quarta-feira, 30 de julho de 2008

Meu plano para o Iraque...

por John McCain

Em janeiro de 2007, quando o general David Petraeus assumiu o comando no Iraque, ele qualificou a situação de "difícil", mas não "desesperadora". Hoje, 18 meses depois, a violência caiu em até 80% para os níveis mais baixos em quatro anos, e terroristas xiitas e sunitas estão cambaleantes. com uma série de derrotas. Agora, a situação é cheia de esperança, mas ainda há um trabalho árduo considerável para continuarmos com nossos ganhos frágeis.
O progresso foi obtido graças principalmente a um aumento no número das tropas e a uma mudança em sua estratégia. Eu fui um dos primeiros defensores do avanço numa época em que ele tinha pouco apoio em Washington. O senador Barack Obama era um oponente também eloqüente. "Não estou convencido que 20 mil tropas adicionais no Iraque vão resolver a violência sectária lá", disse em 10 de janeiro de 2007. "Aliás, acho que será o contrário."
Agora o senador Obama tem sido forçado a reconhecer que "nossas tropas atuaram brilhantemente em diminuir o nível de violência". Mas ele ainda nega que tenha havido algum progresso político. Talvez ele ignore que a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá recentemente atestou que, como um artigo de jornal afirmou, "o Iraque conseguiu as 18 (com exceção de 3) metas originais estabelecidas pelo Congresso no ano passado para mesurar o progresso econômico, político e na segurança".
Ainda mais animador tem sido o avanço que não é medido por essas metas. Mais de 90 mil iraquianos, muitos dos quais sunitas que já lutaram contra o governo, se comprometeram, como Filhos do Iraque , a combater os terroristas. Elas também não medem a recém-descoberta boa-vontade do primeiro-ministro Nouri al Maliki em esmagar os extremistas xiitas em Basra e na Cidade de Sadr - ações que muito fizeram para dissipar as suspeitas de sectarismo sobre ele.
O sucesso do avanço não mudou a determinação do senador Obama em retirar todas as nossas tropas de combate. Tudo isso se modificou em sua lógica. Num artigo do The New York Times e num discurso esta semana, ele ofereceu seu plano para o Iraque , numa antecipação de sua primeira viagem "de pesquisa" ao país em mais de três anos.
O plano consiste na mesma velha proposta de retirar nossas tropas em 16 meses. Em 2007, ele desejava a retirada porque pensava que a guerra estava perdida. Se nós tivéssemos aceito esse conselho, ela estaria mesmo. Agora, ele deseja a retirada porque acha que o Iraque não precisa mais de nossa ajuda.
Para mostrar certeza disso, ele massacra as evidências. Faz parecer que o primeiro-ministro Maliki endossou o cronograma de Obama, quando tudo o que ele disse foi que gostaria de um plano para a eventual retirada das tropas americanas em algum momento não especificado do futuro.
O senador Obama também está confundindo sobre as condições militares do Iraque. O Exército iraquiano será equipado e treinado em meados do próximo ano, mas isso não significa, como o senador Obama sugere, que então eles estarão preparados para garantir a segurança do país sem uma boa dose de ajuda. A força aérea iraquiana, por sua vez, ainda está atrasada e nenhum exército moderno consegue agir sem cobertura aérea. Os iraquianos também ainda estão aprendendo como administrar planejamento, logística, comando e controle, comunicações e outras funções complexas, necessárias para apoiar as tropas na linha de frente.
Ninguém é a favor de uma presença permanente dos EUA, como o senador Obama acusa. Uma retirada parcial já ocorreu, com a partida das cinco brigadas do Avanço , e mais retiradas podem ocorrer quando a situação da segurança melhorar. Quando diminuirmos nossa presença no Iraque, poderemos reforçar nossa presença em outros campos de batalha, como o Afeganistão, sem medo de deixar para trás um Estado falido.
Já disse que espero saudar com um Bem-vindos a volta ao lar de nossos soldados no Iraque ao final do mandato, em 2013. Mas eu também disse que qualquer diminuição dever ser baseada em avaliações realísticas das condições do terreno, não em um cronograma artificial criado por questões políticas domésticas. Essa é a essência de minha discordância com o senador Obama.
O senador Obama disse que consultaria nossos comandantes no local e os líderes iraquianos, mas ele não fez isso antes de lançar seu Plano para o Iraque . Talvez porque ele não quisesse ouvir o que eles têm a dizer. Durante as oito viagens ao Iraque, eu ouvi muitas vezes de nossas tropas o que o general Jeffrey Hammond, comandante das forças de coalizão em Bagdá, disse recentemente: que sair baseado num cronograma poderia ser "muito perigoso".
O perigo é que extremistas apoiados pela Al-Qaeda e pelo Irã possam provocar um volta, como já fizeram no passado, quanto tínhamos bem poucas tropas no Iraque. O senador Obama parece que não aprendeu nada com a história recente. Acho irônico que ele esteja reproduzido o pior erro do governo Bush ao mostrar prematuramente a faixa de Missão Cumprida .
Também estou espantado por ele nunca falar em ganhar a guerra - apenas em terminá-la. Mas se nós não ganharmos a guerra, nossos inimigos vão. Uma vitória para os terroristas seria um desastre para nós.
Isso é algo que, como presidente, não vou permitir que ocorra. Em vez disso, vou continuar a aplicar uma estratégia comprovada de contra-insurgência, não apenas no Iraque, mas também no Afeganistão, com o objetivo de criar aliados democráticos auto-sustentados, seguros e estáveis.

Problema...

Por estar numa Lan House estou com algumas dificuldades para postar. O texto não está com as divisões adequadas. Por isso, peço a compreensão de vocês. Continuem a leitura.

O desastre Amorim...

“Considero o ato do seu protegido como de alta traição”
(do general Ludwig, ministro da Educação e Cultura, para o chefe da Casa Civil do governo Figueiredo, general Golbery do “Colt” e Silva, antes de demitir Celso Amorim da Embrafilme)

