terça-feira, 28 de julho de 2009

Invasão Marxista nas Religiões...

"O que propomos não é teologia no marxismo, mas marxismo na teologia"

(Frei Leonardo Boff - JB, 6/4/80)

Ao elegermos como tema a ser inserido no Farol da Democracia Representativa a questão da invasão do marxismo nas religiões, moveu-nos o propósito de prevenir os nossos leitores e visitantes sobre a influência perversa de idéias marxistas que entram em choque com a pureza do pensamento cristão, cujos conceitos tradicionais de lei, moralidade, civilidade e ordem social teve origem na ética e nos princípios judaico-cristãos, posteriormente traduzidos em estilos de vida individuais e em tradições e costumes coletivos. Tais idéias, apregoadas no campo religioso sob a bandeira da Teologia da Libertação, não são mais do que armadilhas destinadas a substituir a fé cristã pela fé marxista. No universo religioso, esse empenho em eliminar tudo o que supera o homem tem o seu momento decisivo na insurgência de Lutero, como a seguir, de modo sucinto, expomos:

Em 1517, o monge Martinho Lutero, se insurgia contra a autoridade do Papa e denunciava a comercialização da fé por falsários de toda ordem. Nas suas 95 teses contestatórias, Lutero negava a autoridade papal e mantinha a santidade dos escritos bíblicos que entendia, deviam ser interpretados livremente, segundo a consciência de cada um. Aí se fracionava a Igreja Romana e surgia o Protestantismo, abrindo uma porta para variadas versões religiosas.

Um dos primeiros precursores na disseminação da concepção "religiosa" de construção de uma nova sociedade foi o teólogo marxista, Karl Barth que via perfeita identidade do ensinamento cristão da construção do "Reino de Deus na Terra" com o marxismo que, segundo ele, pretendia realizar o que fora relegado a plano secundário pelos cristãos. Isto é, resolver todos os problemas da Humanidade, implantando no planeta Terra a “sociedade socialista”.

Essa cabeça-de-ponte, lançada na religiosidade cristã, em período anterior à II Guerra Mundial, evoluiria para, na década de 60, subsidiar intensa doutrinação pseudo-religiosa, porque materialista, para a transformação de princípios cristãos por dogmas marxistas, tanto no Protestantismo como na Igreja Católica.

Conceitos religiosos tradicionais foram desvirtuados, surgindo o Socialismo Cristão, a Teologia da Libertação, a Igreja Popular e o astutamente denominado "Progressismo" para entronizar a idéia de que tudo fora dessa cartilha seria retrógrado. A isso seguiram-se intensas atividades travestidas como "pastorais e evangelizadoras" em trabalho de massa, marxista.

Incrível, porém verdade, foi a nova interpretação do feitio da oração: quem praticasse ações concretas, materiais, consideradas, pela esquerda clerical, benéficas para a libertação do homem oprimido pelo jugo de uma sociedade injusta, estava na mais contrita oração. Qualquer ação "libertadora" substituiria, com vantagem, as tradicionais preces, calcadas no enlevo espiritual e dirigidas a Deus, a partir daí, considerado um ente místico e sobrenatural, criado como muleta para os incapazes e atrasados. Assim sendo, estavam "orando" para libertar a Humanidade oprimida: um Lamarca que, assassinou, roubou, traiu, quem assaltou Bancos para financiar a subversão, seqüestrou um diplomata, como Gabeira e outros que cometeram atrocidades, "in memoriam" de Marx, Lenine "et caterva", para libertar o "Povo de Deus" de um regime opressor. Quem invadisse propriedades privadas, por exemplo, praticava atos mais cristãos do que quem ia à missa ou ao culto, recebia sacramentos e se esforçava para cumprir os mandamentos da Lei de Deus.

Convém assinalar que no Brasil, principalmente no Governo Goulart, essa evangelização deletéria caminhava "pari passu" com outras subversões, desorganizando a economia, minando a autoridade e intranqüilizando a Nação, à beira de uma guerra civil. Vale lembrar que significativa parte dessa gente continua hoje muito ativa. Presentes nas Igrejas, infiltrados em todos os estamentos da sociedade brasileira, posam como paladinos dos Direitos Humanos, alardeando aos incautos, serem puras criaturas, só preocupadas com os problemas sociais da Nação, a qual tentam submeter a um regime incompatível com as raízes da formação da nacionalidade brasileira e com a inteligência racional que atesta, com firma mundialmente reconhecida, que fracassou onde foi adotado. Suas ações são planejadas nos porões da subversão onde sempre reinou recalcado ressentimento, por fragorosas derrotas. Agora agem de modo mais insidioso porque se escudam nas franquias democráticas que os protegem, graças aos "anos de pouco chumbo", se comparados aos genocídios praticados, por exemplo, contra os ucranianos, por Stalin, que lhes tomava as terras, obrigando- os a nelas plantar, confiscando as colheitas para submetê-los pela fome. Isto, esquecendo os milhões de assassinatos cometidos, por carrascos da Humanidade como Mao, Fidel, etc.



