada.

A legimitidade da lei para a manutenção da ordem social é também afirmada pelo apóstolo Paulo: “Pois (a autoridade) é serva (sacerdote) de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva (sacerdote) de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal” (Romanos 13.4).

A OUTRA FACE

A compreensão do significado do mandamento “não matarás” recebe nova dimensão com a mensagem de Jesus:

“Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’ e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. “Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo”. (Mateus 5.21,22)

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra”. (Mateus 5.38,39)

Jesus oferece uma alternativa para a Lei de Talião e também para o mandamento de não matar. A perspectiva cristã aponta na direção do perdão e da reconciliação: “vá primeiro reconciliar-se com seu irmão”, e também da resposta não violenta: “virar a outra face”.

O apóstolo Paulo, que afirmou a lógica de Moisés quanto à necessidade da lei para a ordem social e legitimou a autoridade que porta a espada para coibir o mal e promover a justiça para o bem comum, também afirma a mesma lógica de Jesus:

“Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei” diz o Senhor. Ao contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. (Romanos 12.17-21)

André Chouraqui, linguista e tradutor da Bíblia, ao comentar a recomendação de Jesus no Sermão do Monte a respeito da não-retribuição do mal e da violência, afirma que “o homem perfeito ultrapassa as normas que garantem a ordem social: vive na oblação (oferta) de seu ser a IhvH (Deus), de quem ele reconhece a presença em toda criatura, daí sua renúncia”.

A LEI E O AMOR

Estamos diante de recomendações distintas e aparentemente conflitantes. A primeira, baseada na necessidade da lei, afirma que é legítimo que as autoridades atuem com vigor e até mesmo com o uso da força visando a coibir o mal e promover a justiça para o bem comum. A segunda, baseada na ética do amor, afirma que não devemos resistir o homem mal, sempre responder a violência de maneira pacífica, e jamais pagar o mal com o mal (revogação do “olho por olho, dente por dente” e da penalidade de morte para quem mata).

As duas abordagens podem ser conciliadas na compreensão de que a lei é fator determinante das relações sociais e o amor é fator determinante das relações pessoais. Parece simples, e de fato, bem usual que assim seja praticado. Por exemplo, a ética da lei recomenda que o assassino de uma criança seja julgado e condenado nos termos da legislação de sua sociedade (relação social). Mas, é recomendação da ética do amor que o assassino seja perdoado pelos pais da criança assassinada (relação pessoal).

A afirmação da ética do amor implica um salto qualitativo no coração e na consciência de quem a pratica, sendo essa a grande e extraordinária contribuição da tradição cristã à interpretação e aplicabilidade do mandamento “não matarás”.

MATAR, NÃO; AMAR, SIM

O sexto mandamento, não matarás, deve ser interpretado e aplicado no equilíbrio da ética da lei e da ética do amor. Abrir mão do valor, relevância e necessidade da lei é devolver a sociedade ao mundo de Lameque, quando a maldade do coração humano, ferido e aviltado pela violência e pela injustiça, promovia mais violência e mais injustiça, alimentando o ciclo interminável de vinganças. Abrir mão da ética do amor mantém o coração humano cativo do mal que lhe foi impingido: somente o perdão promove a reconciliação e a restauração do malvado, bem como a libertação e sanidade do vitimado e injustiçado.

À luz desse necessário equilíbrio entre a ética da lei e do amor, podemos afirmar quatro significados presentes nas entrelinhas do mandamento “não matarás”.

1. Não construirás uma sociedade que mata (diferença qualitativa do Egito)

A Lei é outorgada por Deus a Moisés imediatamente após a saída do povo hebreu do Egito. Um povo nascido e criado sob escravidão, oprimido pela força de um império inescrupuloso, está diante da possibilidade de construir uma nação e um projeto de Estado diferenciado em sua ética e seu culto. O mandamento “não matarás” adverte que o modelo do império dominador não pode ser reproduzido, e que a vida humana, e sua equivalente dignidade, deve ser preservada.

2. Não agirás movido pelo ódio (o ódio é péssimo senhor da razão)

Na base da vingança estão o ódio, a mágoa e o ressentimento. Os atos de vingança retribuem o mal com mal ainda maior. Uma consciência ferida e machucada pela violência sofrida é uma péssima senhora da razão.

3. Não farás justiça com tuas próprias mãos (a consciência ferida é um péssimo tribunal)

Assim como a consciência ferida é péssima senhora da razão, também é um péssimo tribunal. Não é possível julgar com justiça quando o juízo é guiado pelo sofrimento e pela dor.

4. Não assassinarás

O consenso dos intérpretes bíblicos faz distinção entre matar e assassinar. Matar em legítima defesa, em estado de necessidade ou no estrito cumprimento do dever legal, para defender a vida contra o mal e a violência, é diferente de assassinar. Assassinar seria, portanto, matar tendo o ódio como motivação, matar por vingança ou para “fazer justiça com as próprias mãos”. Por exemplo, o soldado que mata o bandido que troca tiros com a polícia , mata, mas não assassina; diferentemente do soldado que executa o bandido rendido e com mãos na cabeça. O soldado que executa o bandido se arvora como tribunal, júri e executor da pena, e coloca-se acima da lei e do Estado de Direito.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na cruz do Calvário e no corpo ensanguentado de Jesus Cristo vemos a face de um Deus que, entre matar e morrer, escolhe morrer. Tal expressão de amor é o imperativo ético para todo aquele que deseja seguir os passos de Jesus, o Príncipe da Paz.