Como escrevi em algum lugar, Celso Amorim, o antigo Celsinho da Embrafilme, é o diplomata de “carrière” que o Brasil teria obrigação de desterrar mas que nenhum país democrático do mundo desejaria receber. Amorim, como se sabe, é um desastre diplomático – por onde passa deixa a marca letal da incompetência, má-fé e arrogância. O seu (dele, lá) mentor intelectual – com o qual se envolveu como assistente de direção nos tempos do Cinema Novo - foi o cineasta comunista Leon Hirszchman, introdutor do leninesco “centralismo democrático” nas relações político-institucionais do cinema brasileiro.
Nomeado ministro das Relações Exteriores pelo aéreo Itamar Franco, Celsinho, digo, Amorim, viu-se às voltas em 1993 com a ação terrorista da FARC, que fez explodir 200 quilos de dinamite (pura) na embaixada do Brasil em Bogotá, num atentado no qual morreram 43 colombianos e saíram feridas cerca de 350 pessoas, entre oito funcionários e diplomatas lotados na nossa representação[*]. Mesmo assim, instado a responder em data recente se considerava a guerrilha colombiana uma organização terrorista, o vosso chanceler tergiversou do seguinte modo: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”.
A posteriori, durante o primeiro mandato do sindicalista Lula, sempre dando a entender aos Estados Unidos que laborava em favor da criação da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, segundo ele num “formato à la carte”, o ministro do Itamaraty Vermelho passou a sabotar as negociações que nos abriria mercado de mais de 800 milhões de pessoas. E para sepultar de vez a perspectiva de uma zona de livre comércio, depois de procrastinar o quanto possível acordo que nos levaria a participar de um PIB (Produto Interno Bruto) continental na ordem de US$ 12 trilhões, o chanceler de Lula, no seu antiamericanismo doentio, deixou que um funcionário do MRE associasse a Alca ao fulgor de uma “odalisca de cabaré barato”.
Agora, em Genebra, mais insolente do que nunca, o desastrado diplomata, no afã de sair-se como líder voluntarioso do emergente G-20, procurou detonar no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) a chamada Rodada Doha, que se arrasta há sete longos anos e que tem por objetivo estabelecer negociações multilaterais entre países ricos e pobres (cujos governos estão ficando mais ricos do que os dos países ricos), a partir da eliminação de subsídios e barreiras que dificultam o livre trânsito das commodities agrícolas, serviços e produtos industrializados.
Ligado o dispositivo totalitário, Amorim de saída acusou os países ricos de adotarem na Rodada uma estratégia nazista na condução das negociações, que incorporaria a máxima de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, segundo a qual “uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade”. A coisa pegou mal, na mesa em que a presença de vítimas do nazismo é bem nítida. Na ordem prática das coisas, no entanto, o chanceler de Lula diz que os países desenvolvidos protelam a redução dos seus subsídios agropecuários – o que impediria as nações emergentes de comercializarem seus produtos agrícolas.
Os países desenvolvidos, por sua vez, ao anunciarem cortes de subsídios na área da agricultura, acusam os países membros do G-20, dos quais Amorim é uma das lideranças, de não promoverem, em reciprocidade, a respectiva abertura nas áreas industriais e de serviços. Mesmo levando em consideração que a Rodada não é apenas sobre agricultura, Amorim atravanca as negociações “fincando o pé” na velha posição de que só cortando mais subsídio na área agrícola poderia aventar alguma coisa no terreno industrial – numa manobra onde o saldo de confiança é zero. Agora me digam: quem diabo topa, numa Rodada de hienas, fazer negócio assim?
Ao citar a máxima de Goebbels sobre a mentira, o ministro do Itamaraty Vermelho esqueceu de mencionar a recomendação do estrategista Lenin, segundo a qual, instalado o quadro de conflito, o comunista deve “acusar o outro do crime que ele mesmo comete ou pensa”. Com efeito, para aplicar o golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky e dos ex-aliados mencheviques, na Rússia de 1917, o mentor da sangrenta revolução aconselhava aos súditos a adoção sem limites da mentira como arma, imputando aos adversários as tramas criminosas que praticava.
De fato, para chegar à vitória dos seus objetivos, Lenin era capaz de empreender qualquer tipo de trapaça, tais como calúnias, fraudes, delações, atentados, chantagens, aliciamentos e falsificação de documentos. Marxista de carteirinha, ele acreditava, como de resto todo comunista, que em nome do porvir revolucionário o militante pode cometer todos os crimes possíveis, tendo como álibi a mentirosa verdade (utópica) revolucionária.
Para estudiosos isentos da história moderna, não há mais dúvida: a única diferença entre os objetivos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi) e dos diversos partidos comunistas é que o primeiro prega a implantação do socialismo nos limites nacionais e o segundo o quer estabelecido internacionalmente. Para dominar a propriedade privada e o controle dos meios de produção, os nazistas fizeram do judeu (na Alemanha) o bode expiatório, enquanto os comunistas apontam os “burgueses capitalistas” como alvo de suas inculpações. O próprio Hitler, quando entre pares, costumava revelar que aprenderá muito, para atingir o poder, lendo Marx e observando Lênin e Mussolini.
Quanto à Rodada Doha, decerto que ela, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.

Consegui...

Pensei que seria impossível acessar a internet, mas consegui. Cidade de interior tem as suas dificuldades, embora isso esteja mudando. Na cidade onde estou a informática predomina. Que bom! Portanto, posso postar.
Alguns artigos que postarei são importantes para leitura diante dos atuais acontecimentos do mundo político.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Nota...

Esta semana não postarei nenhum artigo – infelizmente. Viajo hoje e para onde vou não tem como acessar a internet para postar. Tentarei arrumar um jeito, mas acho improvável.

Abraços Fraternus.

domingo, 27 de julho de 2008

Livros...

Estou com três livros instigantes, sendo que o terceiro tem diversos autores. Recomendo para quem gosta de ler algo que ajuda a pensar melhor, e são interessantes. Os livros são:

ARON, Raymond. As Etapas do Pensamento Sociológico. 6a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

CASSIRER, Ernst. A Filosofia das Formas Simbólicas: O pensamento mítico. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Perspectivas da América Latina. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1963. (não vou citar todos os nomes, mas o livro já basta porque tem Paul Johnson).

Obama...

Que pena que não se pode mais brincar com o nome dele. Se você é rápido no raciocínio saberá a similitude do nome Obama.

Reinaldo Azevedo, um escritor notável, cunhou uma frase interessante: “Obama é candidato dos iludidos sem ilusões”. Acertou na mosca.

Um jovem negro me disse – você é estranho – só porque não defendo a candidatura de Obama. Ele simplesmente se focalizou na cor do candidato e esqueceu a sua ideologia política. Muitos estão agindo desta maneira. Depois de uma conversa com o jovem ele me pediu perdão. Que bom!

Decapitados e decapitadores...

por Olavo de Carvalho

Num seriado da TV estatal britânica BBC, uma organização cristã “de extrema-direita”, com nome sutilmente racista ( White Wings , “Asas Brancas”), decapita um inocente muçulmano “politicamente moderado”, sob o pretexto – oh, quão paranóico! - de que a tradição cristã do Reino Unido está sob ameaça. Não sei precisamente a quantidade de cabeças cristãs que têm rolado no mundo islâmico nos últimos anos – várias dúzias, até onde acompanhei o noticiário -, mas sei o número exato de muçulmanos decapitados pelos cristãos, fundamentalistas ou não, no Ocidente ou no Oriente: zero.

Quando uma TV estatal decide chamar os decapitados de decapitadores, atribuir a eles o fanatismo sangrento daqueles que os matam e ainda acusá-los de paranóicos quando se sentem ameaçados, uma coisa é clara: o proprietário dessa TV está em guerra contra a religião dessas pessoas e, na ânsia de extingui-la, não se vexa de recorrer à calúnia deliberada e cínica. Quando esse proprietário é o governo de uma das nações mais poderosas do mundo, o risco que a comunidade visada está exposto não é nada pequeno. É pelo menos tão grande quanto a imaginária White Wings diz que é.

Semanas antes, quase ao mesmo tempo que o governo britânico legalizava a poligamia e autoridades judiciais proclamavam que a implantação da lei islâmica no Reino Unido era apenas uma questão de tempo, a BBC havia proibido seus redatores de usar o termo ditador para referir-se ao falecido Saddam Hussein, aquela gentil criatura que consolidou seu poder presidencial matando os deputados de oposição e depois espalhou cemitérios clandestinos por todo o Iraque, preenchendo as valas comuns com centenas de milhares de rebeldes e indesejáveis em geral. Simultaneamente, uma pesquisa do American Textbook Council ( www.worldnetdaily. com /index.php?pageId>63872 ) mostrou que os livros de História distribuídos na rede de escolas públicas dos EUA são francamente pró-islâmicos, enquanto toda expressão pró-cristã é ali cada vez mais desestimulada e reprimida sob todas as formas, incluindo expulsão, prisão e estágios obrigatórios de “reeducação da sensitividade”.

Também quase ao mesmo tempo, a Suprema Corte dos EUA concede aos terroristas islâmicos presos em território estrangeiros os mesmos direitos dos cidadãos americanos, enquanto a grande mídia e os megabilionários globalistas conjugam esforços para eleger presidente dos EUA um muçulmano (relativamente) enrustido.

Mas, é claro, só um fanático militante da White Wings veria em tudo isso uma convergência entre os três grandes projetos de dominação mundial – o metacapitalista , o comunista e o islâmico –, num esforço comum de realizar a velha meta do filósofo marxista Georg Lukács: destruir a civilização judaico-cristã .

Judaico-cristã não é só um modo de dizer. A guerra não é só contra os cristãos: a BBC tanto demonizou Israel que o governo de Tel-Aviv decidiu vetar a entrada de representantes dessa emissora nas entrevistas coletivas oficiais. Claro: de que adianta contar tudo a repórteres que depois escrevem o contrário? De que adianta mostrar-lhes dezenas de bombas lançadas diariamente contra Israel se depois eles vão pintar toda e qualquer reação israelense, mesmo desproporcionalmente modesta, como se fosse uma iniciativa isolada, sem motivo, inspirada pela pura brutalidade?

O Governo da mentira, distorção e promiscuidade...

por Robson T. Fernandes

O governo federal já há muito vem realizando uma ação em série com a finalidade de adotar o homossexualismo em nossa nação como uma prática comum e normal, através de programas de “reeducação” social, se é que se pode chamar isso de educar ou reeducar.

