quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cuidado com os exageros...

Preciso ser coerente. A Editora Fiel lançou um livro chamado “A Arte Expositiva de João Calvino” o autor do livro é o Steven J. Lawson.
Nunca li algo semelhante. O livro exalta tanto Calvino que Jesus Cristo não é nada perto dele. Não há problema algum escrever sobre uma determinada pessoa, a grande dificuldade é canonizar um pecador. O livro de certa forma elevou Calvino ao status de homem mais santo em toda história da igreja. Isso é um absurdo. Reconheço que o livro tem algumas riquezas na área da exposição bíblica, mas esta ênfase exacerbada em Calvino diminui o crédito da obra. Algumas frases do livro:

“Queremos mais Calvinos. Precisamos ter outros Calvinos”.


“Entre todos os nascidos de mulher, não houve ninguém maior do que João Calvino; nenhuma época anterior à dele jamais produziu alguém igual a ele, e nenhuma época depois dele viu um concorrente seu (...) Nenhum outro homem pôde expressar, conhecer e explicar as Escrituras de forma mais clara do que a forma como Calvino fez”.


“Homem algum jamais teve um senso mais profundo de Deus do que ele. Homem algum jamais se rendeu totalmente à direção divina como ele o fez”.


Gosto de muitas coisas que Calvino produziu, mas nem tanto. Ele foi um miserável pecador como todos os outros homens. Citando o próprio Calvino: “A mente humana é uma fábrica de ídolos”. E neste caso, pensado ou impensado, uma certa idolatria foi cometida. Cuidado com as extrapolações!

Um comentário:

Lucas Carvalho disse...

Concordo Christopher,

Existe uma certa idolatria em cima de Calvino que talvez ele mesmo condenasse.

Que os crentes sejam mais parecidos com Cristo, O Único sem pecado!

Deus te abençoe