Fonte: http://forumcristaoprofissionais.com/

Você precisa assistir a este vídeo para entender a juventude de hoje. Simplesmente fantástico e realista...

domingo, 28 de novembro de 2010

Fome ainda atinge 11,2 milhões no País...


por Felipe Werneck, no Estadão:

Pelo menos 11,2 milhões de brasileiros passavam fome ou estavam sob risco iminente de não poder comer por falta de dinheiro, aponta o IBGE no estudo Segurança Alimentar, com dados de 2009. Na primeira edição da pesquisa, em 2004, o número era de 14,9 milhões. São 3,7 milhões de pessoas a menos em "situação de insegurança alimentar grave", uma queda de 24,8% em cinco anos. No período, a população do País aumentou 5,5%.

O estudo divulgado ontem foi feito em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Para o IBGE, o impacto do Bolsa-Família foi o principal fator para a redução do número de brasileiros que passam fome. O aumento do salário mínimo seria o segundo motivo.

"A queda foi muito importante, mas ainda há 11,2 milhões de pessoas que precisam ser vistas e cuidadas", diz a gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, Maria Lucia Vieira. "O objetivo é eliminar essa preocupação".

O secretário executivo do ministério, Rômulo Paes de Sousa, avalia que "o ganho foi excepcional para um período tão curto". Segundo ele, o objetivo do governo é acabar com a fome no País, mas a "supressão completa desse temor leva tempo". Para Sousa, a permanência de mais de 11 milhões de pessoas na situação grave deve ser relativizada. "A questão da insegurança alimentar aparece inclusive no país mais rico do mundo, os Estados Unidos", afirma. "Quando comparamos o Brasil com países que têm economia semelhante e investimento também em política social, como o México, a nossa situação é muito mais favorável", argumenta.

Segundo a pesquisa, apenas 65,8% dos brasileiros estavam em condição de segurança alimentar em 2009, ante 60,1% em 2004. Ou seja, no ano passado mais de um terço da população (34,2%) estava em situação de insegurança. São pessoas que apresentavam alguma restrição alimentar ou, pelo menos, preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição por falta de dinheiro para comprar comida. Esse grupo se dividia em três categorias: 20,9% com insegurança leve, 7,4% com moderada e 5,8% na situação grave (11,2 milhões de pessoas). Do total na última classificação, 1 milhão eram crianças de 0 a 4 anos. Em 2004, a situação grave atingia 8,2% da população.

O representante do ministério citou dados do México para afirmar que, lá, 62% encontram-se em situação de insegurança alimentar (leve, moderada e grave). "Nos EUA, a insegurança alimentar moderada e grave era de 5,7% em 2008, antes da crise", afirma Rômulo. "A informação que temos é que a situação piorou em função da crise, por causa do aumento do desemprego."

O IBGE aponta forte associação entre condição alimentar e rendimento das famílias: 58,3% dos domicílios do País na situação de insegurança moderada ou grave tinham até meio salário mínimo per capita ou nenhum rendimento. O estudo também mostra que os porcentuais de insegurança alimentar são mais altos nos domicílios com maior densidade por dormitório.

A gerente da pesquisa ressalta que a redução ocorreu principalmente nos domicílios onde havia crianças, na região Nordeste e na área rural. "O foco do Bolsa Família são domicílios com limitação de renda e com crianças", explica ela. "Se o programa social estiver sendo encaminhado adequadamente, o impacto deve ter sido até mais importante do que o do salário mínimo", diz Maria Lucia.

O IBGE aplicou um questionário com 14 perguntas sobre insegurança alimentar nos domicílios investigados na Pnad. As respostas foram dadas com base na experiência dos entrevistados nos três meses anteriores. Não foi calculado, porém, o porcentual de famílias com insegurança alimentar que eram atendidas pelo Bolsa Família em 2009.

Revisão. O diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Francisco Menezes, defendeu uma "revisão permanente" do benefício do programa. "Acho que o Bolsa Família teve papel grande, porque existem famílias que não têm renda ou ela é muito baixa. Nesse sentido, está bem focado. Mas hoje o valor médio transferido é de até R$ 94, ainda abaixo da linha de pobreza extrema", avalia.

"Defendo uma revisão permanente. Hoje, isso ocorre às vezes. Deveria ser tal como é com salário mínimo, a cada ano. Ainda não é suficiente, mas ajuda muito." Para Menezes, o resultado do estudo mostra que o "progresso foi muito significativo, porque não é fácil fazer a redução".

"Vejo com esperança quando a presidente eleita diz que o foco principal dela vai ser enfrentar a pobreza extrema. Isso é factível, mas vai exigir não só continuidade dessas políticas como capacidade de integração cada vez maior para que se possa de fato erradicar a insegurança alimentar grave."

Tanques, Copa do Mundo, Olimpíada… Ou: poeta da paz vira lírico do tanque de guerra...


por Reinaldo Azevedo

Eu compreendo o esforço do governo federal, do governo estadual e, sim, da imprensa para evidenciar ao mundo que se está fazendo, no Rio, a opção pela ordem e que a bandidagem será vencida. O trabalho é hercúleo: além do narcotráfico, há as milícias, que têm tudo para ser outra questão incontornável dentro de alguns anos. Longe de mim achar que é tarefa fácil levar estado a essas áreas. Sei que não é. Mas se pode fazer isso do modo certo e do modo errado. O que me incomoda, e muito!, é que o governo do Rio e a Secretaria de Segurança Pública, ao colher os efeitos de seus erros, estejam sendo tratados como visionários de uma nova ordem. Isso é simplesmente mentira!