Há algum tempo foi produzido uma série de livros chamada “Alfabetização sem Segredos”, que visava preparar crianças de oito anos de idade para a vida sexual, inclusive ensinando-as como utilizar preservativos, ainda por cima com o slogan: “USE E ABUSE”. O livro publicado é uma verdadeira apologia à sexualização infantil, já que é destinado a CRIANÇAS que possuem por volta de 8 (oito) anos de idade.

No dia 5 de junho de 2008, o então ministro da saúde, José Gomes Temporão, anunciou que o sistema público de saúde no Brasil realizaria, gratuitamente, as chamadas cirurgias para mudança de sexo. Em uma matéria à revista Veja foi dito:

“O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, decidiu dar mais atenção à população GLBT (Gays, lésbicas, bissexuais e trânsgeneros). Ele definiu que, ainda, neste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a fazer gratuitamente cirurgias para mudança de sexo. Outra novidade: os médicos terão de tratar os pacientes pelo nome que eles preferirem, independentemente do que constar na carteira de identidade. Com isso, homens poderão ser chamados por nomes femininos, e vive-versa”. (Revista Veja. 5 março 2008, edição 2050)

O atual governo vem realizando uma verdadeira maratona em defesa do movimento gay, em detrimento dos direitos dos demais cidadãos, e para isso tem ignorado conscientemente as leis que regem o nosso país. Pior ainda, tem deliberadamente sido incapaz de considerar com o mínimo respeito as passagens bíblicas que reprovam a prática do homossexualismo.

Mais recentemente, uma série de panfletos foi produzida e distribuída em todo o território nacional com a finalidade de promover a campanha federal em defesa do homossexualismo. Tudo com o dinheiro dos impostos pagos pelos contribuintes.

O folheto denominado “A TRAVESTI e o EDUCADOR” é uma verdadeira aula de quebra de valores morais, desrespeito às leis da nação, ignorância à liberdade religiosa, deturpação do processo educacional, desatenção ao sistema de saúde público, desconsideração da estrutura familiar, promoção do sistema ditatorial gay e desprezo pela Bíblia Sagrada, o que trará juízo e condenação sobre a nação e sobre aqueles que a têm governado. Se é que se pode chamar isso de governar, nessa nova Sodoma e Gomorra que está sendo implantada por esse governo desprovido do mínimo de sensatez.

Quando afirmamos que se trata de quebra de valores morais, estamos respaldados pela Escritura Sagrada que afirma que tais pessoas têm a mente infrutífera e o seu raciocínio nulos por causa de tal pecado (Romanos 1:22-32).

Quando afirmamos que existe o desrespeito às leis da nação, estamos respaldados pelo Art. 307 do Código Penal, que diz ser crime a falsa identidade:

“Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem”

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constitui elemento de crime mais grave.

No folheto “A TRAVESTI e o EDUCADOR”, afirma-se que:

“A travesti adota um nome feminino. Um nome que ela prefere usar em vez do nome de batismo. É sinal de respeito trata-la pelo nome que ela preferir, mesmo na hora da chamada.”

Ora, segundo Júlio Frabrini Mirabete (Código penal interpretado. São Paulo: Atlas, 1999. (http://www.denunciar.org.br/twiki/bin/view/SaferNet/CrimeFalsaIdentidade [acessado em 16 de julho de 2008]) o ato de se fazer passar por outra pessoa é crime, seja essa pessoa real ou imaginária. O crime é caracterizado quando a identidade é assumida e não apenas as qualidades. Contudo, o folheto do governo pede para se respeitar a suposta e fictícia identidade assumida pela travesti!

"A primeira conduta é atribuir-se ou atribuir a outrem a falsa identidade, ou seja, fazer-se passar ou a terceiro por outra pessoa existente ou imaginária. Identidade, no sentido natural, é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos de uma pessoa: nome, idade, estado, profissão, qualidade, sexo, defeitos físicos, impressões digitais, etc. Vale dizer que o crime se configura quando o agente se atribui identidade, e não qualidade qualquer."

"Consuma-se o crime quando o agente irroga, inculca ou imputa a si próprio ou a terceiro a falsa identidade, independentemente da obtenção da vantagem própria ou de outrem ou prejuízo alheio visados. Trata-se de crime formal, que independe de ulteriores conseqüências" (MIRABETE, 1999)

Quando afirmamos que existe a ignorância à liberdade religiosa, estamos respaldados pela Constituição Federal, no artigo 5º, VI, que afirma ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. Estamos respaldados pela contradição no próprio folheto, que afirma: “A pessoa é livre para viver a sua orientação sexual, assim como é livre para escolher a própria religião”. Todavia, sendo livres para escolhermos nossa religião, o governo tenta nos impedir de expressá-la verbalmente. Tenta nos impedir de crer, pensar, expressar e criticar nossa posição contra uma atitude que a Bíblia reprova.

Quando afirmamos que é realizada uma deturpação do processo educacional, estamos respaldados pelos resultados de pesquisas realizadas por pesquisadores sérios, como Isabel Bouzas1, que constatou que devido ao aumento da liberação sexual vivida pela sociedade, houve um aumento da gravidez entre jovens com menos de quinze (15) anos de idade. Como Selma Correia2, que afirma que “...na adolescência tudo é muito intenso e os pais deixam seus filhos livres de tudo. O sexo acaba sendo uma fuga, uma aventura. Sem falar na influência da mídia, que banalizou a questão e faz com que as experiências aconteçam antes do que deveriam. A influência dos meios de comunicação não deve, de forma alguma, ser maior do que a da família”. Ou seja, a família é a responsável pela educação de seus filhos e deve exercer influência de tal maneira que evite, ou, no mínimo, diminua as más influências sobre seus filhos. Como Simone de Oliveira Lacerda3 que diz que “alguns pais estão convencidos pelos valores da modernidade, acham normal não orar aos 12 anos. Quando os adolescentes têm uma família bem estruturada e que transmitiu um comportamento carregado de princípios, provavelmente ele não cederá à pressão de um grupo”. Dessa maneira, concluímos que a disseminação desses ensinos produzidos pelo governo, alicerçados na falta de valores da modernidade, está suplantando os valores da moralidade e da saúde familiar, e, por isso, os princípios têm sido esquecidos. Todavia, se os pais estiverem comprometidos com uma educação real, sadia e de boa qualidade para seus filhos, transmitindo-lhes tais valores e princípios, estes não serão impelidos a ceder às pressões dos grupos de colegas.

Quando afirmamos que existe uma desatenção ao sistema de saúde público, estamos respaldados pelos dados obtidos de pesquisas realizadas por centros científicos, e pela inclinação clara e óbvia do governo, ao afirmar no folheto “A TRAVESTI e o EDUCADOR”, que:

“A travesti utiliza o banheiro da mesma forma que uma mulher... por isso, sente-se mais a vontade indo ao banheiro feminino – nas escolas, nas rodoviárias, nos aeroportos... Em algumas escolas isso já acontece e, na prática, é muito menos complicado do que parece... Pense nisso na hora de discutir o assunto em sua escola”.

Segundo o relatório semanal do Centers for Disease Control (Centro para Controle de Doença), em estudo realizado pelo Depatamento de Saúde Pública de Chicago, os casos de sífilis aumentaram na comunidade gay. Segundo o estudo, a incidência de sífilis em tal comunidade foi multiplicada por 12, entre os anos de 1999 e 2003. Ainda, de acordo com a pesquisa, 60% das pessoas com sífilis são da comunidade gay. Enquanto entre os heterossexuais essa taxa era de 6 a 7% , entre os gays é de 20%.

A comunidade gay está sendo assolada por mais uma espécie de praga, a lympogranuloma venéreo (LGV), que já atingiu grande parte da população gay e bissexual da Holanda e da França. Países que liberaram a prostituição e o homossexualismo, como o Brasil quer fazer.