Fonte: www.faroldademocracia.org

2 comentários:

Renato Vargens disse...

Olá Christopher,

O Franklin é um amigo querido.

Obrigado pelo carinho e pela visita ao meu blog.

parabéns pelos seus textos.

Vamos trocar idéias sim.

Abraços,

Renato Vargens

Anônimo disse...

Algo que muito me decepciona no cristianismo, especificamente protestante, é a posição equivocada de grade parcela deste movimento acerca da pessoa do Grande Pensador alemão Karl Heirinch Marx, exatamente por ver tanta opinião deturpada acerca deste, que na verdade, tanto contribuiu para várias áreas do saber, como a História, a economia, filosofia, sociologia etc. e porque não dizer que este contribuiu com a mais perfeita análise do capitalismo até os dias atuais. É de extrema importância nós separarmos Marx do Marxismo, existe uma célebre frase que diz o seguinte:"Marx não era Marxista", Isto porque, o marxismo, na verdade são interpretações dos inscritos de Marx. As pessoas costumam julgar Marx, por exemplo, citando o regime, dito marxista que se iniciou na Rússia, no ano de 1917, quando os bolcheviquis, liderados por Lenin tomaram o poder daquele país, passando a se chamar, União das Repúblicas Socialista Soviéticas, chamada vulgarmente de Uniao Soviética. Governo que depois foi sucedido por Stalin, que se desvirtuou grandemente dos ideais Leninista-marxista, instalando nesta País o que chamamos de Stalinismo, que na verdade é uma caricatura dos ideais de Marx. Stalin foi um Líder totalitarista que ergueu a bandeira marxista, mas na realidade foi um ditador. Depois do que aconteceu na Rússia em vários continentes foi levantada a bandeira vermelha do marxismo, na Ásia, na África,na Ámérica central e no leste Europeu.Países como China, Cuba... Seguiram o exemplo da Rússia e tornaram socialistas. Mas o que precisamos deixar bem claro, é que todos esses ditos "marxismos", se formos comparar com os inscritos de Marx com maior profundidade vamos perceber que muito se distanciaram de sua proposta.Por isso, eu digo que é leviano interpretar Marx pela ótica destes regimes. Logicamente, é incompatível querer adaptar o que este pensador escreveu, com cristianismo, como algumas pessoas tentam fazer, a proposta de Marx tinha cume político-econômico, que não tem nada a ver com espiritualidade, não é atoa que Karl Marx basea sua teoria naquilo que ele chama de Materialismo histórico dialético, nada a ver com religião. Marx fala de modo de produção, forças produtivas, ideologia, alienção, mais-valia etc. Este pensador, faz uma analise da sociedade, do ponto de vista político-econõmico, cultural e social, não tem nada a ver com religiosidade. É verdade sim que ele disse que: "religião é o ópio do povo" Mas essa frase tem que ser analisada dentro do contexto no qual vivia, na alemanha do sec XIX, onde religião e Estado eram intimamente ligadas, e na verdade falar de Religião era na verdade falar do próprio Estado. Marx foi um homem do séc. XIX, o homem é fruto do seu tempo, e tudo que Marx falou foi baseado na realidade de sua época. Da mesma forma que não devemos olhar Lutero pelo Luteranismo, pois na verdade a idéia de Lutero nunca foi se desvencilhar da Igreja Romana, mas sim reformá-la e se compararmos o Luteranismo hoje, com aquilo que Lutero escreveu veremos que que há muitas incompatibilidade, da mesma forma João Calvino, com o calvinismo. Com relação a teologia da Libertação, esta não é outra coisa se não adaptar os ideais marxista, com o cristianismo, pura loucura, mas é bom deixar bem claro aqui que Marx não tem nada a ver com isso. Acho que deveríamos tomar cuidado em falarmos daquilo que não temos conhecimento. Para falarmos de Marx deveriamos pelo menos ler algumas de suas bibliografias.Como o próprio Capital, Ideologia alemã, Miséria da Filosofia etc. Como podermos julgar alguém pelo que os outros falam dele, temos que nós mesmos tirar nossas conclusões.
Um abraço!!!