Beltrame tem de explicar por que se prendem quase 200 supostos soldados do narcotráfico em menos de uma semana e não se prendeu praticamente ninguém durante a instalação das tais UPPs; ele tem de explicar por que se apreendem duas toneladas de drogas em cinco dias e nem um papelote de pó ou um a trouxinha de maconha durante meses. Qual é?

Sim, teremos Copa do Mundo e Olimpíada pela frente. São eventos gigantescos, que mobilizam interesses bilionários. Como falhou o marketing da “ocupação humanista das favelas” — limpinha e sem efeitos colaterais —, então se opta pelo padrão “lei & ordem”. E o governo federal se apressou em dar uma resposta. Sem as disputas, estaríamos amarrados àquela cascata de sempre, que sustenta a origem social da violência e bobagens afins.

Antes, Cabral fazia poesia sem dar um tiro. Como lembrei num post de ontem, o Ministério do Turismo até deu início a um programa para transformar favela pacificada em atração… Sinceramente? Acho que isso desrespeita mais o pobre do que o próprio narcotráfico. É uma espécie de tráfico da dignidade alheia, sabem? O poeta da paz se tornou o lírico do tanque de guerra.

Proposta de Rendição...



COMUNICADO – RIO DE PAZ



O Rio de Paz, movimento da sociedade civil, que luta pela redução de homicídio no Brasil, vem por meio desse comunicado, propor às autoridades públicas do Estado do Rio de Janeiro, que seja feita uma proposta de rendição aos narcotraficantes que se encontram na comunidade do Complexo do Alemão, dando-lhes um prazo para deporem literalmente as armas e entregarem-se à polícia, antes que haja a provável operação policial que está para ocorrer, cujo objetivo é libertar aquela localidade do domínio territorial armado de uma facção criminosa.

Os motivos desse pedido relacionam-se aos seguintes fatos:

1. O possível efeito emocional e dissuasório da ação inédita, realizada no dia de ontem, pelas forças policiais em parceria com a Marinha brasileira, sobre a vida dos membros da facção criminosa que atua naquela localidade.

2. A preservação de centenas de vidas, uma vez que, a probabilidade de banho de sangue é concreta, caso haja resistência por parte dos narcotraficantes. O Rio de Paz quer evitar, entre outras coisas, cenas de pais e mães carregando no colo corpo ensangüentado de filho morto.

3. O aspecto moral da questão. Oferecer-lhes a proposta de rendição, que preservaria vidas humanas, é atitude que melhor se harmoniza ao espírito que deve reger as relações humanas no Estado Democrático de Direito.


O Rio de Paz ressalta o êxito das decisões tomadas pela Poder Público, após a crise que se estabeleceu no campo da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro: A Vila Cruzeiro foi retomada sem derramamento de sangue; O extenuante trabalho das nossas polícias na tentativa de restabelecer a ordem pública; A conjugação de esforços com as forças armadas brasileiras; e O compromisso com a transparência, com todas as autoridades da área de segurança, colocando-se à disposição dos meios de comunicação para que a sociedade receba esclarecimento.

O Rio de Paz entende que, em momento tão crucial da história da nossa cidade, a população deve estar ao lado do seus governantes, para que seja debelado o problema histórico e crônico do terror impingido pelas facções criminosas. Não é momento para divisões. A vitória do Estado é a vitória de toda uma sociedade, que está farta da barbárie e de enterrar seus mortos.

O mundo está de olho no Rio de Janeiro, torcendo para que encontremos solução para a crise da segurança pública, mas atento a fim de saber se o nosso procedimento será de povo civilizado. Estamos diante de grande aceno à democracia: nunca tantos anelaram pela vitória sobre o crime organizado. Estamos diante de grande ameaça à democracia: nunca tantos quiseram a vitória sobre o crime organizado a qualquer preço. A mínima possibilidade de vitória sem derramamento de sangue impõe o dever imperioso de darmos chance à solução pacífica. Pode parecer romântico, mas antes de tudo trata-se de uma demanda da razão e do amor”, declara Antônio C. Costa, presidente do Rio de Paz.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Uma paixão enorme por Jesus Cristo, o Nazareno...


Já ouvi várias posições teológicas e esclarecimentos acerca da cruz de Cristo. Alguns dizem que é a ponte. Outros que é a ligação de Deus com terra, por ser vertical.

Olho para a cruz e vejo as mãos estendidas de Jesus. Estendidas para o pecador. A mão de Jesus segura a do pecador e a outra segura a do Pai. Desta forma Jesus mantém o pecador ligado ao Pai.

As mãos estendidas de Jesus inspiram grandes artistas. Esta imagem revela beleza deste ato tão singelo. Não era médico, mas curou os doentes. Não era advogado, mas conhecia a Lei. Não foi escritor. Não conheceu livros, nem compôs poemas. A única sentença que escreveu foi uma linha sobre a areia, que desapareceu no mesmo dia.

Jesus influiu sobre o maior número de vidas do que todos os escritores juntos. A história da sua vida impactou nações. As palavras de Jesus tornaram-se o tema de milhares de sermões. As palavras de Jesus refletiam beleza, significado e graça.

As palavras de Jesus são jóias literárias. Shakespeare, Milton e Emerson curvaram-se diante de sua presença.