Em notícia veiculada pela BBC, uma bactéria mortal está atingindo os gays nos EUA. Essa bactéria estaria rapidamente se espalhando entre os gays de São Francisco e Boston, EUA, onde existe a maior comunidade gay do país (São Francisco). De acordo com a pesquisa publicada na revista Annals of Internal Medicine a bactéria MRSA USA300 é “transmitida por meio de sexo anal, pelo contato da pele ou com superfícies contaminadas”. Isto é, vasos sanitários. E o governo federal deseja que homens gays utilizem os mesmo vasos sanitários que as mulheres. Ainda, de acordo com o jornal The New York Times, 19 mil pessoas foram vítimas fatais no ano de 2005 nos EUA por causa da MRSA (Estafilococos Aureus resistente à meticilina, MRSA, na sigla em inglês).

Agora o governo federal, que deveria preservar a população é justamente quem está trabalhando contra a melhor condição sanitária da nação.

Quando afirmamos que existe a desconsideração da estrutura familiar, estamos respaldados pelas leis científicas e naturais que afirmam que apenas um homem e uma mulher é que podem constituir uma família, originando um lar. Como seres sexuados, o homem só pode reproduzir-se através do ato sexual com uma parceira do sexo oposto, e completando a ordem natural, normal e correta das coisas, esse ato sexual só deve ocorrer após a instituição do matrimônio, de acordo com a vontade de Deus expressa na Bíblia Sagrada.

Ao defender o homossexualismo como ato natural e normal, o governo nada mais está fazendo que negar a natureza do ser humano gerado por Deus. A aceitação do homossexualismo implica na aceitação da quebra da estrutura familiar correta, bem como no desmanche de seus valores e princípios.

Quando afirmamos que existe a promoção do sistema ditatorial gay, estamos respaldados pela própria ocorrência dos fatos na atualidade, pois o movimento gay, apoiado pelo governo federal, deseja calar qualquer um que se manifeste contra as suas aberrações e distorções, fazendo com que seja criada em nossa nação uma classe de pessoas intocáveis ao ponto tal de não se poder sequer tecer qualquer comentário contrário a seu respeito. Ora, os juízes, o presidente e ninguém é inquestionável, porém os gays querem ser. O movimento gay, apoiado pelo governo federal, deseja questionar as religiões, mas não aceita ser questionado por elas, deseja questionar os heterossexuais, mas não aceita ser questionados por eles. Desejam transformam o anormal em natural. A ditadura gay irá levar o Brasil ao mesmo destino da Holanda, ou pior, ao destino final de Sodoma e Gomorra.

Quando afirmamos que existe o desprezo pela Bíblia Sagrada, estamos respaldados pela própria Bíblia que nos alerta:

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas” (1Co 6:9)

“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte” (Ap 21:8)

“Assim diz o Senhor, acerca deste povo: Pois que tanto gostaram de andar errantes, e não retiveram os seus pés, por isso o Senhor não se agrada deles, mas agora se lembrará da iniqüidade deles, e visitará os seus pecados” (Jr 14:10)

“Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2Tm 2:19).

Os homens e as mulheres são seres diferentes em sua anatomia, sexualidade, psicologia e estrutura bioquímica. A tentativa de um homem se transformar em mulher, ou vice-versa, seja aparentemente ou mesmo através de uma “Cirurgia de Redesignação Sexual” (SRS), não irá afetar a sua programação genética natural. Ao lutar contra isso, estará sendo realizada uma luta contra o próprio Deus, seu criador, que assim estabeleceu.

A minha oração é para que Deus converta o coração desses “governantes” e eles possam enxergar com clareza o tamanho do disparato que estão cometendo, bem como convencer os homossexuais de seus pecados, gerando em seus corações o arrependimento necessário para que abandonem a vida de pecados através da restauração produzida pelo Espírito Santo e pelo sacrifício de Cristo.

Fonte
: http://www.juliosevero.blogspot.com

Arte e revolução...

por Olavo de Carvalho

O estudante sério, como se sabe, é uma espécie da qual presumo haver salvado da extinção alguns dos poucos exemplares que ainda restam no Brasil, e até fomentado a geração de uns quantos em proveta, longe daquela raça temível de predadores que são os pedagogos e os burocratas do Ministério da Educação.

Um daqueles raros sobreviventes envia-me uma pergunta das mais interessantes, merecedora de resposta em jornal. Quer ele saber se o artista, o poeta, o escritor infectado de mentalidade revolucionária está irremediavelmente perdido para a criação artística ou pode, pelo gênio pessoal, transcender nela a mecanicidade grosseira do pensamento revolucionário.

Se aceitamos a definição croceana da arte como “expressão de impressões” – e até hoje não vi motivo para rejeitá-la –, a resposta à pergunta torna-se auto-evidente. A mentalidade revolucionária é essencialmente a inversão do sentido do tempo, a arrogância psicótica de interpretar o presente e o passado à luz das virtudes imaginárias de um futuro hipotético. O futuro enquanto tal não pode ser objeto de impressão, só de conjeturação imaginativa ou de construção mental. Uso estes dois termos para designar atividades diametralmente opostas: a primeira consiste em ampliar simbolicamente as impressões do presente e jogá-las num futuro imaginário, como fizeram George Orwell e Aldous Huxley em “1984” e no “Admirável Mundo Novo” respectivamente. A segunda inventa o futuro e remolda à luz dele as impressões do presente. É esta a única via aberta à “arte revolucionária”. Mas é certo que essa arte já não é mais arte e sim mero revestimento estético de uma construção conceptual. Cabe aí a distinção que Saul Bellow fazia entre os “intelectuais” e os “escritores”, estes incumbindo-se do ofício propriamente artístico de transmitir as “impressões autênticas”, aqueles tratando de deformá-las segundo uma construção hipotética.

A mentalidade revolucionária é intrinsecamente hostil à criação artística, porque volta as costas às “impressões autênticas”, reconstruindo o mundo segundo os cânones de uma “segunda realidade” artificial e artificiosa. O termo “segunda realidade” é de Robert Musil, e quem o leu sabe do gigantesco esforço que esse escritor dispendeu para restaurar a arte do romance numa atmosfera cultural em que as idéias e ideologias pareciam ter sepultado esse gênero sob a grossa placa de chumbo das construções conceptuais.

Isso não quer dizer, no entanto, que todo artista politicamente comprometido com uma causa revolucionária permaneça escravo dela no exercício do seu mister criativo. A história das artes no século XX – e especialmente da literatura – é uma galeria de consciências dilaceradas entre a fidelidade ao futuro hipotético oferecido pelas ideologias e a realidade presente das “impressões autênticas”.

Não dava valor...

Nunca parei num sebo de rua para conferir o que havia de bom no stand. Pensava que era quase que impossível encontrar algo útil. Puro preconceito.

A minha esposa e eu passeávamos quando ela avistou um sebo que gosta muito. Nesse sebo ela sempre encontra a literatura que gosta – inglesa. Parei para olhar e para minha surpresa uma obra se destacou diante dos meus olhos. O clássico de Christopher Hill “O Mundo de Ponta-Cabeça”. A obra descreve a grande revolução inglesa de 1640. Destaque para os puritanos. Logicamente comprei com o preço bem baixo. Vale a pena mudar a rotina de compra de livros.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A Aversão Puritana à Ignorância...

Os puritanos rejeitavam a perene tentativa de menosprezar a razão em questões religiosas. “A fé baseada no conhecimento”, disse Samuel Willard; “embora Deus seja... visto por um olho de fé, entretanto, ele deve ser visto por um olho da razão também: pois embora a fé veja as coisas acima da razão, no entanto, nada vê senão por um meio da razão”. [1] John Preston escreveu que a graça divina dentre tantas áreas de atuação, ela tem uma função bem característica:

Eleva a razão, e a torna mais alta, a faz ver além do que a razão poderia, é de fato contrária à razão corrupta, mas à razão que é razão certa não é contrária, apenas a eleva mais alto; e, portanto, a fé não ensina algo contrário ao senso e à razão. [2]

Assim expressou muito bem o notável pregador puritano Ebenezer Pemberton, num sermão funerário pregado na morte do honorável John Walley, declarou que “quando a ignorância e a barbaridade invadem uma geração, sua glória é deitada no pó”.

[1] RYKEN, Leland. Santos no Mundo. São José dos Campos: Fiel, 1992, p. 169.

[2] Idem, p. 169.

