quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Será mesmo que é necessário?

Estive na Assembleia Anual da Convenção Batista Brasileira em Niterói. Encontrei vários colegas e amigos do tempo de seminário e da caminhada. No entanto, muitos perguntaram-me o que eu estava fazendo da vida. Na verdade alguns queriam saber se consegui alguma projeção. Na resposta que forneci percebi que tinha entrado no jogo. A impressão é que você somente tem valor e credibilidade se está em alguma posição elevada e num ministério bem sucedido. Tudo isto é balela.

Não quero mais colocar nada no meu blog, twitter e facebook sobre o que tenho realizado no sentido ministerial e acadêmico. Isto não diz o que sou de fato. Lamento profundamente por um dia ter agido e pensado assim. Hoje lamento por colegas que procedem da mesma forma.

2 comentários:

Anônimo disse...

Dizer o que fez e onde está compõe - no que Foucault chama de ordem dos discurso - um ritual de qualificação, sobretudo num país construído com base no autoritarismo. Deixar de postar seus feitos no seu blog é uma opção, abandonar o registro deles, não, e você, assim como todos, precisarão disso um dia. A credibilidade é o requisito pra te autorizar a falar. Não é uma impressão, é uma norma social.Veja bem, Chis, nao falo isso por gostar dessa situação, mas por perceber que ela é absoluta. A sociedade é cheia de "interdições", há seletividades que determinam quem fala o que e quando. Imagino que vc tb já deva saber isso, tem formação pra tanto... Toco nesse assunto pra perceber por que, mesmo sabendo disso tudo, você ainda acha que pode fazer diferente. Essa é minha dúvida.Receio que optar por nao cumprir o tal ritual só faça nos isolar. A condição pós-moderna exige que o sujeito produza, e a espetacularização da produção exige que o sujeito divulgue. Ser nao é mais suficiente. Sugiro que você nao pare de postar o que faz ou onde está, isso seria contra-producente pra você. Mas ao fazê-lo, lembre-se que você faz pelos motivos certos nao de aparecer, mas de se autorizar. Autorize-se. Luter de Souza.

Ale disse...

Parabéns professor!
Quem dera essa maturidade fosse comum.
Fui seu aluno na Fatef.
Um grande abraço.