Jesus Cristo é a mais alta Personalidade, incorporando os mais altos ideias de todas as profissões e vocações. Ele é a síntese do melhor, o ápice do mais alto, a sumidade do mais elevado, o superlativo do supremo.

Em Jesus os homens das mais diversas profissões, vocações, raças, posições e classes vêem melhor. Aí está por que Jesus abrange a todos. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Na pessoa de Jesus o homem encontra a resposta para os seus problemas, a satisfação para os seus desejos, o desfrutar de suas lutas, o gozo de seus sonhos, a realização de seus apetites e a harmonia de sua alma.

Ele é o Amigo dos pobres. Curador do doente. O Mestre perfeito. O Filósofo incomparável. O Ideal dos ideias. O Rei dos reis. Mas acima de tudo isto – ele é o glorioso e o magnificente redentor.

Jesus é a única pessoa que aparece no cenário da história, a qual não pode ser melhorada. Todo homem na história, não importa a sua capacidade, poderia ser aperfeiçoado. Qualquer pessoa que tenhamos encontrado na nossa experiência, seja o mais admirável dos homens, pode ser melhorado.

Jesus, O Nazareno, a quem ninguém poderá adicionar qualquer coisa no sentido de melhorar a sua vida, a sua mente, a sua ética. Em Jesus Cristo tem um Ser a quem os nossos corações e mentes, e vontades podem dizer: Venha o teu reino, faça-se a tua vontade [Mateus 6.10].

sábado, 20 de novembro de 2010

Universidade Mackenzie: Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa...



A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O fim do Cristianismo no Oriente Médio?

O bombardeio brutal de uma igreja em Bagdá pode ser a gota d'água para sua comunidade minoritária de dois mil anos.



Gritando "Matar, matar, matar," homens-bomba do Estado Islâmico do Iraque, uma organização militante ligada à Al Qaeda no Iraque, invadiram uma igreja caldeia em Bagdá, no domingo. Um porta-voz do grupo alegou posteriormente que eles o fizeram para "acender o pavio de uma campanha contra os cristãos iraquianos." A queixa mais premente dos invasores parece relacionada a uma exigência de que duas muçulmanas, supostamente mantidas contra sua vontade em monastérios coptas egípcios, fossem liberadas. Quando forças do governo iraquiano tentaram libertar aproximadamente 130 paroquianos que tinham sido feitos reféns, os terroristas - que já tinham matado a tiros alguns dos fiéis - detonaram seus cinturões e granadas, massacrando pelo menos metade da congregação.

Mas o massacre em Bagdá é apenas o exemplo mais espetacular da discriminação e perseguição crescentes às comunidades cristãs nativas do Iraque e do Irã, as quais agora estão em meio a um êxodo maciço, sem precedentes na época moderna, enquanto enfrentam uma maré montante de militância islâmica e chauvinismo religioso varrendo a região.

Os cristãos são o maior grupo religioso minoritário não-muçulmano, tanto no Iraque como no Irã, com raízes no Oriente Médio que remontam aos primeiros dias da fé. Alguns seguem a Igreja Ortodoxa Apostólica Armênia. Outros filiam-se à tradição siríaca de 2 mil anos, representada principalmente pela Igreja Católica Caldeia do Iraque e por falantes de aramaico, geralmente conhecidos como assírios, tanto no Iraque como no Irã.

Líderes muçulmanos iranianos e iraquianos afirmam que as minorias religiosas de seus países são protegidas. Em setembro, o ex-presidente iraniano, o Aiatolá Akbar Hashemi Rafsanjani, reassegurou ao patriarca da Igreja Assíria do Oriente de que no Irã as minorias religiosas são respeitadas e protegidas. Entretanto, os membros das denominações cristãs, bem como seus pares judaicos, zoroastristas, mandeanos e bahá'ís, não se sentem seguros. Um membro do Conselho Nacional de Igrejas no Irã, Firouz Khandjani, lamentou em agosto: "Estamos sofrendo a pior perseguição" em muitas décadas, incluindo a perda do emprego, das casas, das liberdades e de vidas," ele diz."Temos medo de perder tudo."

No Iraque, as comunidades cristãs caldeia e assíria têm testemunhado uma violência crescente da parte dos muçulmanos contra seus bairros, filhos e locais religiosos, desde a invasão dos Estados Unidos. Nem os pastores estão a salvo - dois morreram no recente ataque a bomba em Bagdá; muitos foram mortos por iraquianos sunitas e xiitas, desde 2003. No Irã, outros clérigos, incluindo membros das igrejas armênia, protestantes e católica, vêm sendo presos, sequestrados, mantidos em cárcere, torturados ou mesmo sumariamente executados há três décadas.

"Muitos cristãos de Mosul têm sido sistematicamente visados e não se sentem mais seguros lá," disse Laurens Jolles um representante da UNHCR (agência de refugiados da ONU) em 2008, depois que mulheres caldeias foram estupradas enquanto seus maridos, inclusive o arcebispo Paulos Faraj Rahho, eram torturados e mortos, num aviso aos cristãos para abandonarem suas casas e empregos. No Irã, clérigos cristãos tem sido o alvo - Tateos Mikaelian, um dos pastores mais graduados da Igreja Evangélica Armênia de São João, em Teerã, foi assassinado em 1994, bem como o bispo Haik Hovsepian Mehr, que liderava a Igreja das Assembléias de Deus.