A Centralidade da Bíblia no Currículo...

Numa análise da situação precária dos seminários pelo Brasil, fui impelido a estudar o pensamento puritano sobre a educação. Para os puritanos era inadmissível um lugar preparatório para futuros pastores em que a Escritura fosse tratada com desprezo. Para quem conhece a história dos puritanos deve saber que eles eram gênios. O mundo europeu foi sacudido pela revolução intelectual dos puritanos. Mentes brilhantes. Coadunavam fé com conhecimento intelectual (razão). Para os puritanos naturalmente torna-se central no currículo o estudo da Bíblia e da doutrina cristã. Esta prática pode ser remontada a Lutero, que havia insistido “acima de tudo, a leitura principal para todo mundo, tanto nas universidades como nas escolas, deveria ser as Sagradas Escrituras... Eu não aconselharia ninguém a enviar seu filho aonde as Sagradas Escrituras não são supremas”. Ah! Se eu soubesse.

O meu dia...

Hoje lembrei e cantei o hino do HCC – “Temos por Lutas Passado” No. 502. A vida do cristão não é um mar de rosas, já afirmava o puritano John Blanchard. Por isso, o vale hoje visitei e aprendi que é preciso de vez e sempre descer a montanha. Portanto, abaixo segue uma música que me acompanhou neste dia.


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Sem comentários...

O Brasil tem necessidade do espírito excelente deste homem.


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A força da verdade...

Diante de alguns acontecimentos que tenho visto, algo ficou bem claro pra mim: Um sussurro da verdade tem uma força muito maior do que um grito da multidão de mentiras.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

O mal que habita em mim...

Artigo escrito por um pastor com muitos predicados. Tenho o imenso prazer de labutar na obra do Pai ao lado dele.

por Judiclay Silva Santos

O pecado é a maior força em operação no mundo, exceto o poder de Deus. Mas o mundo nega isto e trabalha para eliminar esta verdade. A propaganda enganosa é que o pecado é: “invencionice da igreja para manter o controle social”, “neurose obsessiva que perturba e adoece”, “fraseologia do passado incompatível com a sociedade do século XXI”. A força do pecado vem sendo subestimada, inclusive por muitos cristãos influenciados pelo humanismo secular. Mas os males decorrentes do poder do pecado estão por todos os lados, e ninguém pode negar. “De onde procedem as guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” [Tiago 4:1]. É certo que, quase todos os males que afetam a vida humana tem sua raiz na própria natureza humana corrompida.

A teologia da Queda, que trata a entrada e as conseqüências do pecado no mundo é uma das mais distorcidas, depreciadas e odiadas das doutrinas cristãs. Mas como disse o pastor Lloyd-Jones – “a maneira de medir a altura do amor de Deus é antes de tudo medir à profundidade de nossa própria depravação como resultado da queda”. Penso que a falta de louvor e gratidão a Deus pela redenção em Cristo é porque muitos ignoram a natureza do pecado que separa o homem de Deus. “A doutrina do pecado original nos diz que nós não somos pecadores porque pecamos, mas pecamos porque somos pecadores, nascidos com uma natureza escravizada pela pecado... Nenhuma parte de nosso ser está isenta de pecado” (A Bíblia de Genebra).

O reformador Martinho Lutero, ao pensar sobre o poder do pecado na vida humana concluiu que “para praticar boas obras, a natureza humana se rebela, se contorce e esperneia. Ao passo que, praticar más obras, ela o faz com facilidade e gosto”. Anos mais tarde, outro notável teólogo, o suíço Emil Brunner, afirmou que o “pecador não é aquele que tem algo podre, como uma manchinha podre de uma bela maça que se tira com a ponta da faca, mas aquele que é podre no cerne, infestado de podridão”.

O mal que habita em nós, a terrível força do pecado leva o cristão a clamar como Paulo: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” O coração do apóstolo, inquieto e angustiado, só pôde sossegar ao dar “graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” [Cf. Romanos 7: 24-25a].

Nota...

Responderei a todos os convites na medida do possível. Obrigado pela lembrança.

Gratidão...

Fui convidado para contribuir com estudos no site “Teologia Calvinista”. Creio que depois do Monergismo o site Teologia Calvinista é um dos mais acessados pelos reformadores de plantão.

Explicação...

O número de postagens deve cair nesta semana. Tenho que concluir minha monografia e preparar alguns estudos. Portanto, leiam o que postarei aos poucos.

A sua visão era muito além...

Para Calvino, a necessidade de justiça e a necessidade de caridade estão fundamentadas no fato de que ser um ser humano é ser um ícone vivo para Deus e, como tal, possuir uma dignidade que está além dos papéis que desempenhamos e além das finalidades que buscamos.

Mas qual é o modelo do pensamento de Calvino nesse ponto? Calvino gostava de empregar a metáfora do espelho: ser um ser humano é refletir Deus. Mas em que aspectos nós refletimos Deus? E quais são precisamente as exigências de justiça e caridade baseadas neste ato de refletir? O pensamento de Calvino é o de que, claramente, maltratar o espelho significa maltratar o que ele reflete – maltratar o ser humano é maltratar a Deus.

Um grande pensador...

Calvino disse: “Os homens são, de fato, indignos do cuidado de Deus, se leva em consideração somente a eles mesmos. Mas, visto que eles carregam a imagem de Deus gravadas neles, Deus mesmo é violado nos seres humanos. Assim, embora ele não tenham nada deles mesmos pelo que possam obter o favor divino, Deus olha para seus próprios dons neles e, dessa maneira, é levado a amá-los e a cuidar deles. Contudo, deve-se observar cuidadosamente essa doutrina, visto que ninguém pode prejudicar seu irmão sem ferir a Deus mesmo. Se essa doutrina estivesse fixada mais profundamente em nossa mente, relutaríamos mais quando fossemos praticar algo danoso”. [1]

Essa idéia é admirável: Deus contempla o que Deus fez. Deus observa que as criaturas humanas de Deus são imagens da própria pessoa de Deus. Deus observa que elas refletem a Deus, que elas são a imagem de Deus, que elas são semelhantes a Deus. Deus se deleita nisso. Isso serve de base ao amor de Deus. De fato, Deus se deleita em todas as suas obras. Mas os serem humanos se destacam das outras criaturas pelo fato de que elas refletem as próprias perfeições de Deus. Conseqüentemente, maltratar um de nossas semelhantes é maltratar uma daquelas criaturas com as quais, acima de tudo, Deus se deleita. Na realidade, é verdade que a exigência de justiça se baseia em nossa própria natureza – especialmente, no fato de que ser um ser humano é ser uma criatura que mantém aquela relação especial de imagem e Deus.

[1]
MCKIM, Donald K. Grandes Temas da Tradição Reformada. São Paulo: Pendão Real, 1998, p. 275.

Um dos papéis da igreja...

"A função da Igreja é a de denunciação e a de anunciação. A Igreja tem de denunciar todas as estruturas pecaminosas que oprimem e escravizam os seres humanos. Algumas vezes, a voz da Igreja pode ser a única que tenha condições de falar abertamente. A Igreja tem o dever de anunciar a vinda do reino de Deus, as possibilidades de uma ordem mais justa, mais humana e mais segura".

MCKIM, Donald K. Grandes Temas da Tradição Reformada. São Paulo: Pendão Real, 1998, p. 349.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quem nos governa, afinal?

por Olavo de Carvalho

O plano de transição para o governo mundial, que Arnold Toynbee expôs mais de meio século atrás e que mencionei brevemente nesta coluna, já está em avançadíssima fase de implantação, ao ponto de que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível. Que a maioria dos seres humanos ignore isso por completo e ainda tenha a ilusão de poder interferir de algum modo no curso das coisas por meio do "voto", eis aí a prova de que Toynbee tinha toda a razão ao dizer que a nova estrutura de poder não seria democrática, nem democrática a transição para ela. Não há estado de sujeição mais completo do que ignorar a estrutura de poder sob a qual se vive.

