domingo, 14 de março de 2010

Zooteologia...


Sabiamente João Calvino disse que a mente do ser humano é uma fábrica de ídolos. O cenário religioso comprova esta afirmativa. Desconheço um ambiente tão criativo quanto o ambiente evangélico. A criatividade ultrapassa a linha do imaginário.

Existe uma nova corrente da teologia. Os seus inventores a criaram sem ter o conhecimento disto. A zooteologia está na moda. A poesia bíblica traduz Deus com formas humanas – braço, mão, olhos, ouvidos, boca, etc. É a tentativa de aproximar Deus para a realidade humana. Na concepção dos “teólogos” da zooteologia eles aproximaram Deus a semelhança de um animal. Portanto, temos neste imaginário a figura de Deus que é descrita assim:

a. Ele é um leão.
b. Ele é um urso.
c. Ele é uma águia.
d. Ele é um tigre.
e. Ele é uma pomba.
f. Ele é uma galinha.
g. Ele é um cachorro.

Não consigo imaginar o que leva uma pessoa a rebaixar Deus desta forma. Conseguem tirar benção e unção destes nomes. Coisas do tipo:

1. A unção da Galinha – O indivíduo é curado por um galo que é o chefe do
galinheiro e fala em línguas estranhas. E bota estranha nisso.
2. A benção do Leão – Você urra loucamente e fica de quatro.
3. A benção da Águia – A pessoa é capaz de voar e entrar no santíssimo
lugar. Além disso, emiti gritos agudos.
4. A unção do Cachorro – Você demarca o território com a sua urina.
5. A unção do Touro – Essa deve ser para quem tem chifres.
6. A unção do Bode – O indivíduo fica dando marradas para todo lado.

Isto parece mais com o símbolo das artes marciais do que com a fé cristã. Ou pode estar relacionado com uma cultura pagã. Adoração aos animais é um costume pagão. Os egípcios faziam isso constantemente, mesclando a imagem humana com a imagem animal, vide Anúbis (A associação de Anúbis com chacal provavelmente se deve ao fato de este perambular pelos cemitérios. O Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados. Apesar de muitas vezes identificado como “sab”, o chacal, e não como “iwiw”, o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptologistas se referem ao “animal de Anúbis” para indicar a espécie desconhecida que ele representava).

O culto pagão está na moda. A suposta igreja evangélica brasileira trocou a glória de Deus por imagens de animais que não refletem a sua majestade. Trocaram a verdade por fábulas. A invenção humana profanou o nome e a pessoa bendita de Deus. É uma verdadeira lástima tudo isto!

Um comentário:

Ale disse...

Caro Cristopher, sou seu aluno na Fatef Caxias, e tenho ampliando muito meu conhecimento com as suas aulas. Com relação, a essas "teologias" heréticas que vêm surgindo no meio evangélico, tais como: da prosperidade, da zooteologia, e tantas outras pode ser fruto de pessoas adoradoras de lucifér infiltrando falsas doutrinas em nosso meio.