Por que os cristãos? Das muitas justificativas oferecidas pela Al Qaeda, outros grupos fanáticos do Iraque e mulás linha-dura do Irã, uma é a mais repetida: os cristãos indígenas são representantes dos "cruzados" ocidentais. Já em 1970, o Aiatolá Ruhollah Khomeini emitiu uma fatwa acusando os cristãos do Irã de "trabalharem com americanos imperialistas e governantes opressores para distorcer as verdades do Islam, desencaminhar os muçulmanos e converter nossos filhos." Temendo uma reação contra suas vidas e instituições, os cristãos têm feito esforços para provar sua lealdade, como quando assírios iranianos escreveram em setembro ao líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, denunciando os cristãos americanos que desejavam queimar Corões como "inimigos de Deus."

Mas as raízes do declínio cristão no Oriente Médio remontam a séculos. No Irã, a intolerância contra todas as minorias não-muçulmanas teve uma forte guinada negativa do século 16 em diante, com a xiitificação do Irã pela dinastia Safávida. O século XX testemunhou pogroms contra armênios, assírios e gregos cristãos no Império Otomano e noroeste do Irã. Sob os xás Phalavis, os assírios, armênios, judeus, zoroastristas e bahá'ís reconquistaram alguns de seus direitos e chegaram a representar os elementos de modernização da sociedade do século 20. Mas a Revolução Islâmica de 1978 ceifou todos estes avanços. O preconceito e a opressão agora ocorrem com impunidade.

Os números falam por si: A população de não-muçulmanos no Irã caiu em dois terços ou mais, desde 1979. Do Irã, estes grupos fogem para a Turquia e Índia - muitas vezes com risco das próprias vidas, através das regiões de fronteira assoladas pela violência, entre o Iraque e o Paquistão. O número de cristãos assírios no Irã encolheu de 100 mil, em meados dos anos 70, para aproximadamente 15 mil hoje, mesmo a população do país tendo saltado de 38 milhões para 72 milhões durante o mesmo período. No Iraque, os cristãos estão fugindo em multidões. Estatísticas da ONU indicam que 15 por cento de todos os refugiados iraquianos na Síria sejam de origem cristã, embora representassem apenas 3 por cento da população quando as tropas dos Estados Unidos entraram, em 2003. O Alto Comissariado para Refugiados da ONU estima que entre 300 000 e 400 000 cristãos foram forçados a deixar o Iraque desde 2003. E os cristãos saem porque a mensagem dos militantes sunitas e dos aiatolás xiitas é cristalina:"vocês não têm futuro aqui".

Agora há uma alarmante possibilidade de que não haverá significativas comunidades cristãs no Iraque ou no Irã por volta do fim do século. Os governos nacionais e das províncias, as organizações muçulmanas patrocinadas pelo governo e os grupos islâmicos radicais estão se apossando das escolas, dos centros de reunião, dos locais históricos e das igrejas dos cristãos. Incentivos pessoais e econômicos são oferecidos aos que aderem ao Islam. Mês passado, o Vaticano promoveu um grande evento para encontrar meios de aliviar esta crise, observando que "os cristãos merecem ser reconhecidos por suas contribuições inestimáveis (...) seus direitos humanos devem ser respeitados, inclusive o direito à liberdade de culto e à liberdade de religião."

Há uma tênue luz de esperança. Em 5 de agosto, o Senado americano aprovou a Resolução 322, que expressa preocupação com as minorias religiosas do Iraque. A rápida, embora mal-sucedida tentativa do governo iraquiano de resgatar os reféns cristãos, neste domingo, parece ter sido em resposta à pressão americana - nenhuma intervenção oficial iraquiana havia ocorrido em ataques anteriores.

No Irã, entretanto, a perseguição aos cristãos continua sem dar trégua. Dois pastores evangélicos, presos em operações repressoras após as eleições presidenciais, podem ser condenados à pena de morte. Um pastor assírio foi preso e torturado em fevereiro de 2010 e também será julgado.

A resolução do Senado observou que "ameaças contra as mais diminutas minorias religiosas (...) ameaçam (...) uma sociedade diversa, pluralista e livre," palavras também aplicáveis, em sua total extensão, ao Irã. Será que o governo de Mahmoud Ahmadinejad vai ouvir este apelo? É duvidoso. Mas uma coisa é certa: Se o mundo não defender a liberdade religiosa aberta e vigorosamente, ele, Ahmadinejad, não precisará fazê-lo.





Eden Naby é historiador cultural do Oriente Médio. Ela lecionou na Universidade de Wisconsin e na Universidade de Harvard. Seu livro sobre os cristãos assírios será publicado em 2011.

Jamsheed K. Choksy é professor de Estudos Iranianos e Internacionais na Universidade de Indiana e membro do Conselho Nacional de Humanidades.



Fonte: http://www.midiasemmascara.org/

Confissões de Uma Ex Esposa de Pastor...




Por Uma Menina do Reino



Ela tinha 20 e ele 27 anos.


Ambos não sabiam que o outro existia.


Ela, nova convertida e cheia de alegria por ter sido encontrada pelo Caminho, pela Verdade e pela Vida.


Ele, não lembro exatamente agora, onde estava.


Ela veio a conhecer o mundo evangélico depois da sua compreensão da Verdade, que foi acontecendo enquanto caminhava pela vida, à sós com Deus. Deus a encontrou fora de qualquer religião, isso para ela é como um troféu. Tudo simples, apenas ela, o Evangelho e o Espírito.


Dois anos se passaram.