É verdade que a mera complexidade crescente da administração estatal moderna já era, por si, conflitiva com as pretensões democráticas de transparência, informação acessível, "voto consciente", enfim, com as presunções da "cidadania". Mas o que vem acontecendo no último meio século é o aproveitamento deliberado e sistemático da complexidade burocrática para criar, acima do governo representativo, uma nova estrutura de poder que o domina, o estrangula e acaba por eliminá-lo. A maior parte das nações já vive sob o controle dessa nova estrutura global sem ter disso a menor consciência e acreditando que continua a desfrutar das garantias e meios de ação assegurados ao eleitor pelo antigo sistema de governo representativo, hoje reduzido a um véu de aparências tecido em torno do poder mais centralizado, abrangente e incontrolável que já existiu ao longo de toda a história humana.

Não só essa transição já aconteceu, mas ela foi realizada sob a proteção de um conjunto de pretextos retóricos altamente enganosos, criados para dar à população a idéia de que a mudança ia no sentido da maior liberdade para os cidadãos, da maior participação de todos no governo e de mais sólidas garantias para a empresa privada. Todos os termos-chave dessa retórica – "governo reinventado", "parcerias público-privadas", "terceira via", "descentralização" – significam precisamente o contrário do que parecem indicar à primeira vista.

Os dois diagramas que acompanham este artigo tornarão isso bastante claro. As flechas aí indicam a origem do poder e o objeto sobre o qual se exerce. No antigo sistema representativo, o eleitorado escolhia o governo segundo os programas que lhe pareciam os mais convenientes, e o governo eleito – executivo e parlamento – repassava esses planos aos órgãos da administração pública, para que os executassem. No novo sistema de "parcerias público-privadas", a administração pública é só uma parcela do órgão executor. A outra parcela é escolhida por entidades sobre as quais o eleitorado não tem o menor controle e das quais não chega às vezes a ter sequer conhecimento. Tal como apresentado na sua formulação publicitária, o novo sistema é mais democrático, porque reparte a autoridade do governo com "a sociedade". Mas "a sociedade" aí não corresponde ao eleitorado e sim a ONG's criadas sob a orientação de organismos internacionais não-eletivos – ONU, UE, OMS, OMC, etc – e subsidiadas por bilionárias corporações multinacionais cuja diretoria não é mesmo conhecida do público em geral.

A orientação geral dessas ONG's reflete um conjunto de novas concepções socioculturais e políticas que jamais foram postas sequer em discussão, e que por meio delas são implantadas do dia para a noite, sem que o eleitorado chegue a saber nem mesmo de onde vieram. A própria velocidade das transformações é tamanha, que serve para reduzir as populações ao estado de passividade atônita necessário para tornar inviável não só qualquer reação organizada, mas até uma clara tomada de consciência quanto ao que está acontecendo. Paralelamente, muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento.

Ao desfazer-se de uma parte das suas prerrogativas, sob as desculpas de "privatização", "democratização", "descentralização", "desburocratização" etc., o governo não as transfere ao povo, mas a um esquema de poder global que escapa infinitamente à possibilidade de qualquer controle pelo eleitorado. As ambigüidades decorrentes, que desorientam o público, são então aproveitadas como instrumentos para gerar artificialmente novas "pressões populares", que não são populares de maneira alguma, mas que refletem apenas a vontade da chamada "sociedade civil organizada", isto é, da rede de ONGs criadas pelo próprio esquema de poder global.

Subsidiadas pelas grandes corporações e fundações, essas ONGs, prevalecendo-se da "parceria" que têm com órgãos do governo, passam então à parasitagem voraz de verbas públicas, somando aos recursos que as alimentam desde fora o sangue extraído do próprio eleitorado que as ignora e que elas falsamente representam. Essa nova estrutura de poder não é um plano, não é um objetivo a ser alcançado: ela já é o sistema de poder sob o qual vivemos, construído sobre os escombros do antigo governo representativo, que hoje em dia só subsiste como aparência legitimadora da transformação que o matou.

Uma ambigüidade especialmente irônica e por isto mesmo proveitosa da situação é que um dos instrumentos principais para a implantação do novo esquema reside na rede mundial de ONG's e movimentos esquerdistas, desde os mais radicais até os mais brandos e inofensivos em aparência. Ao mesmo tempo, como a violência e rapidez das mutações gera toda sorte de desequilíbrios, temores e insatisfações, essa rede de organizações esquerdistas é usada por outro lado como megafone para lançar a culpa de todos esses males no velho capitalismo liberal, apontado como beneficiário maior das mesmas transmutações que o esmagam. Os sintomas colaterais mórbidos da transformação servem eles próprios como pretextos para acelerá-la e aprofundá-la, canalizando em favor dela as dores que ela gerou.

Numa obra memorável, "Du Pouvoir. Histoire Naturelle de Sa Croissance", Bertrand de Jouvenel mostrou que a história da modernidade não é a história da liberdade crescente, como pretendia Benedetto Croce, mas a história do poder crescente do Estado avassalador.

Esse livro é de 1945. Desde então, o curso da História tomou um rumo que o confirma na medida mesma em que aparenta desmenti-lo. A "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas, foi posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global. Não só o eleitorado foi submetido a essa gigantesca mutação sem a menor possibilidade de interferir nela ou de compreendê-la, porém até mesmo alguns dos mais intelectualizados porta-vozes do liberal-capitalismo, enxergando apenas o fator econômico e recusando-se a investigar a nova estrutura de poder político por trás da globalização comercial, colaboraram ativamente para que o processo de centralização mundial se implantasse pacificamente, sob a bandeira paradoxal da liberdade de mercado.

O camponês antigo, o servo da gleba e até mesmo o escravo romano gemiam sob o tacão de um poder incontrastável, mas pelo menos tinham uma idéia clara de quem mandava neles e compreendiam perfeitamente o funcionamento do sistema que os governava. O cidadão da "democracia de massas" está cada vez mais submetido a decisões que não sabe de onde vieram, implantadas por um sistema de governo que ele nem conhece nem compreende. O globalismo é a apoteose do processo de centralização do poder, centralizando até o direito de conhecer o processo.


terça-feira, 8 de julho de 2008

Verdades sobre a esquerda...

Não sejam néscios. Assistam a este vídeo!

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A Quadrilha Comunista do PT...

Para o bem da nação assistam a este vídeo. Fantástico!


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O tempo da espera é a melhor coisa...

A espera é a pior coisa que um ser humano pode querer. É uma tarefa muito difícil. Mas tenho aprendido algo durante estes anos que abriu a minha mente e o meu horizonte – “Aquilo pelo qual espero não é melhor do que aquilo que acontece comigo durante a espera”. Eu focalizava muito o fim e esquecia o processo. A trajetória até a conquista é melhor do que a própria conquista.

Ameaças de guerrilheiros levam pastor a sair de Medellin...

COLÔMBIA (50º) - Uma série de ameaças de morte contra o pastor Wilmer Ribón Ríos, de 31 anos, em um bairro de trabalhadores em Medellin o levou a abandonar a casa dele e o ministério no mês de maio e correr com a família para a capital da Colômbia, Bogotá.

Durante três anos, Wilmer foi o pastor da Igreja Rios de Água Viva, em Belén Rincón, localizada num bairro violento, controlado por paramilitares e formado por muitas pessoas que abandonaram suas casas em outras localidades por causa das ações de guerrilhas.

Durante a posse dele como pastor, Wilmer havia iniciado vários programas sociais, incluindo um clube de esporte e um projeto que oferecia comida, ajuda médica e econômica para os mais necessitados.

Evangelismo incomoda

Em 2006 ele começou a realizar atos evangelísticos semanais de meia-hora, em que tocava música cristã ao ar livre, nas calçadas, e fazia um pequeno sermão, enaltecendo as mensagens do amor de Deus. O último evento evangelístico aconteceu durante Semana Santa, quando teve início uma série de dois meses de ameaças consecutivas.

Por volta das 20h30 do último dia 19 de março, a esposa de Wilmer, Beatríz Bermúdez, atendeu o telefone da casa da família. Uma voz masculina lhe perguntou se aquela era a casa do "pastor gordo de Belén Rincón."

Quando ela respondeu que era, o homem disse: "Fale para o pastor deixar de fazer lavagem cerebral nas pessoas do bairro, deixar de orar pelas pessoas e assim ele manterá sua saúde como está."

