quarta-feira, 11 de maio de 2011

Perguntas...


Recentemente um jovem indagou-me sobre as dúvidas. Ele queria saber se perguntar, duvidar e questionar tinha algum pecado nisso. Obviamente disse que não. Apresentei vários profetas bíblicos que expuseram suas dúvidas e indagações.

O cristão não foge das perguntas, ele as abraça. Na verdade, para buscar verdadeiramente o Deus vivo, temos de enxergar a necessidade de fazer perguntas. As perguntas não são assustadoras. O que assusta são as pessoas não terem pergunta alguma. Uma grande tragédia é uma fé que não tem espaço para perguntas. Já dizia Lloyd-Jones que as dúvidas não são incompatíveis com a fé.

sábado, 7 de maio de 2011

Mães que Mudaram o Mundo...







Mãe de CONDOLEEZZA RICE, Angelena transmitiu à filha o amor pela música, um legado de educação superior, um senso de valor pessoal e uma ousada fé religiosa.


Um dia, sua filha serviria como conselheira de segurança nacional e secretária de Estado do governo do presidente George W. Bush.



A linda e alta mulher negra e sua filha de 7 anos observaram com cuidado as roupas infantis coloridas antes de escolherem um conjunto para a menina provar. Elas se encaminharam para o provador, mas seu caminho foi bloqueado por uma vendedora branca. Corria o ano de 1961 em Birmingham, Alabama, e a separação racial era lei que imperava no Sul.

“Esta cabina é reservada para clientes brancos”, disse a vendedora; a seguir, encaminhou Angelena Rice e Condi a um depósito reservado para pessoas “de cor”. Essa situação não se ajustou bem com Angelena, que conhecia a sua posição em Cristo. Ela era professora de música e ciência na escola de ensino médio para negros e com muito mais estudo do que a mulher que bloqueava o seu caminho. De forma firme, sem hesitação, Angelena disse à vendedora que sua filha provaria a roupa naquela cabina; do contrário. Procuraria outra loja onde fazer a compra.

A vendedora hesitou. Ela poderia não perder o emprego, mas com certeza perderia a comissão se mãe e filha procurassem outra loja.

Condoleezza ainda se lembra de como a vendedora ficou nervosa e apreensiva ao encaminhá-las a um provador reservado para brancos; ela ficou em pé, vigiando a porta, temendo que alguém visse que permitira que as duas entrassem.

Em outra ocasião, quando um vendedor repreendeu a pequena Condi por ter tocado num chapéu, Angelena disse à filha que tocasse em todos os chapéus da loja. Condoleezza obedeceu, alegremente. Angelena estava totalmente determinada a não permitir jamais que o racismo atrapalhasse o futuro de sua filha.

Desde a época da escravidão, a família de Condoleezza Rice tinha usado a educação e a fé em Deus como um meio de superar o preconceito racial. Ainda pequena, Condi aprendeu a ler e, aos 3 anos de idade, começou a ter aulas de piano, francês e, além disso, de skate.

John, seu pai, era pastor da Igreja Presbiteriana Westminster, em Birmingham, e se tornou deão do Stillman College, onde o avô dela tinha se formado. Mais tarde, ele serviria como vice-presidente da Universidade de Denver.

Condi, que concluiu o ensino médio aos 15 anos de idade, era a terceira geração de membros da família Rice a ir para a faculdade.

Na Universidade de Denver, ela começou como aluna de música. No entanto, Condoleezza logo percebeu que jamais seria boa o bastante para competir com outros alunos talentosos e, por isso, logo procurou uma outra área. Não demorou a descobrir sua vocação: ficou simplesmente fascinada com os estudos internacionais. Aos 19 anos, ela recebeu o diploma de bacharel e saiu em busca do doutorado.

Aos 26 anos, Condoleezza era professora assistente na Universidade de Stanford, mas isso não era o suficiente para satisfazer suas ambições. Doze anos mais tarde, se tornou a primeira e a mais jovem mulher negra a servir como administradora de Stanford. Condi aumentou a sua longa lista de “primeira” unindo-se à campanha de Bush e se tornando a primeira mulher do país a servir como conselheira de segurança nacional, vindo depois a ocupar o importante cargo de secretária de Estado do governo George W. Bush.

Sem dúvida, o seu sucesso surpreendente se deveu, pelo menos em parte, à sua mãe, que lhe ensinou que ela era filha de Deus e que, com a ajuda d’Ele, poderia fazer qualquer coisa.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O ser humano comete suicídio permanente...


Olhar para o ser humano é perceber alguém que comete o mal a si mesmo. Falo a partir da minha própria experiência.

Freqüentemente o ser humano vive perigosamente. Determinados refrigerantes acabam a saúde. Churrascos com freqüência violentam o organismo. Tabaco, álcool, drogas, noites em claro, etc. A lista é imensa e você pode fazer a sua.

A Bíblia afirma que o ser humano é um ser pecador. Desde o seu nascimento não sabe fazer outra coisa com tanto profundidade quanto pecar. A Bíblia afirma que o salário do pecador é a morte. A Bíblia afirma que todos pecaram. A Bíblia afirma que a humanidade sem Cristo está morta em delitos e pecados. A Bíblia afirma que a nossa existência e locomoção está em Deus. Se a nossa existência está em Deus e pecamos contra ele, a lógica normal é que a humanidade deveria deixar de existir.