Ambos encontraram-se, então, numa pequena congregação que logo depois se tornou “igreja”, pois passou a preencher os requisitos requeridos no Manual Legislativo da denominação da qual havia passado a ser membro.


Ele, pastor denominacional e de família protestante “da mais alta linhagem teológica”, de 3º ou 4º geração, enfim, um invejável pedigree.


Ela, uma “trabalhadora de última hora”, ex-católica não praticante, sem família no ambiente religioso evangélico.


Ele, pastor formado em excelentes instituições, o totem da sua família.


Ela, a uma-boca-a-mais-na-mesa de uma família toda arrebentada, pais separados, mas, que na busca sedenta por Deus, com Ele encontrou-se aos 20 anos.


Ele e ela encontraram-se.


Em pouco tempo, casaram-se.


Ela...


Ela ainda acredita que apesar dos enganos da Religião, casou por amor.


Ele...


Não sei ao certo. Talvez tenha casado com ela pela cruel pressão psicológica que uma comunidade religiosa exerce sobre um pastor com quase 30 anos, ainda solteiro.


Ela tornou-se, então, uma nova convertida chamada por todos de Esposa-de-Pastor.


Esse foi seu único nome por muito tempo.


Ela, bem...


Ela nunca conseguiu deixar-se formatar pelo modelo de esposa-de-pastor.


Assim...


A comunidade religiosa não a aceitou. Começou a oprimi-la desde o início, houve uma rejeição coletiva da pessoa dela por ela não enquadrar-se nos padrões do que deve ser uma esposa-de-pastor segundo os moldes desse mundo evangélico doente.


Ela não conseguia entender simplesmente nada do que acontecia, as hostilidades gratuitas, os gritos agressivos em público contra ela, o fato de ser pauta na reunião do conselho da igreja por não conseguir estar presente sempre, as humilhações de senhoras em reuniões de senhoras.


Angústias profundas e ela adoeceu seriamente. Deprimiu-se com o fardo pesado que as pessoas da religião colocaram sobre seus ombros. Os domingos, que antes eram alegres, tornaram-se sufocantes, cheios de ansiedade, febres e outras somatizações.
Ela perdeu a alegria e ele também.


Ela...


Quanto mais deprimida ficava, mais humilhada era, pois correspondia cada vez menos às expectativas dos membros da “igreja” que tem a fixação de que mulher de pastor tem que ser, pelo menos, presidente de alguma sociedade feminina, pois isto “... a tornará mais feliz!”, era o que para ela diziam.


Ela refugiou-se no trabalho com crianças.


Ele, que sempre foi mais ele-pastor do que ele-mesmo, pois ser pastor era algo a que ele apegou-se mais do que ser ele próprio em primeiro lugar, perdeu-se de si mesmo diante dos olhos dela.


Ele deixou-se ser consumido pela instituição, que é pesadíssima e opera de maneira diametralmente oposta à simplicidade da proposta do Evangelho.


Ela, para minimizar tensões no lar, ouvia calada no café da manhã, no almoço, no jantar e em todas as horas do dia as lutas do pastorado dele, que giravam quase sempre em torno da burocracia da denominação, litígios no meio da comunidade e tribunais eclesiásticos, enfim, até a alma dela fadigar.


Ela adorava quando o dia terminava, pois ficava a sós com Deus buscando um pouco de alívio.


Ela chorava, pois via tudo desmoronar.


Ele foi adoecendo da doença chamada Religião sob os olhos dela e ficando uma pessoa cada vez mais agressiva.


Ela percebeu. Advertiu-o sobre o cultivar do amor entre eles. Ele não ouvia mais. Estava absorvido por tudo que dizia respeito à Santa Madre Igreja Protestante.


Ele tornou-se por dentro seco e frio como a Constituição da denominação à que servia, e servia como quem serve a um ídolo.


Ele, cujo Nome Próprio havia se tornado cada vez mais em Sr. Pastor-Ordenado-da-Igreja-Tal, não tinha paz em um segundo de sua vida.


Ela sempre questionou o que via e ouvia, e, calada e em oração, conferia coisa com coisa no coração.


Ela foi tornando-se cada vez mais convicta de que havia algo errado, pois não havia o Amor em nenhum lugar na “igreja” da qual ele era pastor, modo simples de aferição das coisas dado pelo Mestre, Amor, que é a marca da comunidade dos discípulos de Jesus.


Ela viu que tudo aquilo era antítese do Evangelho de Jesus e disse para si mesma observando, um certo dia, o ajuntamento de pessoas que apenas digladiavam-se o tempo todo no dia a dia da vida comunitária, e causavam danos umas às outras:


“Ou eu pago o preço alto e faço a ruptura com tudo isto aqui, e mantenho minha lucidez, ou me torno mais uma nessa linha de produção de gente adoecida e diluída na personalidade.”


Ele adoecia cada vez mais e era cada vez mais agressivo com ela. Ela passou a temer a companhia dele.


Ela havia cansado de lutar sozinha para manter acesa a última fagulha de sentimento que ainda existia.


Ele, adoecido, humilhava-a.


Ela estava traumatizada e sua alma em ruínas.


...


Tudo acabou.


Ambos seguem seus caminhos sozinhos.


Ela recupera devagar a alegria por ter sido encontrada pelo Caminho, pela Verdade e pela Vida. Tem o Evangelho, somente, como lâmpada para os pés e luz para o seu caminho.


Ela quase não tem notícias dele.