Cinco minutos depois o telefone tocou de novo. Beatríz atendeu. A mesma voz repetiu a ameaça, dizendo que Wilmer estava "livre para fazer tudo o que ele quisesse na igreja dele, mas que do lado de fora ele deveria ficar quieto, caso contrário algo ruim aconteceria a ele”.

Quando Wilmer chegou em casa, contou à esposa que o vigia da igreja também havia recebido uma ligação ameaçadora exigindo que ele deixasse de orar e pregar no bairro.

Informante?

Wilmer Ribón levou sua preocupação e pediu oração para a liderança da igreja dele, que decidiu interromper com as atividades evangelísticas nas ruas até que as tensões no bairro esfriassem. Mas as notícias sobre as ameaças a ele se espalharam e o pastor começou a achar que havia algum informante entre a própria liderança da igreja.

No dia 29 de maio, paramilitares que controlam o bairro lhe perguntaram se ele havia recebido chamadas ameaçadoras. Wilmer confirmou.

Os paramilitares lhe disseram para que não se preocupasse, porque não estavam por trás das ameaças, e se ofereceram para descobrir os autores. "Eu lhes disse imediatamente que não fizessem isso”, disse o pastor.

Outro telefonema

Os paramilitares lhe falaram que precisavam descobrir quem era responsável pelas ameaças, porque eles achavam que algo no bairro estava saindo do controle. Alguns dias depois, alguém o telefonou novamente:

“Senhor, lembre que eu só queria que você deixasse de pregar a Bíblia nas ruas e parasse de fazer lavagem cerebral nas pessoas", disse o desconhecido. "Mas você ignorou e agora eles estão atrás de mim e eu o advirto que se algo acontecer comigo, algo também acontecerá como você."

Wilmer ficou com tanto medo que foi parar no pronto-socorro após fortes dores no peito. Ele tentou registrar uma ocorrência policial, mas os oficiais exigiram que ele revelasse quem estava por trás das ameaças. O pastor não tinha idéia. “Espero no Senhor e tento ser prudente em minhas ações”, disse ele.

No dia 3 de maio, o mesmo homem telefonou exigindo encontrá-lo no Parque Santo Antonio, no centro de Medellin, mas o advertiu a não levar a polícia, paramilitares "ou "qualquer outra pessoa, porque ele só falaria a sós com ele”.

O pastor, entretanto, achou melhor comentar com um policial sobre a reunião planejada no parque. Como o homem não voltou a estabelecer contato, Wilmer pediu ao policial para que o escoltasse até a sua casa, mas o oficial disse que não podia e que nenhum outro estava disponível.

No dia seguinte, o homem ligou para o pastor e descreveu o contato que ele havia feito com o policial, repetindo as ameaças. "Isso preocupou minha família, até mesmo meus pais, e nós começamos a pensar em deixar a cidade", disse o pastor.

Ameaça frente a frente

Na noite de 8 de maio, ele estava saindo de uma clínica de saúde no centro de Medellin quando dois homens armados em uma motocicleta disseram ser primos do homem que o telefonava.

“Eles só quiseram me advertir que se alguma coisa acontecesse ao primo deles, algo também aconteceria a meus filhos, disseram que eu não deveria dizer nada aos paramilitares, caso contrário ele poderia ser expulso do bairro e perder a família", disse o pastor.

Depois disso, Wilmer resolveu sair da cidade com sua família.

"Expulsão comum"

Um trabalhador cristão na Colômbia disse esse tipo de "expulsão" está acontecendo em outras partes do país devido aos esforços de novos paramilitares que tentam recuperar o controle das mãos de guerrilhas rebeldes em áreas que haviam sido abandonadas pelo próprio governo.

"Pastores sempre estão na mira desses grupos porque os pastores oram pedindo pela paz e não concordam com a ação desses grupos", disse um trabalhador.

O pastor está aflito por ter de deixar para trás a vida dele e o ministério. Ele fugiu diante de ameaças perturbadoras. Na semana em que ele partiu, um residente famoso do bairro foi morto a tiros na esquina de um restaurante, perto da igreja. Tempos depois, dois juízes foram assassinados em plena luz do dia.

“Nós temos que confiar em Deus", disse o pastor. Mesmo assim, ele lembrou: "A ameaça veio e eu parti. Mas Deus também nos chama a sermos prudentes e eu acredito que qualquer pessoa em minha situação teria feito a mesma coisa."

Wilmer e a família dele vivem agora em um armazém construído pela metade, sem janelas, que eles compartilham com outra família. Ore por eles.


Tradução: Tsuli Narimatsu
Fonte: Missão Portas Abertas

Rebeldes comunistas executam pastor que pregava sobre o amor...

FILIPINAS (*) - Rebeldes comunistas do Exército do Povo
(NPA, sigla em inglês) executaram o ministro cristão Josefino Estaniel, acusado de ajudar os soldados em uma campanha de anti-insurreição em Mindanao por pregar uma mensagem de amor e não de guerra, segundo um porta-voz regional do Exército filipino.

O coronel Kurt Decapia disse que os soldados recuperaram o corpo de Josefino Estaniel, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de uma sepultura rasa na aldeia de Dalagdag, distrito de Calinan, em Davao City, num lugar conhecido pela dominação dos rebeldes do NPA.O Exército do Povo é um braço armado do Partido Comunista das Filipinas (CPP).

Kurt Decapia disse que informantes civis conduziram as forças de segurança até a sepultura do ministro de 45 anos. Ele disse que Estaniel foi seqüestrado por insurgentes em maio, por ordens do líder da NPA Leôncio Pitao, também conhecido como “chefe Parago”.

O corpo do pastor Josefino Estaniel, já em decomposição, foi exumado a dois quilômetros de distância da casa de Edwin Tangud, local onde o grupo o executou.

De acordo com relatório de campo inicial, a vítima foi torturada antes de ser executada e enterrada.

O general Fogy Leo Fojas, chefe da 10ª Divisão de Infantaria do Exército filipino, condenou as atrocidades da NPA e a morte do ministro cristão.


Tradução: Tsuli Narimatsu

* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
* Fonte: Missão Portas Abertas

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Incoerência e Hipocrisia...

Desde a minha infância escuto piadas sobre Jesus Cristo e Maria (Virgem). Piadas que são imorais e preconceituosas. Mas nunca houve um manifesto e nenhuma lei contra estas perseguições. As perseguições contra os cristãos são as maiores na história.

O movimento pró-homossexualismo pleiteia uma lei contra a discriminação e preconceitos. Uma lei que seja proibida qualquer piada ou brincadeira contra os homossexuais. Uma lei que seja proibida uma posição contrária. Disseram que a perseguição contra os homossexuais tem gerado um genocídio no Brasil. Grande mentira. O número de cristãos mortos no Brasil beira os 40 mil. Se basearmos nos supostos “direitos” que este movimento se baseia, também poderíamos pedir uma lei que proibisse qualquer preconceito, discriminação ou piada contra os cristãos. Quantos não perderam espaço profissional, acadêmico e amizades por proferirem a sua fé?

A incoerência e a hipocrisia reinam na lei brasileira. Não se pode aprovar uma lei sem pé e sem cabeça. Uma lei que desconsidera fatos históricos e ignora a verdadeira maioria de discriminados não pode ser levada a sério.

Pobre Rio! Tão perto do Cristo, tão longe de Deus!

por Reinaldo Azevedo

Acabo de assistir à entrevista coletiva do secretário de Segurança Pública do Rio, Mariano Beltrame. Parece que ele não tem muitas dúvidas de que a versão de uma das vítimas, a mãe do garoto que está com morte cerebral, é a correta. Tudo indica que a polícia perseguia um carro em alta velocidade e acabou confundindo o veículo da família com o dos bandidos. E se consumou a tragédia.

A versão dos policiais, de que o carro ficou em meio ao fogo cruzado, parece não parar de pé. Mais uma evidência da barbárie que vive a cidade do Rio — e que não é muito diferente, embora com menos destaque na imprensa, do que ocorre em muitas outras cidades brasileiras.