Fica mais do que nítido que constantemente o ser humano busca para si a sua própria morte. Duas forças agem de forma poderosa no coração do homem. Ele tem a dimensão que o atrai para algo maior do que ele – o transcendente. Mas por outro lado ele tem a força que o atrai para um abismo que conseqüentemente puxa para outro abismo. Via de regra, o que impera pela natureza do homem é o seu desejo de se aprofundar no seu próprio abismo.

Caminhar nas ruas das grandes cidades é estar ao lado de pessoas que acordam e dormem consciente ou inconscientemente na prática de suicídios.

Por natureza o ser humano conhece a morte e não a vida. A vida começa a fazer parte da vida quando graciosamente Deus ilumina e visita um ser humano. E Deus faz isso na sua soberana vontade que toca não somente o justo, mas também o ímpio. É aquela velha história de que o sol de Deus brilha para os bons e ruins.

domingo, 3 de abril de 2011

"Só os neuróticos verão a Deus"...


por Luiz Felipe Pondé



Tenho pensando demais em dinheiro e sucesso. Não porque eu os tenha em excesso (haveria uma "quantidade justa" de dinheiro e sucesso?), mas porque, sem eles, somos afogados no sentimento da inexistência. Talvez por isso tanta conversa fiada sobre sermos honestos e desapegados quando, na realidade, em silêncio, babamos por dinheiro e sucesso.

Haverá amor sem dinheiro e sucesso, ou terá razão o grandioso Nelson Rodrigues quando diz que dinheiro compra até amor verdadeiro? Aqui, ele fala a anos-luz de distância da sensibilidade infantil da classe média e de seu marketing da ética que assola o mundo.

Quando me afundo na agonia, tenho dois profetas: Nelson Rodrigues e Fiodor Dostoiévski. Diante deles, sou um anão de Velásquez.

À noite, ouço a voz do demônio do ceticismo me chamando para o seu país da solidão e sua aridez de três desertos.

Um dos efeitos clínicos do ceticismo é a indiferença para com o que os outros pensam. Num mundo do marketing, que faz da vida um baile da monarquia francesa decadente do final do século 18, a indiferença para com o que os outros pensam é uma forma de ascese. Mas, como toda ascese, é uma danação.

Faz mal pensar em dinheiro e sucesso. Meu Deus, que escravidão! Onde me perdi?

Talvez na infância, quando percebi que o mundo não só é indiferente a nós, mas que nossa mãe é também uma pobre carente de amor e que nosso pai (quando existe pai, porque pai é produto da indústria do luxo) é um coitado esmagado pela carência não só de amor, mas também de dinheiro e de sucesso.

Tornei-me esse ser obscuro e muitas vezes cínico cedo demais. Digo sempre aos meus alunos que tomem cuidado com excessos de ceticismo na juventude, porque ele facilmente deforma a face, e quando se é jovem a face ainda é o espelho da alma.

Hoje estou em companhia de Nelson Rodrigues e sua sublime obsessão pela alma atormentada. Há dias o leio e releio, assim como quem toma um remédio acima da dose, tropeçando na água, por pura pressa de ver o mundo, de novo, por trás de sua membrana opaca. À diferença de Kant, Nelson sim conhecia a "coisa em si".

Sua peça "Bonitinha, Mas Ordinária" é essencialmente dominada pela angústia moral dostoievskiana. Nela, o herói, Edgar, é atormentado pela famosa frase, supostamente de Otto Lara Resende, "mineiro só é solidário no câncer".

Segundo a fortuna crítica, esta sentença niilista seria, por sua vez, semelhante a uma de Ivan Karamazov: "Se Deus não existe, tudo é permitido"; se não há Deus, não há impedimento absoluto contra o que quisermos fazer.

Se o mineiro só é solidário no câncer, é porque sua solidariedade não passa de um gozo secreto pela miséria do "amigo" doente. Se a única solidariedade possível é essa, então não há solidariedade de fato, logo, não há esperança para o mundo.

Ambas as frases decretariam o niilismo como condição amoral do mundo. E o niilismo não é uma brincadeira de adolescente que atropela gatos com sua bicicleta, é um fardo, um fado, um problema filosófico, para alguns, o maior dos séculos 19 e 20, que reuniu ao seu redor gente como Nietzsche, Freud, Schopenhauer, Dostoiévski, Turguêniev, Cioran, Bernanos, Berdiaev e o próprio Nelson.

Não é o drama do "serial killer" de TV. É o drama do policial honesto diante da inexistência do bem como forma de ordenamento do mundo.

Não pressinto o niilismo quando escrevo por aí poemas ruins sobre a agonia dos pobres nas ruas, pressinto o niilismo quando sei que esses poemas são mentiras na forma de marketing da ética, uma especialização do recém-criado "personal marketing". Ambos logo serão um MBA na área de recursos humanos.

Certa feita, falando sobre sua peça "Bonitinha, Mas Ordinária", Nelson disse (respire fundo): "A nossa opção, repito, é entre a angústia e a gangrena. Ou o sujeito se angustia ou apodrece. E, se me perguntarem o que eu quero dizer com minha peça, eu responderia: que só os neuróticos verão a Deus".

Bem-aventurados os de sorriso raro e de beleza tímida. Bem-aventurados os que se desesperam, mas não desistem, porque deles é o reino dos céus.



Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2011/03/luiz-felipe-ponde-so-os-neuroticos.html

Você está correndo perigo - Mark Driscoll