Ele, ouvi falar, estava novamente falando de um púlpito para algum ajuntamento de gente, pela denominação que lhe dá Nome e Sobrenome.



Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/11/confissoes-de-uma-ex-esposa-de-pastor.html

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Calvinismo não é a questão, Regeneração é | Paul Washer

Uma nova terminologia para ignorar a história da teologia...



Leio os jornais e revistas e percebo a variação de modas e estilos de vida. As propostas variam de acordo com o freguês. Algumas modas vão e vem. Outras passam rapidamente e são esquecidas. Estilistas na sua criatividade tentam reinventar algo do passado com alguns aspectos modificados para ter uma aparência mais moderna.

Leio as obras teológicas e os pensamentos dos novos teólogos modernos. Infelizmente não há diferença com o estilo do mercado da moda.

Está em debate a chamada teologia da Missão Integral da Igreja. Ora, a missão da igreja nunca foi integral? Somente agora a igreja preocupa-se com a totalidade da vida humana e a realidade de toda criação? Não. Grande engano quem defende isto. Pensar desta forma é ignorar toda contribuição que nos foi legada por nossos pais na fé.

Ouvir o discurso da Missão Integral na boca de alguns teólogos leva-me a pensar que a roda foi inventada agora. São pessoas inteligentes que utilizam deste discurso. Tenho certeza que conhecem a história, mas não a valorizam. Martyn Lloyd-Jones disse num encerramento de uma conferência teológica em 1969 sobre a possibilidade de se aprender com a história. O notável filósofo alemão Hegel chegou a afirmar que o que aprendemos da história é que não aprendemos nada com a história. Isto é um fato.

Temos uma nova terminologia para ignorar a história da teologia. A proposta da Missão Integral é boa. Não estou desfavorecendo a sua reflexão. Apenas não concordo de que este conceito seja novo. Não concordo sobre a desvalorização da história. Não aceito a possibilidade de rejeitar aqueles que mudaram a visão do mundo ocidental por suas inúmeras contribuições a favor da humanidade.

PENSAMENTO CRISTÃO REFORMADO SOBRE A POLÍTICA

A igreja entende que a sua ligação com o estado é zero. Sim, mas a igreja não pode estar em momento algum isenta de toda movimentação socioeconômica do país. Principalmente quando se trata do futuro da nação. A eleição de um tirano deve mobilizar a igreja para uma atitude radical para conscientizar a população dos riscos que virão.

O estado está para beneficiar o povo. Numa compreensão teológica, o estado é instituído por Deus para governar a sociedade visando o seu bem-estar. Um governo que não atende as necessidades básicas do povo, não pode ser considerado um governo real.

O homem foi criado para a paz e uma vida boa, mas o pecado maculou o maravilhoso propósito de Deus. A idéia de um poder constituído é exatamente trazer a ordem da criação. No plano de Deus não haveria na terra desigualdades sociais, exploração, guerra, mas harmonia e justiça. Seria uma terra sem estratificação social e nem fronteiras nacionais. A terra de Deus era uma terra para os homens, com todos nela trabalhando e dele se beneficiando, sem egoísmos privativistas.

A verdadeira teologia bíblica é bem clara sobre isto. Ela se opõe contra todo sistema opressor. Não é o povo que os serve, mas o governo e toda a sua política estão para o serviço do povo. Um Estado que não é servo do povo não pode ser legitimado. A pessoa que chega ao poder e perverte o direito do cidadão pode ser considerado ditador e um governo diabólico.

Os cristãos de hoje não olham com atenção devida para os fatos sociais que os nossos pais na fé olharam. Neste sentido Nietzsche está certo em criticar os cristãos com o ideal de duplicação de mundos. A visão bíblica cristã de hoje abre mão deste mundo em busca de um mundo superior. Isso nada mais é que uma inversão de valores. O modelo sócio-político-econômico da legislação mosaica, vontade de Deus, nos aponta um dinamismo existencial, uma possibilidade concreta de, no aqui e agora, vivermos algo do reino e de seus valores. O povo de Deus deve assumir a sua humanidade, criando instituições sociais adequadas.

Deve ficar bem claro que o cristão não foi criado para o céu, mas para a terra. A experiência do reino messiânico é para uma terra transformada, onde a vida possa ser vivida em sua plenitude e integralidade.

COMPREENSÃO DA TEOLOGIA REFORMADA SOBRE O SER HUMANO E A SOCIEDADE

A história da humanidade mostra o quanto o homem desconsidera o seu próximo. O ser humano tem uma capacidade de ver no outro um inimigo. Não entende que é parte com ele em tudo na criação. Falta esta compreensão de organismo vivo. Todos interligados.


Os teólogos e pastores do passado entendiam a vida social baseada na interpretação bíblica. Todo tipo de engajamento visava cumprir o mandamento divino – zelar, cuidar, honrar e respeitar a vida humana e tudo o que implica o bem-estar do homem.

A Reforma Protestante ocorrida no século XVI não foi somente um movimento espiritual e eclesiástico. Teve também aspectos e dimensões políticas e sociais. Existiu uma preocupação com o tema social e o valor da vida humana.