Beltrame é um homem correto, bem-intencionado, e sua decisão de enfrentar o crime está certa. A questão é saber com que armas — e aqui não me refiro àquelas que cospem balas: falo, digamos, da “arma humana”. Os policiais do Rio — e quase do Brasil inteiro — estão despreparados. Esse caso o prova de modo escancarado. Ora, é claro que os policiais não sabiam que havia uma mulher e duas crianças no veículo, não é? Certamente imaginaram estar alvejando o carro dos bandidos.

Neste ponto, surge sempre um questionamento que turva o problema e faz com que o debate descreva uma parábola e se afaste do que interessa: “E se fosse de bandido, era mesmo para atirar?” Depende. Não sabemos as circunstâncias anteriores. Que não partiu nenhum tiro do carro alvejado em resposta, é certo. Então por que a saraivada? Despreparo, decisão errada, estupidez.

Vocês sabem o que penso. Não haverá governo do estado — nem o de Cabral nem o de ninguém — que vá resolver isso sozinho. São Paulo reduziu em mais de 70% o índice de homicídios por 100 mil ao longo de mais de 12 anos de uma política de Segurança Pública que juntou enfrentamento do crime com qualificação da polícia — embora longe do ideal. No Rio, infelizmente, fez-se o contrário: sucessivos governos resolveram que o crime organizado era, como é mesmo?, um atributo das “comunidades”. Quando, enfim, o Poder Público decide agir, a sensação que se tem é a de que já é tarde demais, de que se está enxugando gelo. O Rio é um problema federal.

Não afirmo isso só agora, não, no governo Lula. Já escrevia o mesmo durante o governo FHC. No velório de Ruth Cardoso, tive uma conversa rápida e amistosa com José Gregory, que foi ministro da Justiça do governo tucano. Ele me apresentou a uma terceira pessoa mais ou menos assim: “Aqui está um dos caras que mais batiam no governo; eu já apanhei muito, divergimos bastante, mas reconheço que a crítica era honesta”. Pois é. Os petralhas acham que jamais critiquei outros governos; que descobri a crítica com a chegada de Lula ao poder. Critico este governo porque, afinal, é este o governo que está aí.

Mas volto: eu já cobrava do governo FHC que tratasse o Rio como uma "questão federal”. E continuo a cobrar o mesmo de Lula. Ou se faz um plano de desarticulação do narcotráfico na cidade, com a ajuda das Forças Armadas, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, ou nada feito. A ação mais dura da polícia certamente salva inocentes também — mas quem terá a coragem de dizer isso agora, diante da morte praticamente certa de uma criança? Ocorre que o centro da questão é outro: é preciso chegar à raiz do problema: e é o narcotráfico — e não a desigualdade, como também é hábito se dizer em momentos como este.

O Rio tem a cara dos nossos desatinos. Trata-se, sem favor patriótico, de uma das mais belas cidades do mundo, tornada, no entanto, quase inviável pela incúria de sucessivos governos. Enquanto escrevo estas linhas, lembrei-me da última pesquisa Datafolha, que aponta a liderança, para a Prefeitura, do bispo Crivella, do PRB (26%), seguido, com certa distância, pela comunista Jandira Feghali (17%). O homem do “Cimento Social” lidera entre os mais pobres, e a representante do PC do B (!) tem uma bela fatia dos mais ricos e escolarizados. Temos nada menos de 43% do eleitorado, por ora, rendido ou ao populismo excrescente ou ao discurso bocó das origens sociais da violência. As duas coisas, somadas, condenaram a “Cidade Maravilhosa”.

Pobre Rio de Janeiro! Tão perto do Cristo, tão longe de Deus!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Viagem...

Este final de semana não postarei. Estarei numa viagem e volto só na segunda-feira.
Abraços pra todos e orem por mim.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

É proibido parar de mentir...

por Olavo de Carvalho

Seja em ciência política, seja no mero comentário jornalístico, a análise de um candidato a qualquer cargo eletivo, para ter o mínimo de confiabilidade, tem de abranger os seguintes aspectos e suas interrelações:

1. Sua imagem publicitária, o "personagem" criado pela sua campanha, o qual pode coincidir em mais ou em menos com a sua personalidade real.

2. Seu programa de governo ou plano de ação, considerado na sua pura lógica interna.

3. A comparação entre esse plano e a situação externa objetiva que ele promete alterar ou corrigir.

4. As correntes de pensamento atuais ou pretéritas que, de maneira mais próxima ou mais remota, se refletem nesse plano.

5. Os grupos políticos, econômicos e culturais que apóiam o candidato de maneira ostensiva ou discreta.

6. A posição real do candidato ante esses grupos, seja como seu líder efetivo, como seu parceiro permanente ou temporário ou como seu agente e serviçal.

7. As alternativas reais ou possíveis contra as quais sua candidatura se opõe de maneira explícita ou velada.

Só quando esses sete fatores estão esclarecidos você pode ter uma certeza razoável de que conhece o candidato e sabe a que ele veio. É essa a condição sine qua non do alardeado "voto consciente". E não é preciso dizer que essa condição depende, fundamentalmente, dos "formadores de opinião" – dos intelectuais públicos e da mídia.

Pois bem: em duas eleições sucessivas o brasileiro votou em Lula sem ter a menor idéia de que ele era o fundador e presidente da maior organização revolucionária que já existiu na América Latina. Faltaram por completo, na imagem pública do candidato, os itens 5, 6 e 7 da lista. Essas informações foram propositadamente, sistematicamente sonegadas ao eleitor pela propaganda partidária e por toda a "grande mídia", com a cumplicidade passiva da pretensa Justiça Eleitoral.

Essas duas eleições foram ilegais no mais estrito sentido da palavra. Não atenderam às condições mínimas de informação fidedigna que o público precisa para escolher uma marca de automóvel, uma geladeira ou um remédio para hemorróidas. Todos os proprietários de jornais, revistas e canais de TV sabiam disso perfeitamente. A Justiça Eleitoral sabia disso. As Forças Armadas sabiam disso. A cumplicidade geral deu ao crime ares de legitimidade, marcando a ruptura definitiva entre o debate público e a realidade da vida nacional e gerando a atmosfera de alienação e loucura da qual a corrupção e a violência, em doses jamais vistas no mundo, são apenas o sintoma mais visível e escandaloso.

Jamais, na história de qualquer nação, a elite falante, por amor e temor a um grupo político ambicioso e cínico, traiu e ludibriou tão completamente um povo.

Não é de estranhar que, decorridos alguns anos, o hábito da trapaça consciente e fria tenha se impregnado tão profundamente na moral dessa elite que até mesmo ao falar de outros países ela tenha de mentir compulsivamente – e mentir no preciso sentido que interessa ao grupo dominante. Só para dar um exemplo, a cobertura jornalística da candidatura Barack Obama na mídia brasileira limita-se estritamente a vender ao público a sua imagem publicitária -- item 1 da nossa lista --, sem chegar a tocar nem mesmo no seu programa de governo. Ela mente em favor de Obama ainda mais espetacularmente do que mentiu em favor de Lula. Nenhum jornal ou canal de TV brasileiro jamais informou que Obama é um apóstolo da "Media Reform" calculada para eliminar a liberdade de opinião no rádio, um defensor ardente da proibição total de armas de fogo pela população civil (na mesma linha que Hitler adotou na Alemanha), um partidário fervoroso do imediato desmantelamento das defesas americanas anti-míssil (portanto da rendição incondicional ante qualquer poder nuclear estrangeiro). Ninguém jamais informou que ele votou contra a proibição de matar bebês que sobrevivam ao aborto e que ele é um discípulo da "teologia da libertação" na sua versão mais radical e extremada. Ninguém informou que os grupos que o apóiam são círculos bilionários globalistas aos quais ele serve como agente para a destruição da soberania americana e a imediata implantação de um governo mundial pelos meios mais antidemocráticos que se pode imaginar. E ninguém informou que sua maior vantagem ante o concorrente republicano reside precisamente na superioridade dos seus fundos de campanha (400 milhões de dólares contra 85), o que já basta para mostrar que Obama não é de maneira alguma o candidato dos pobres e oprimidos.

Contra todas essas informações essenciais, a mídia brasileira martela e remartela a imagem publicitária baseada exclusivamente na cor da pele. Se Obama fosse candidato a presidente do Brasil, teria a maior votação da nossa história.