Zwínglio abriu um asilo para todos os indigentes enfermos. Aconteceu uma reforma social em que o ser humano foi o alvo. Em 1520, um decreto do Conselho Zuriquense reorganiza a assistência. Os donativos e contribuições foram centralizados e distribuídos por funcionários juramentados. Após a uma supressão, em 1525, dos conventos, os bens destes eram destinados ao atendimento dos pobres em suas necessidades. A mendicância é proibida e o asilo recebe, além de pessoas enfermas, os indigentes, a quem se distribuem recursos em dinheiro e em espécie. Instala-se uma rouparia e todos os dias às primeiras horas da manhã, um caldeirão já estava à disposição de quantos desejassem um prato de sopa. Em cada bairro, havia um eclesiástico e um leigo para obter as informações necessárias e coletavam os donativos. Sopas populares foram instituídas para os estudantes necessitados. As igrejas e paróquias rurais assumiam o cuidado de seus indigentes e não fazê-los buscar auxílio em outros lugares. Deve ser destacado para a memória de Zwínglio, que ele foi o responsável da abolição da servidão nos campos, no tempo da guerra dos camponeses, e a destinação dos dízimos aos indigentes e aos enfermos. Já no dia 10 de agosto de 1535 havia o Conselho decidido fazer um inventário dos bens eclesiásticos. No dia 29 de novembro, Zwínglio decreta a fundação de um Hospital Geral, que se implanta no antigo convento de Santa Clara. Esta instituição de assistência é dotada dos rendimentos dos sete hospitais e asilos antigos, de todas as igrejas, capelanias, paróquias, mosteiros e confrarias.

Calvino espelhou-se na obra realiza em Zurique e aplicou em Genebra o mesmo feito. Em 1535, é fundado o Hospital Geral, destinado a dar assistência aos enfermos, aos pobres, aos órfãos e aos idosos. Durante a terrível peste bubônica que devastou Milão, o amor heróico do Cardeal Borromeo distinguiu-se brilhantemente na coragem que ele manifestou em suas ministrações aos moribundos; mas durante a peste bubônica, que no século XVI atormentou Genebra, Calvino agiu melhor e mais sabiamente, pois não apenas cuidou incessantemente das necessidades espirituais dos doentes, mas ao mesmo tempo introduziu medidas higiênicas até então incomparáveis, pelas quais as ruínas da praga foram interrompidas. Depois, em consideração à penúria de víveres, a pobreza de uma parte da população e a avareza de outra, medidas de ordem econômica foram tomadas imediatamente contra o monopólio e a especulação para colocar os produtos básicos da alimentação ao alcance de todas as pessoas.

O protestantismo de tradição reformada alfabetizou o homem da sua época, dando-lhe acesso a um mínimo de instrução. Libertou-o de uma série de vícios danosos à sua saúde, nocivos à sua capacidade de trabalho, e o conduziu às virtudes de uma vida sóbria. Integrou o homem em uma comunidade, que é também um grupo de ajuda mútua. Ensinou que o homem deve buscar seu papel social como uma vocação, um chamado de Deus. Entendeu que a atividade econômica e financeira deve ser um direito de todos, sem privilégio ou exclusividade por parte do Estado ou da Igreja.

Portanto, reafirmo a posição de que não há nada de novo. Um legado nos foi deixado. Temos que honrar o suor e o sangue que os pastores do passado derramaram. Se facilmente é ignorada a tradição teológica o que se dirá dos principais fundamentos da fé cristã.

A nossa espiritualidade não pode estar restringir à devoção diária. É preciso mostrar esta fé para uma sociedade chafurdada no caos.

Precisamos ter a compreensão de que a obra de Cristo restaura uma sociedade falida, desorganizada e perdida.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cristãos são agredidos por não deixarem o cristianismo...



BANGLADESH (45º) - Em outubro um cristão de 63 anos, foi agredido junto de seu filho mais novo, por se recusarem a voltar ao islamismo. No mesmo período em uma vila das proximidades, outro cristão também foi agredido e roubado pelo mesmo motivo, no sudoeste de Bangladesh.

Aynal Haque, de 63 anos, voluntário da organização cristã Way of Life Trust, disse ao Compass Direct News que seus irmãos e parentes, juntamente com os aldeões muçulmanos agrediram ele e seu filho de 22 anos, Lal Miah, em 09 de outubro, quando eles se recusaram a renegar o cristianismo.

A família vive na vila Sadhu Hati Panta Para, no distrito de Jhenaidah, cerca de 250 quilômetros a sudoeste de Dhaka.

Haque foi convocado em 09 de outubro para uma reunião com cerca de 500 homens e mulheres de várias aldeias e relatou: "Eles tentaram nos forçar a se desculpar por nosso erro de aceitar o cristianismo e também tentaram nos obrigar a voltar ao islamismo. Eu lhes disse: "Enquanto houver fôlego em nossos corpos, não vamos rejeitar o cristianismo. "Quando negamos fomos severamente agredidos."

No dia seguinte (dia 10 de outurbo) em Kola, uma aldeia a cerca de cinco quilômetros bateu num amigo cristão de Haque e roubaram sua loja de sementes. Tokkel Ali, de 40 anos, contou que cerca de 20 pessoas chegaram em sua loja por volta das 11h e uma "multidão invadiu e começou a me agredir, jogando minhas sementes por todos os lados", disse.

Ali perdeu a consciência e a multidão arruaçou seu estabelecimento, além de roubarem 24.580 taka, e sua bicicleta. Ele disse que não se atreveu a abrir queixa por quaisquer encargos. "Se eu abrir qualquer processo ou queixa contra eles,morrerei."



Tradução: Carla Priscilla Silva
Fonte: http://www.portasabertas.org.br/noticias/noticia.asp?ID=6652